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domingo, 30 de maio de 2010

POESIA

MODERAÇÃO
Paul Verlaine
(Tradução de Batista Cepelos)
Languidez, languidez! Tem paciência, formosa!
Acalma esse febril e indômito desejo!
A amante deve ter, no embate mais sobejo,
o abandono da irmã, tímida e carinhosa.

Em teus afagos, pois, sê branda e langorosa,
como do teu olhar o dormente lampejo,
que embora fementido, um prolongado beijo
vale mais que a expressão da carne luxuriosa.

Tu me dizes, porém, que no teu seio ardente,
ruge a fulva paixão, famulenta e bravia;
pois deixá-la rugir desenfreadamente!

A fronte em minha fronte e a mão na minha presa,
choremos, doce amor, até que venha o dia,
jurando o que amanhã negarás com certeza!

FOTOGRAFIA


BRINCOS DO AMOR

O OUTRO NA OUTRA - PSICANÁLISE.

"Possuímos, segundo parece, certa dose de capacidade para o amor – que denominamos libido – que nas etapas iniciais do desenvolvimento é dirigido no sentido de nosso próprio ego. Depois, embora ainda numa época muito inicial, essa libido é desviada do ego para os objetos, que são assim, num certo sentido, levados para nosso ego. Se os objetos forem destruídos, ou se ficarem perdidos para nós, nossa capacidade para o amor (nossa libido) será mais uma vez liberada e poderá então substituí-los por outros objetos ou retornar temporariamente ao ego. Mas permanece um mistério para nós o motivo pelo qual esse desligamento da libido de seus objetos deve constituir um processo tão penoso, até agora não fomos capazes de formular qualquer hipótese para explicá-lo. Vemos apenas que a libido se apega a seus objetos e não renuncia àqueles que se perderam, mesmo quando um substituto se acha bem à mão. Assim é o luto." Freud.

ARTE CONTEMPORANEA.

PINTURA COM LUZ
FONTE: artecontemporaniaifa.blogspot.com/

FILOSOFIA - AVICENA

Avicena, filho de um homem de negócios, com extraordinária precocidade se distingui no domínio das ciências antes de completar os 16 anos, exercendo a prática de medicina. Depois de ter sido jurista, professor e administrador em Ray e Hamadã, na Pérsia, foi nomeado vizir de Shams al-Dawla. Amante do estudo e de mulheres, dissertou sobre saúde e fortuna, morrendo de doença misteriosa, aparentemente uma cólica mal-tratada, [carece de fontes?] ou talvez envenenamento, em Hamadã.
Suas obras sobre medicina ainda eram reimpressas no século XVII. Além de gramática, geometria, física, jurisprudência e teologia, estudou profundamente a filosofia platônica e aristotélica. Uma das suas principais descobertas foi a capilaridade, sendo que a teoria desenvolvida por ele possibilitou a movimentação de fluidos sem a necessidade de impulsão mecânica, facilitando a hidráulica e trazendo benefícios perceptíveis até hoje (a destilação de substâncias químicas, por exemplo).
A produção de comentários sobre a filosofia grega se manteve, em Bizâncio, durante séculos, o que garantiu a preservação de grande parte da obra de Aristóteles. De lá, a tradição aristotélica passou ao mundo árabe, onde floresceu mesclada ao neoplatonismo - retornando, posteriormente, à Europa.
Avicena foi o maior filósofo islâmico do período. Elaborou um vasto sistema filosófico, continuando a tradição aristotélico-platônica de Al-Kindi e Al-Farabi, este último o mais antigo e conhecido entre os filósofos islâmicos do século X.
Pressupondo a unidade da filosofia, Avicena procurou conciliar as doutrinas de Platão e Aristóteles. Utilizou-se das idéias aristotélicas para provar a existência de Deus, alegando que, Nele, existência e essência são iguais: Deus é igual à sua essência e fonte do ser de outras coisas.
Avicena considerava o universo formado por três ordens: o mundo terrestre, o mundo celeste e Deus. Do mundo terrestre, a inteligência, através de uma intuição mística, estabelece contato com o mundo celeste. Deus, além de ser ato puro e o "Primeiro Motor" (como no pensamento de Aristóteles), representa o Ser necessário, cuja essência se equipara à sua própria existência e que constitui a base de todas as possibilidades.
Sua influência no Oriente não foi duradoura devido à oposição dos teólogos ortodoxos. No Ocidente, contudo, Avicena foi decisivo para a difusão do pensamento de Aristóteles nos séculos XII e XIII, tendo influenciado filósofos posteriores, como Duns Escoto, Alberto Magno e Tomás de Aquino, que nutriam grande admiração por ele.
Sua obra é enorme, perto de 270 títulos acerca de filosofia e ciência, entre eles a sua autobiografia, completada pelo seu discípulo al- Juzjani. A sua principal obra médica é o enciclopédico al-Qanun (ou "Cânone"), mais importante no seu tempo que a obra de Razés ou de Galeno.
O Cânone foi iniciado em Gorgan, depois em Rayy e completado em Hamadã e é o maior trabalho desenvolvido por Avicena, com cerca de um milhão de palavras. Esta obra foi muito bem-recebida pela comunidade científica e compreendia 5 livros (I- Generalidades, II- Matéria médica, III- Doenças da cabeça aos pés, IV- Doenças não específicas de órgãos, V- Drogas compostas)
A parte farmacêutica encontra-se nos livros II e V que invocam, respectivamente, a medicamentos simples e os medicamentos compostos. O livro II está dividido em duas partes, a primeira acerca das propriedades das drogas (qualidades, virtudes e modos de conservação) e a segunda consiste numa lista de fármacos e as suas virtudes terapêuticas, ordenados alfabeticamente. Ambos os livros contêm uma lista extensa de medicamentos simples, uns tratados sobre venenos, uma secção acerca da preparação e manipulação de medicamentos e ainda uma longa lista de receitas e fórmulas medicinais. Muita dessa informação é proveniente em Dióscorides e Galeno, mas Avicena introduziu e argumentou grandes novidades com drogas utilizadas por árabes, persas, indianos e gregos.
O seu Cânone foi traduzido posteriormente, no século XIII, para o latim por Gerardo de Cremona e posteriormente imprimido e reimprimido por toda a Europa. Depois de Avicena e até ao século XVIII, todo o trabalho farmacêutico na matéria médica foi influenciado pelo seu trabalho. Foi o livro de estudo adoptado nas Universidades de Montepellier e Louvain até 1650. Ficou conhecido como o príncipe dos médicos pelo seu Cânone.
A vasta informação fornecida pelo o Al-Qanun, apelou a numerosos comentários e notas (até ao século XIX). Além do Al-Qanun, Ibn Sina escreveu cerca de 40 trabalhos médicos, a maioria preservados na forma de manuscritos.
O seu texto filosófico mais importante é o Kitab al-Shifa, A cura da ignorância, onde aborda temas como física, matemática, geometria, aritmética, música e astronomia.
Fonte: Wikipedia, Enciclopedia livre.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FOTOGRAFIA EM 3D - PARIS.

