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quarta-feira, 5 de maio de 2010

BOMBAY DUB ORCHEST - ANIMA.



A milenar cultura indiana. Ouça e veja o vídeo escolhido com carinho.

terça-feira, 4 de maio de 2010

POESIA

Mãe
Giuseppe Ghiaroni

Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar e depois perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.

Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.

Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.

O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar:''Sou eu!"

Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.

Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.

Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz:
"Meu filho!", e chora.

E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.

Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que , nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O POVO BRASILEIRO

Suely Monteiro

O povo brasileiro, com sua graça e muita simpatia, se espalha por todos os lugares, deixando por onde passa a marca registrada de sua regionalidade, confundindo os turistas, marcando espaço nas praças internacionais, e acionando mulheres e homens do mundo para que venham, todos, curtir os brasis do Brasil.

É fácil ser seduzido pelo brasileiro carregado de espontaneidade e leveza , principalmente, quando ele deixa "rolar um sentimento" que enrola, as belas e os belos desprevenidos da força de seu poder...

Suas façanhas foram contadas em prosa e verso e, desde as velhas eras, marcam com humor, presença na relação pitoresca de quebra de protocolos, na lista dos que sabem enganar a dor e continuar sorrindo, nas grandes procissões em busca de prazer e, na seriedade dos cultos aos domingos.

O brasileiro sabe levar a vida deixando a vida levá-lo para os cantos onde o sonho, em imagens marcantes o espera para embriagá-lo em suas proezas difusas...

Ah brasileiro, quando você tomará juizo se é necessário mesmo ter juizo!
Você, meu povo amável, gentil, que faz do seu dia-a-dia um poema de beleza tão rara que comove mesmo àqueles que não estão nem aí pra poesia, me prende o coração e a mente e me enternece com a capacidade de transformar tudo em arte.
Brasileiro, você é o maior tesouro que o solo americano desvelou!!!

sábado, 24 de abril de 2010

ARTE - MINIMALISMO.


Movimento das artes visuais e da música que se caracteriza pela extrema simplicidade de formas.
De tendência despojada, objetiva e auto referida, esse movimento surgiu em Nova York, por volta de 1960, com a Pintura, como uma reação ao Expressionismo Abstrato e à Emotividade até então dominante. Mas desenvolveu-se, principalmente, com a Escultura. Nas mãos dos minimalistas, os materiais industriais como fibras de vidro, aço, metal, acrílico, plástico ganham formas variadas, com cores fortes, austeras e quase sempre simétricas, que buscam interagir com o espaço que as envolvem e com o próprio expectador.

Na música os minimalistas criaram uma forma extremamente acessível, pela simplicidade. Os principais representantes desta arte são:

- Frank Stella, Jack Youngerman, Ellsworth Kelly, Frank Stella, Kenneth Noland, Al Held e Gene Davis, na pintura;

- Na música: Carl Orff, com Carmina Burana, (basicamente o seu precursor na Alemanha), além de Phillip Glass, Steve Reich, Cornelius Cardew e Frederic Rzewski.

- E na Escultura: Donald Judd, Sol LeWitt, Robert Morris, Yves Klein, entre outros.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

FOTOGRAFIA

NAVEGANDO PELOS MARES DE SANTA CATARINA.

MÚSICA



Homenagem à Lady Laura, carinhosa mãe de Roberto Carlos, pelo seu recente desaparecimento do nosso convívio.

FILOSOFIA : Pós-Humano.

“ ... Muitos teóricos conceituam o pós-humano como a emergência ontológica relacionada às proposições de hibridização entre homem e máquina, carne e silício, aos avanços gradativos da consciência através da conexão com dispositivos múltiplos e à manipulação gradativa do DNA humano que poderá resultar em mudanças drásticas na estrutura biológica da espécie. Termos semelhantes também são usados com essa mesma intenção, Hans Moravec adotou o termo ex-humans, o artista e teórico inglês das redes telemáticas Roy Ascott fala de uma “era pós-biológica” vislumbrada por ele através dessa fusão entre carne e silício – do mundo seco do silício com o mundo úmido do carbono - e da expansão da consciência pela conexão em rede. Assim como Derrick de Kerchkove acredita que a ligação planetária em rede cria uma mente expandida pela somatória das inteligências conectadas.O artista australiano Stelarc usa o conceito das artes do “corpo obsoleto” para balizar suas obras estruturadas a partir da conexão com próteses robóticas/biológicas e dispositivos telemáticos de expansão da percepção. Poderia citar outras definições do termo e de seus sinônimos, menos ou mais abrangentes que essas, como a da pesquisadora Lucia Santaella, que acredita que um dos grandes dilemas da noção contemporânea de ser humano está diretamente conectado às mudanças pelas quais o corpo humano está passando em direção a uma possível nova antropomorfia:O potencial para as combinações entre vida artificial, robótica, redes neurais e manipulação genética é tamanho que nos leva a pensar que estamos nos aproximando de um tempo em que a distinção entre vida natural e artificial não terá mais onde se balizar. De fato, tudo parece indicar que muitas funções vitais serão replicáveis maquinicamente assim como muitas máquinas adquirirão qualidades vitais. O efeito conjunto de todos esses desenvolvimentos tem recebido o nome de pós-humanismo (SANTAELLA, 2003:199)...”

