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sábado, 11 de junho de 2011

PARA OS FELIZES NAMORADOS

Os seus compridos cabelos,

que sobre as costas ondeiam,


são que os de ApoIo mais belos,

mas de loura cor não são.

Têm a cor da negra noite,

e com o branco do rosto

fazem, Marília, um composto

da mais formosa união.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FOTOGRAFIA


Charles e eu nos preparando para saborear um delicioso almoço preparado por nossa grande amiga Natelcia (a que de blusa preta ao lado dele) um pouco antes de nossa transferência de residencia de Aracajú para Florianópolis.
"Amigos são coisas pra se guardar do lado esquerdo do peito..."
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

ARISTÓTELES

Sobre a responsabilidade de construção de nosso próprio caráter.

Segundo Aristóteles, os homens só se tornam justos (ou virtuosos, pois a justiça é a virtude que abarca todas as outras), através do hábito e da prática de atos justos. Mas para se praticar atos justos, é estritamente necessário um mestre (um tipo de treinador), que já tenha adquirido uma disposição de caráter permanente (hexis), e necessariamente virtuosa, para que possa ensinar, e despertar a virtude nos homens que se submetem (ou são submetidos) à tal educação. Mas assim como atletas olímpicos, que só conseguem se sair vitoriosos porque treinaram voluntariamente e habitualmente, para se adquirir a “hexis” virtuosa, os homens devem querer agir e praticar atos voluntários, pois apenas o ensino do mestre, sem a prática (e a vontade) do estudante, não lhes garante a aprendizagem das virtudes.
(…)mas porque os atos que estão de acordo com as virtudes tenham determinado caráter, não se segue que sejam praticados de maneira justa ou temperante. Também é mister que o agente se encontre em determinada condição ao praticá-los:
- em primeiro lugar deve ter conhecimento do que faz;
- em segundo, deve escolher os atos, e escolhê-los por eles mesmos;
- e em terceiro, sua ação deve proceder de um caráter firme e imutável(…), aquelas mesmas que resultam da prática amiudada de atos justos e temperantes – são, numa palavra, tudo” .
Logo, os próprios homens são co-responsáveis pela disposição de caráter que adquiriram através da práxis.

http://projetophronesis.wordpress.com/category/filosofia-antiga/aristoteles/

domingo, 29 de maio de 2011

MITOS

Os mitos, forneceram-nos instrumentos para o crescimento e o fortalecimento da nossa tão valorizada razão.
É bom, votarmos, nossos generosos agradecimentos a eles que nos encantaram,   nos ensinaram, nos preparam para percorrer o sinuoso caminho da reflexão formal.
Como pais generosos, continuam conosco, embora com outras vestes, menos formosas, o que nos faz pensar que se foram.
Vale a pena, vez por outra, deixar o pensamento voar até seu reino natural e embebedar-se
com suas suculentas fantasias.
Experimente!



Venus desarma Marte (pintura de Jacques-Louis David (1748-1825)).
Pela mitologia grega, Afrodite (Venus dos romanos) era a deusa do amor e da beleza.
Ares (Marte dos romanos) era o deus da guerra, representando o espírito de batalha.



A ninfa Eco observa Narciso contemplando seu reflexo na água (tela de J. William, 1903).
O belo Narciso era filho do deus Cefiso e da ninfa Liríope.
Conta a lenda que ele se apaixonou pela própria imagem, afogando-se no rio ao contemplá-la.


Dédalo e Ícaro (pintura de Lord Leighton). Conta a lenda que para fugir de Creta, Dédalo confeccionou asas de cera para ele e para seu filho Ícaro.
Durante o vôo, Ícaro chegou muito perto do sol, derretendo suas asas e caindo no mar.