CLICK NO LINK ABAIXO E SE DEIXE ENCANTAR PELAS BELEZAS DA CIDADE LUZ EM 3D.

Sous la tour Eiffel, Paris. Photojpl.com

quarta-feira, 5 de maio de 2010

BOMBAY DUB ORCHEST - ANIMA.



A milenar cultura indiana. Ouça e veja o vídeo escolhido com carinho.

terça-feira, 4 de maio de 2010

POESIA

Mãe
Giuseppe Ghiaroni

Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar e depois perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.

Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.

Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.

O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar:''Sou eu!"

Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.

Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.

Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz:
"Meu filho!", e chora.

E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.

Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que , nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O POVO BRASILEIRO

Suely Monteiro

O povo brasileiro, com sua graça e muita simpatia, se espalha por todos os lugares, deixando por onde passa a marca registrada de sua regionalidade, confundindo os turistas, marcando espaço nas praças internacionais, e acionando mulheres e homens do mundo para que venham, todos, curtir os brasis do Brasil.

É fácil ser seduzido pelo brasileiro carregado de espontaneidade e leveza , principalmente, quando ele deixa "rolar um sentimento" que enrola, as belas e os belos desprevenidos da força de seu poder...

Suas façanhas foram contadas em prosa e verso e, desde as velhas eras, marcam com humor, presença na relação pitoresca de quebra de protocolos, na lista dos que sabem enganar a dor e continuar sorrindo, nas grandes procissões em busca de prazer e, na seriedade dos cultos aos domingos.

O brasileiro sabe levar a vida deixando a vida levá-lo para os cantos onde o sonho, em imagens marcantes o espera para embriagá-lo em suas proezas difusas...

Ah brasileiro, quando você tomará juizo se é necessário mesmo ter juizo!
Você, meu povo amável, gentil, que faz do seu dia-a-dia um poema de beleza tão rara que comove mesmo àqueles que não estão nem aí pra poesia, me prende o coração e a mente e me enternece com a capacidade de transformar tudo em arte.
Brasileiro, você é o maior tesouro que o solo americano desvelou!!!

sábado, 24 de abril de 2010

ARTE - MINIMALISMO.