Edgar Franco
Fonte:
http://www.tipos.com.br/areas/posthuman/blog/2007/02/19/sera-o-pos-humano-1260196/

TECNOCIENCIA



Animação muuuuito engraçada do “TecnoCientista”. Esse video mostra a briga de uma animação com o seu criador, onde utilizam até ícones de programas da área de trabalho. Espero que gostem!!! …

FILOSOFIA DA RELIGIÃO

"... O ser de Deus é uma substância de tal forma espiritual, que o olho mortal não a pode contemplar em si mesma, mas podemos vê-la nas Suas obras; como diz São Paulo, as criaturas são um espelho que reflecte Deus (Rom 1, 20). Detenhamo-nos um instante nesta ideia [...]; olha para cima de ti e à tua volta, vê como o céu é vasto e alto no seu curso veloz, com que nobreza o Seu Senhor o adornou com sete planetas e como o ornamentou com uma multidão incontável de estrelas. Quando o sol brilha alegremente e sem nuvens, no Verão, quantos frutos, quantos benefícios dá à terra! Como é belo o verde dos prados, como são sorridentes as flores, como o doce canto dos passarinhos soa na floresta e nos campos, e todos os animais que se tinham escondido durante o duro Inverno se apressam a sair e rejubilam; como, entre os homens, jovens e velhos se mostram contentes com essa alegria que lhes traz tanta felicidade. Ó Deus terno, pois se és assim tão digno de ser amado nas Tuas criaturas, como deves ser belo e digno de ser amado em Ti mesmo."
Escrito por: Henri Suso (c. 1295-1366), dominicano Vie, cap. 50

terça-feira, 2 de março de 2010

ARTE


ABAPORU - TARSILA AMARAL ( 1928)

HOMENAGEM

TOBIAS BARRETO E A FILOSOFIA
Qual um improvável pensador no sertão tropical, o Abaporu representa o brasileiro rústico, de pés no chão e dentro de sua condição natural, a "deglutir" seus próprios pensamentos.

A história da filosofia no Brasil envolve essa improbabilidade, representada pelo esforço sobre-humano de um sergipano mulato e pobre, nascido na Vila de Campos, sertão do Rio Real, e que foi o grande responsável, na segunda metade do século XIX, pela atenção à língua alemã para o estudo da cultura moderna, especialmente para o estudo da filosofia.

Esta figura heroica da filosofia brasileira, Tobias Barreto, como que deglutiu a doutrina de Kant no intuito de assimilar a moderna perspectiva da filosofia emancipada, contrariamente à filosofia tutelada que prevalecera no Brasil, ao longo de dois séculos, sob a Ratio Studiorum.

Ele também conhecia perfeitamente o Latim, além das línguas francesa e inglesa, e produziu uma grande parte de seus textos filosóficos no município de Escada, no interior de Pernambuco.
Fonte:

http://textosdefilosofiabrasileira.blogspot.com/2008/07/o-mundo-interior-89.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MÚSICA GREGA ANTIGA


FRAGMENTOS DE MÚSICA GREGA ANTIGA

FILOSOFIA: ERASMO DE ROTERDÃ


A PERFEIÇÃO POR MEIO DO CONHECIMENTO

Erasmo criticava as escolas de seu tempo, em geral administradas por clérigos que baseavam sua pedagogia em manuais imutáveis, repetições de conceitos e princípios de disciplina com traços de sadismo. O filósofo via nos livros um imenso tesouro cultural, que deveria constituir a base do ensino.

"Para Erasmo, a linguagem era o começo de toda boa educação, já que é sinal da razão humana", afirma Cézar de Toledo. Não se trata apenas de alfabetização e leitura, mas de interpretar os textos criticamente, prática que os humanistas e reformadores religiosos introduziram na história da pedagogia. Erasmo acreditava que um bom aprendizado das artes liberais até os 18 anos prepararia o jovem para entender qualquer coisa com facilidade. Como todo humanista, o pensador holandês defendia a possibilidade de chegar à perfeição por via do conhecimento. "Erasmo prenuncia novos rumos para a pedagogia ao deter um olhar mais acurado na infância", diz Toledo. Para o filósofo, ao ensinar era necessário levar em conta a pouca idade da criança – e por isso cercá-la de cuidados específicos – e também a índole de cada uma. O programa pedagógico do pensador era generoso, mas de modo algum democrático. Segundo ele, apenas a instrução religiosa deveria ser para todos, enquanto os estudos das artes liberais estariam restritos aos filhos da elite, que futuramente teriam cargos decisórios.

fonte:

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

REFLEXÃO

Se você seguir o exemplo da maioria das pessoas desta era decadente, terminará sendo exatamente como elas: uma fraude perfeita.
Você vai gastar sua vida perseguindo o inalcançável.
Será como as crianças que estão tão ocupadas brincando que ficam indiferentes à fome, ao frio e não notam o dia passando; até que escurece, elas subitamente lembram de suas mães e começam a chorar.
Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 - Butão, 1991)

FOTOGRAFIA: MÃE E FILHA.


OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.