Os Mitos da Infancia guardam o Roteiro da Perfeição

Suely Monteiro

Estamos sentados na beira da estrada, sem rumo, entre muitas opções, pois não temos lembranças de nosso roteiro de viagem que ficou perdido, lá atrás, num tempo diferente do contado cronologicamente; tempo em que o tempo não existia como agora, e que a fantasia gerava tantos seres extraordinários quanto a nossa capacidade de imaginá-los e conviver com eles. 
Perdemos nosso roteiro e com ele, na mesma sacola, ficou o doce encanto da fantasia que tornava nossa jornada mais bela, mais agradável, mais assertiva e, sobretudo não nos deixava perder a consciência do ser que éramos.
Distanciados da história de nossa origem, não sabemos quem somos e, claro, nem para onde vamos. Fingimos acreditar que estamos no caminho certo. No entanto, nossos mergulhos nas sensações, nas emoções de superfície, nas muitas roupagens exageradamente descompostas, mostram somente o quanto fomos enganados pelo orgulho, pela vaidade e pela presunção de acreditar  saber mais do que de fato sabíamos.
Elevamos a mais alta hierarquia um conjunto de pressupostos mal examinados  que  nos tornavam capazes de realizar inventos grandes, mas de maus sortilégios que nos afastavam cada vez mais do nosso centro a que nos dirigíamos.
Fomos ficando atrás do ser que éramos.
Fomos perdendo a elegância de fazer grandes versos que nos tornavam o centro das atenções dos corações. Voltamos nossa face para o cérebro e com ele realizamos grandes obras que, no entanto, não servem para nos colocar de volta ao nosso caminho.
Encontramos o desespero, a dor, a desconfiança, o medo e a solidão muitas vezes disfarçados para nos enganar. Vezes sem conta caímos em suas pérfidas armadilhas, entregando-lhes os poucos recursos que nossa alma ainda possuía. Mas a vida seguindo seu curso,  nos seus fluxos nos arrastou até que um dia, cansados, machucados, humilhados, nos vimos sem outra opção a não ser deixar o coração voar e com ele seguir por sobre os montes, montanhas e  florestas, numa estrada, aparentemente sem fim.
Depositados ali, sentados, depauperados, nos demos conta de que havíamos nos afastado do roteiro porque havíamos negado nossa origem e negar a origem é perder a caminhada.
Nossa saída, é encontrar entre as várias opções, a  serenidade para, da maneira mais delicada possível, desobrigar-nos dos compromissos com o fútil e obsoleto, voltarmos as costas para as tiranias do poder  e do ter, e, finalmente, reconhecer,  em meio a  eloqüência da sinfonia do silêncio, a fantasia que brota dos lábios da criança, as canções dos amantes, as pedras do caminho, as flores da estrada, as dores sofridas e compensadas, que  o mapa do caminho tão ardentemente procurado estava guardado nos mitos da infância.
Feito isso, nenhum encantamento nos livrará de retomar o caminho que nos conduzirá à Perfeição.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

VIVENDO COM O UNIVERSO

SEMINÁRIO VIVENDO COM O UNIVERSO
UNIPAZ - 27 e 28/05/2011.

ANAXIMANDRO DE MILETO ( 547 a. C.).