Movimento das artes visuais e da música que se caracteriza pela extrema simplicidade de formas.
De tendência despojada, objetiva e auto referida, esse movimento surgiu em Nova York, por volta de 1960, com a Pintura, como uma reação ao Expressionismo Abstrato e à Emotividade até então dominante. Mas desenvolveu-se, principalmente, com a Escultura. Nas mãos dos minimalistas, os materiais industriais como fibras de vidro, aço, metal, acrílico, plástico ganham formas variadas, com cores fortes, austeras e quase sempre simétricas, que buscam interagir com o espaço que as envolvem e com o próprio expectador.

Na música os minimalistas criaram uma forma extremamente acessível, pela simplicidade. Os principais representantes desta arte são:

- Frank Stella, Jack Youngerman, Ellsworth Kelly, Frank Stella, Kenneth Noland, Al Held e Gene Davis, na pintura;

- Na música: Carl Orff, com Carmina Burana, (basicamente o seu precursor na Alemanha), além de Phillip Glass, Steve Reich, Cornelius Cardew e Frederic Rzewski.

- E na Escultura: Donald Judd, Sol LeWitt, Robert Morris, Yves Klein, entre outros.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

FOTOGRAFIA

NAVEGANDO PELOS MARES DE SANTA CATARINA.

MÚSICA



Homenagem à Lady Laura, carinhosa mãe de Roberto Carlos, pelo seu recente desaparecimento do nosso convívio.

FILOSOFIA : Pós-Humano.

“ ... Muitos teóricos conceituam o pós-humano como a emergência ontológica relacionada às proposições de hibridização entre homem e máquina, carne e silício, aos avanços gradativos da consciência através da conexão com dispositivos múltiplos e à manipulação gradativa do DNA humano que poderá resultar em mudanças drásticas na estrutura biológica da espécie. Termos semelhantes também são usados com essa mesma intenção, Hans Moravec adotou o termo ex-humans, o artista e teórico inglês das redes telemáticas Roy Ascott fala de uma “era pós-biológica” vislumbrada por ele através dessa fusão entre carne e silício – do mundo seco do silício com o mundo úmido do carbono - e da expansão da consciência pela conexão em rede. Assim como Derrick de Kerchkove acredita que a ligação planetária em rede cria uma mente expandida pela somatória das inteligências conectadas.O artista australiano Stelarc usa o conceito das artes do “corpo obsoleto” para balizar suas obras estruturadas a partir da conexão com próteses robóticas/biológicas e dispositivos telemáticos de expansão da percepção. Poderia citar outras definições do termo e de seus sinônimos, menos ou mais abrangentes que essas, como a da pesquisadora Lucia Santaella, que acredita que um dos grandes dilemas da noção contemporânea de ser humano está diretamente conectado às mudanças pelas quais o corpo humano está passando em direção a uma possível nova antropomorfia:O potencial para as combinações entre vida artificial, robótica, redes neurais e manipulação genética é tamanho que nos leva a pensar que estamos nos aproximando de um tempo em que a distinção entre vida natural e artificial não terá mais onde se balizar. De fato, tudo parece indicar que muitas funções vitais serão replicáveis maquinicamente assim como muitas máquinas adquirirão qualidades vitais. O efeito conjunto de todos esses desenvolvimentos tem recebido o nome de pós-humanismo (SANTAELLA, 2003:199)...”

Edgar Franco
Fonte:
http://www.tipos.com.br/areas/posthuman/blog/2007/02/19/sera-o-pos-humano-1260196/

TECNOCIENCIA



Animação muuuuito engraçada do “TecnoCientista”. Esse video mostra a briga de uma animação com o seu criador, onde utilizam até ícones de programas da área de trabalho. Espero que gostem!!! …

FILOSOFIA DA RELIGIÃO

"... O ser de Deus é uma substância de tal forma espiritual, que o olho mortal não a pode contemplar em si mesma, mas podemos vê-la nas Suas obras; como diz São Paulo, as criaturas são um espelho que reflecte Deus (Rom 1, 20). Detenhamo-nos um instante nesta ideia [...]; olha para cima de ti e à tua volta, vê como o céu é vasto e alto no seu curso veloz, com que nobreza o Seu Senhor o adornou com sete planetas e como o ornamentou com uma multidão incontável de estrelas. Quando o sol brilha alegremente e sem nuvens, no Verão, quantos frutos, quantos benefícios dá à terra! Como é belo o verde dos prados, como são sorridentes as flores, como o doce canto dos passarinhos soa na floresta e nos campos, e todos os animais que se tinham escondido durante o duro Inverno se apressam a sair e rejubilam; como, entre os homens, jovens e velhos se mostram contentes com essa alegria que lhes traz tanta felicidade. Ó Deus terno, pois se és assim tão digno de ser amado nas Tuas criaturas, como deves ser belo e digno de ser amado em Ti mesmo."
Escrito por: Henri Suso (c. 1295-1366), dominicano Vie, cap. 50

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.