É mais fácil aceitarmos a cosmologia do conterrâneo mais jovem de Tales, Anaximandro de Mileto ( c. 547 a. C.). Sabemos mais a respeito de seus pontos de vista porque ele deixou um livro intitulado “Sobre a natureza”, escrito em prosa, um estilo que apenas começava a se firmar. À semelhança de Tales, credita-se a ele uma série de feitos científicos originais: o primeiro mapa-mundi, a primeira carta-celeste, o primeiro relógio de sol grego e até mesmo um relógio caseiro. Ele ensinava que a Terra tinha forma cilíndrica, como um pedaço de coluna cuja altura era três vezes maior que sua largura. Em redor do mundo havia tubos gigantescos repletos de fogo, cada um deles com um buraco por ondese podia enxergar o fogo a partir do exterior, os buracos sendo o sol, a lua e as estrelas. Julgava que as obstruções nos buracos eram eclipses do sol e fases da lua. O fogo celestial, hoje totalmente oculto, foi em certa ocasião uma grande bola de fogo que circundava a terra em seu princípio. Quando essa bola explodiu, dos fragmentos cresceram os tubos com cascas de árvores em torno de si.
A Anaximadro impressionava muito a maneira como as árvores cresciam e como suas cascas se desprendiam. Ele empregou a mesma analogia para explicar a origem do seres humanos. Os outros animais, ele ressaltou, podem cuidar de si mesmo logo após o nascimento, mas os humanos necessitam de um aleitamento prolongado, e é por isso que o seres humanos não teriam sobrevivido se sua natureza tivesse sido sempre tal como ela é agora. Em um primeiro momento, conjecturou, os seres humanos passavam sua infância envoltos por uma casca espinhosa, de modo que se assemelhavam a peixes e viviam na água. Com a chegada da puberdade ele rompiam sua casaca e partiam em direção à terra seca, para um ambiente em que poderiam cuidar de si próprios. Era por isso que Anaximandro, embora não fosse vegetariano, recomendava que evitássemos comer peixe, pois estes eram os antepassados da raça humana (KRS 133-7).
A cosmologia de Anaximandro é variadamente mais elaborada que a de Tales. Para começar, ele não busca algo que sustente a Terra: ela permanece onde está devido à sua eqüidistância de tudo o mais e não há razão pela qual ela devesse s mover para qualquer direção específica em vez de para uma outra (DK 12 A11; Aristóteles, Cael. II, 13, 295b10).
Depois, ele julga ser um erro relacionar o elemento primeiro do universo com quaisquer dos elementos que podemos ver a nosso redor no mundo atual, como a água e o fogo. O princípio fundamental das coisas, ele afirma, deve ser ilimitado ou indefinido (apeíron). O termo grego utilizado por Anaximandro é normalmente traduzido como “ o Infinito”, mas isso o faz soar muito grande. Ele pode ou não ter julgado que seu princípio se estendia para sempre no espaço, mas o que sabemos é que ele pensava que este não tinha nem começo nem fim no tempo e que não pertencia a nenhum tipo ou classe particular de coisas. “Matéria eterna” seria provavelmente a paráfrase mais aproximada que poderíamos almejar. Aristóteles iria posteriormente refinar a noção em seu conceito de matéria-prima.
Por fim, Anaximandro oferece um relato da origem do mundo atual, e explica quais forças agiram para trazê-lo à existência, investigando, como diria Aristóteles, tanto a causa eficiente como a material. Ele via o universo como um campo de contrários em competição: quente e frio, úmido e seco. Algumas vezes um desses pares de opostos é dominante, outras vezes o outro; eles avançam um sobre o outro e depois recuam, intercâmbio que é governado pelo princípio da reciprocidade. Como definido de forma poética por Anaximandro em seu último fragmento preservado, “eles concedem justiça e deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do tempo” (DK 12 B1). Assim, pode-se alegar, no inverno o quente e o seco oferecem compensação ao frio e ao úmido pela agressão que cometeram no verão. O calor e o frio foram os primeiros contrários a surgir, separando-se de um ovo cósmico primevo contendo algo indeterminado e eterno. A partir deles se desenvolveram o fogo e a terra, que, como vimos, estavam na origem de nosso presente cosmos.
KENNY, Anthony. Uma Nova História da Filosofia Ocidental. Volume I. Filosofia Antiga. Edições Loyola. PP. 29-32
Fonte:


sábado, 7 de maio de 2011

DIA DAS MÃES

Suely Monteiro



Um dia, a criança singelamente olhou para sua mãe e perguntou:

O que você quer ganhar no dia das mães? A mãe ajoelhou-se para poder olhar nos seus olhinhos, segurou delicadamente em seus ombros e respondeu, beijando-lhe a testa: todo ano, e para sempre, você.

E, apesar do amor estar presente naquela relação, aconteceu um erro de comunicação: o filho entendeu que a mãe o queria apenas no Dia das Mães.

O triste episódio propiciou a separação e, conta a tradição, que a mãe, desde aquele dia, viu o filho distanciar-se dela para reaproximar-se uma vez por ano, no Dia das Mães. Mas, nesse dia o filho lê em seu rosto um contentamento tão grande que se lhe afigura que a alma da mãe canta em seu corpo senil e o canto transborda preenchendo os sulcos profundos do seu rosto, amaciando-lhe a pele, suavizando e dando leveza a seus movimentos. Ele a vê rejuvenescida e forte.

Nesse dia, apenas nesse dia, o filho ouve as orações que do coração da mãe, sobem, diariamente, aos céus, agradecendo a vida, as oportunidades e o tempo de convívio com ele. Compreende, então, que é para festejar a sua presença que a mãe atualiza as riquezas potenciais do seu ser modificando o cenário que os abriga; por ele, ela transforma medo em coragem, tristeza em alegria, dor em esperança, funeral em festa.
Por ele, sim, seus olhos, numa explosão de luz, fertilizam os solos sagrados das consciências que povoam a terra; por ele, do coração da mãe a paz germina e se alastra abarcando outros corações, antes ressequidos, que então se abrem em flores perfumosas; é, ainda, por ele que sua boca semi-aberta denuncia os dentes límpidos que libertaram a língua para entoar a música da liberdade de falar e cantar. É por ele que a mãe sincroniza o belo, o justo e o verdadeiro!

O filho a observa e se observa no intrigante ciclo da vida. Em sua plenitude, a mãe se esquece para dedicar-se a ele que cumpre o sagrado destino dos recém-nascidos: chorar, rir, reclamar atenção, cuidados. Ele é o centro de suas atenções. Ela é a central do seu Amor. Não importa o quanto estejam separados fisicamente, sempre estarão juntos pela própria natureza do Ser que cada um é. São partes inseparáveis um do outro, não poderão cumprir suas vidas na Terra desvencilhados. Amadurecido com a descoberta, desta vez, é ele que se inclina para beijar a mãe. À medida que se aproxima em silêncio, ele ouve que o seu silêncio fala alto do desejo de parar aquele instante para sempre.

Mas, o Tempo, como em todos os tempos, sem compreender a importância do momento, apressa o passo, traz a noite e encobre o dia.

O sol da manhã encontra a mulher orando na beira da praia. O filho se foi, mas novamente, ela o gestará com serenidade e esperança de que um dia o Dia das Mães se eternizará em todos os dias .
Aí, sim, com ele, será feliz para sempre!

domingo, 1 de maio de 2011

FILOSOFIA ECOLÓGICA: ARTIGO DE ANNE DALSUET.

Por uma moral da ecologia
“Elas [as éticas ecológicas] pretendem apresentar uma nova inteligibilidade para nos ajudar a conceber de maneira diferente uma comunidade de seres de natureza: elas reconhecem um valor intrínseco, independentemente do interesse – econômico, medicinal ou estético – que os organismos vivos ou ecossistemas representam para os seres humanos”, escreve Anne Dalsuet em artigo publicado no Le Monde, 02-08-2010. A tradução é do Cepat.
Anne Dalsuet é professora de filosofia e estética do cinema em Seine-Saint-Denis. Ela é autora do livro Philosophie et écologie (Gallimard, 2010).

Eis o artigo.
Em plena maré negra no Golfo do México, após a tempestade Xynthia, após o furacão em Nova Orleans, o tsunami na Tailândia, o acidente ocorrido na usina nuclear de Chernobyl, para citar apenas alguns eventos cataclísmicos identificados nos últimos tempos, podemos simplesmente nos contentar em nos proteger dessas catástrofes ecológicas através de tentativas tão espetaculares como a Arca de Spitzberg?
Este projeto Global Seed Vault, concluído em novembro de 2007, situado perto de Longyearbyen, capital do arquipélago norueguês próximo ao Pólo Norte, concretiza um sonho antigo, de vinte e cinco anos. Este banco de genes armazena 4,5 milhões de sementes de diversas plantas no fundo de um túnel de pelo menos 18º C e protegido de qualquer perigo.
Elo de uma rede de 1.460 “reservas” espalhadas pelo mundo que também conservam gametas de animais, esta versão moderna da arca de Noé constitui uma alternativa de preservação de um patrimônio genético insubstituível.
Podemos relacionar estes dois eventos de naturezas aparentemente contrárias – a devastação do litoral pela companhia petrolífera e o “cofre global” – à mesma paixão pela catástrofe?
O discurso sobre a catástrofe, ao desempenhar um papel ambivalente, proporciona um espaço para reivindicações democráticas, mas também pode desviar a atenção pública para um espetáculo instrumentalizado para fins libertinosos.
Mas a catástrofe não transborda sempre a nossa demanda por segurança e capacidade tecnológica, exageradamente reivindicadas por nossas sociedades modernas? Nós estamos diante de uma crise moral, metafísica e política que exige de nós tomar o controle da situação, avaliar a extensão dos fatos e a gravidade das questões e repensar as relações da humanidade com a natureza.
A ecologia está onipresente em nossos discursos; mas por força de muito dela falar, não acabamos perdendo a capacidade de pensar na originalidade da sua atualidade? Afinal, não nos contentamos em responder à pergunta "o que fazer?", questão que oculta e adia a necessidade de uma questão mais radical, mas que atende à nossa exigência inquieta por eficiência? Não deveríamos agora substituir o “o que devemos fazer?” por um “como pensar?”.
Uma moral não antropocêntrica
Com esta finalidade, as éticas ambientais anglo-saxônicas constituem uma corrente filosófica preciosa. Sua singularidade está no fato de que elas estão propondo situar a regulação dos problemas ambientais no terreno da moralidade, ao contrário do que se pratica principalmente na França onde a regulamentação é pensada no domínio do conhecimento científico, jurídico ou político.
Elas reconsideram radicalmente o significado da crise ambiental: não podemos mais, garantem elas, separar as ações humanas do que é da ordem das forças naturais. Os desastres naturais que estamos experimentando hoje são os nossos próprios produtos e, portanto, de um tipo novo, simplesmente porque não são nem naturais, nem apenas construções sociais, mas resultam desses dois fatores. Portanto, eles escapam do domínio humano.
Ao propor uma moral não antropocêntrica, que promove a natureza ao posto de sujeito a ser respeitado, estas éticas nos convidam a suspender os nossos hábitos de pensamento. Elas pretendem apresentar uma nova inteligibilidade para nos ajudar a conceber de maneira diferente uma comunidade de seres de natureza: elas reconhecem um valor intrínseco, independentemente do interesse – econômico, medicinal ou estético – que os organismos vivos ou ecossistemas representam para os seres humanos.
Mas, longe de apresentar um programa irrefutável de ações ambientais, elas nos convidam a identificar e defender critérios de “considerabilidade” sempre variáveis de acordo com as entidades e as circunstâncias em questão.
Paradoxalmente, é só nesta condição que uma ética ecológica deixa de ser sofística e se torna consistente. Que o debate sobre o que diz respeito a todos nós possa ser concluído uma vez por todas, não é este o significado de uma verdadeira política ecológica e democrática? Como tal, as éticas ambientais não delimitarão o ponto de partida a partir do qual se pode redefinir um significado e um novo espaço para a política, permitindo recompor seus elementos constitutivos, suas associações, seus funcionamentos... até agora impensáveis?


Fonte:

REFLEXÕES SOBRE A SAUDE: VOCÊ SABE O QUE É DIOXINA?

Entrevista  com o Ecologista Jacques Saldanha

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Reflexões sobre o Grito - Por que as Pessoas Gritam?

Mahatma Gandhi.

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergu
nta a seus discípulos :
"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ?"
"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.
"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado ?"
Questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar :
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa ?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu :

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido ?"

O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.

Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas ?
Elas não gritam.
Falam suavemente.
E por quê ?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. 
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo :
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os  
distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta, que não mais encontrarão o caminho de volta.
Fonte: http://www.pensamentostextospoesias.blogspot.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A ARTE DE RENOIR.

FILOSOFIA DA CULTURA

Homem, a Natureza e a Cultura.


É através da linguagem e do trabalho que o Homem conhece, modifica e dá sentido ao mundo. Quando falarmos de mundo, falamos de um ambiente próprio, da situação em que o Homem está e vive, o mundo da sua existência e vivência.
Mas também falamos de um mundo íntimo do homem, o seu mundo interior, como falamos do mundo das ciências, do mundo físico, do mundo do conhecimento, social e político. Denominamos ainda de mundo, o planeta em que habitamos. Enfim, poderemos, com rigor, dizer que cada um de nós habita em vários mundos, consoante as circunstâncias e o seu pensamento.
Nas suas vivências, o ser humano dá-se conta de que está rodeado por algo, diversas realidades que existem independentemente de si, queira ele ou não. Realidades que, não raro, se opõem ao próprio ser humano, e que dificultam a sua compreensão da natureza, desafiando a sua inteligência, a sua sensibilidade, a sua curiosidade e, até, a sua resistência física e intelectual.
Com efeito, a realidade com que nos deparamos, com que estamos frente-a-frente, apresenta-se, inexoravelmente, com duas fortes dimensões que estão permanentemente em diálogo: A Natureza e a Cultura.
Na primeira dimensão, o Homem está perante o mundo natural, o mundo que lhe é dado, porque não é construído. É o mundo que se rege por leis próprias, que o homem não elaborou, embora as possa interpretar. Leis que existem independentemente da intervenção humana.
Mas, paulatinamente, o mundo como que se vai humanizando por intervenção directa do homem. Esta intervenção milenar do homem produz a segunda dimensão em que vivemos, a cultura. E esta não é só o resultado da interpretação que o homem faz da natureza (Não foi Galileu que disse, que o homem mais não faz do que interpretar a Natureza, que Deus havia criado?), mas também traduz a invenção e criação humanas.
A cultura ao formar o homem, ao proporcionar-lhe a sua dimensão humanística, enriquece a natureza. Acrescenta algo à natureza. Assim, passaremos do estado natural ao estado cultural, que se manifesta em várias actividades, e tanto se faz sentir na própria natureza física, por exemplo, na culturas dos campos, como cultivar a terra, como na cultura humana que se traduz pela criação da filosofia, da matemática, da cibernética, da economia, da física, da sociologia, na política, etc.
Com esta breve reflexão sobre natureza e cultura, pretende-se apenas dizer que o homem, ser que tende naturalmente para o saber, como escreveu Aristóteles, não se contenta apenas com tudo o que a natureza lhe disponibiliza, quer ir mais além, quer conhecer o enredo da própria natureza, de que ele é parte. Desta feita, respondendo a um apelo interior de inquietação e criatividade, o ser humano, aperfeiçoando-se indefinidamente, não para de se questionar sobre o mundo, sobre a cultura, sobre as pessoas e comportamentos, sobre eventos inesperados, atitudes, pensamentos e ideias. E assim se faz o conhecimento de tudo o que ocorre. (António Pinela, Reflexões, Novembro de 2005).
http://www.eurosophia.com/filosofia/acesso_livre/filosofia_da_cultura/homem_natureza_cultura.htm

O Nascimento da Filosofia - Vídeo.

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.