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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
REFLEXÕES SOBRE A AMIZADE
Suely Monteiro
Sou naturalmente acolhedora e
isto faz com que as pessoas desabafem comigo seus segredos, seus problemas, suas mágoas.
Inúmeras vezes eles são tão graves que me limito a ouvir com atenção sem
pretensão de ajudar.
Problemas financeiros, com
vizinhos, com colegas de trabalhos, cônjuges, filhos e outros eram muito
constantes. Mas, ultimamente as queixas tem sido em relação à solidão, ao vazio
na alma, a falta de amigos.
Ontem, uma pessoa me disse que
possuía quase tudo para ser feliz: bom emprego, bela casa, dinheiro para viajar
e atender aos seus desejos de comprar, mas nada disso adiantava, pois o seu sonho de consumo não estava à venda: a
amizade.
Eu, que até então, nunca havia
parado para pensar sobre a amizade disparei a perguntar mentalmente: podemos
situar a amizade na lista de bens de consumo? O que significa ser amigo? O que
uma pessoa precisa fazer pelo outro para ser considerada amiga? Amigo é o que
abre mão de si para agradar o outro? É aquele que vive fazendo graças? É o que
empresta dinheiro, carros, celulares etc.?
No livro “Ética a Nicômaco” Aristóteles
discorre sobre três espécies de amizades: amizade segundo o prazer, segundo a
utilidade e segundo a virtude.
Vamos ver o que significa isto?
A amizade segundo o prazer é aquela
amizade cujo elo se dá pelo prazer de estar juntos, ou seja, amigos que fazem
rir contando piadas, que são engraçados que deixam tudo “correr frouxo” e estão
sempre de "bem com a vida". Os amigos segundo o prazer fazem programas juntos, vão
às danceterias, aos bares, futebol etc.
Compartilham todos os prazeres, e
nesse tipo de amizade não se leva em conta o caráter. O foco da relação está na
quantidade, na qualidade e na durabilidade do prazer que se proporcionam
mutuamente.
O segundo tipo de amizade é a
amizade segundo a utilidade. E, ainda desta vez o caráter da pessoa não conta
na seleção. Conta o que ela pode receber.
Eu conheci duas pessoas que se
relacionavam com base nessa amizade.
Elas trabalhavam juntas, faziam
supermercados juntas, iam ao cinema juntas e, aos domingos a mais jovem sempre
almoçava na casa da mais velha.
Elas não eram namoradas. Tinham interesses
mútuos: uma tinha carro e não gostava de dirigir, a outra adorava dirigir, mas
não tinha dinheiro para comprar carro. Uma cozinhava divinamente, a outra não
sabia fritar um ovo e por aí vai...
Finalmente, a amizade segundo a
virtude é baseada na bondade já desenvolvida na pessoa, ou dizendo de outra
maneira, é a amizade despretensiosa entre pessoas que se buscam por que têm em
comum os mesmos ideais, os mesmos gostos, o mesmo padrão de conduta. O bem manifestado nessa relação é originário da evolução alcançada. Tem poder de atrair pelo ser que é.
Diferentemente das duas primeiras que acabam
tão logo tenham conseguido realizar seus objetivos, a amizade com base na
virtude é duradoura, pois está fundamentada em valores que não são perecíveis e
que se realimentam constantemente. Ela é fruto do auto-desenvolvimento, do aprimoramento da alma, além de ser essencial à vida.
Esta breve reflexão me faz concluir que para termos amigos
verdadeiros, pelo menos segundo Aristóteles, precisamos desenvolver a virtude,
elevar o padrão
de nossos pensamentos, de nossos comportamentos e de nossas ações e atos pessoais e socias.
Não significa virar santo. Significa sermos, pelo menos, éticos.
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Nicômaco
ARTE
William-Adolphe
Bouguereau (1825-1905)
A cena Retrata
Homero no Monte Ida seguido por cães e
guiado pelo criador de cabras Glaucus.
Fonte:
http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/modules/mylinks/viewcat.php?cid=0&letter=H&min=560&orderby=titleA&show=10
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William-Adolphe Bouguereau
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Filosofia Política
Poder,
Violência e Política
Jairo Salles
O presente ensaio é uma breve reflexão sobre as
visões de Hannah Arendt e Max Weber sobre as intrincadas questões que envolvem
as relações de poder, violência e liberdade. Tudo realmente dependerá do poder
por trás da violência ? Como identificar estes fenômenos e
compreendê-los como são? Como examinar suas raízes e sua natureza ? O que é Poder ? Quem detém o poder? Qual o papel da filosofia política ?
Realmente no momento histórico em que vivemos,
temos condições no século XXI reformular
estas perguntas e avaliar de forma mais clara onde nasce a violência e que
correntes profundas movem o iceberg destes fenômenos, onde nascem, quais suas faces e sobre o que exatamente se
discute?
"Portanto,
fiquemos alerta - alerta em duplo sentido. Desde Auschwitz nós sabemos do que o
ser humano é capaz. Desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo.”(Viktor E.
Frankl).
Hannah Arendt levanta a questão da violência no
campo da política referindo-se a relutância geral em tratar este tema como um
fenômeno em seu próprio direito.
Discutindo o fenômeno do poder depara-se com um consenso político de que
a violência nada mais é do que uma flagrante manifestação de poder, citando C.
Wrigth Wills que diz que “Toda política é uma luta pelo poder; a forma
básica de poder é a violência” que reforça a definição de estado de Max
Webber: “ domínio do homem pelo homem por
meio da violência legítima, isto é, supostamente legítima.” Arendt friza a estranheza de tal conceito que
iguala poder político com “organização da violência”, o que só faz sentido se
aceitarmos a estimativa de Marx de estado como um instrumento de opressão nas
mãos da classe dominante.
Se violência e poder estão relacionados
precisamos compreender o que entendemos por poder, se é propriamente um
instrumento de domínio, e domínio, logo deveria
assim sua existência “ao instinto de dominação”. Arendt cita Alexander Passerin d´Entrèves,
como o único autor de seu conhecimento que diferencia as duas coisas: “ Temos que decidir quando , e em que
sentido “poder” pode ser diferenciado de “força” para averiguarmos de que forma
o fato de usar força dentro da lei altera a qualidade da força em si e nos sugere uma imagem
totalmente diferente das relações humanas” já que a “força pelo próprio fato de
ser qualificada, deixa de ser força”.
Porém sinaliza que mesmo nesta distinção não se chega a raiz da questão.
As descobertas sobre um congênito instinto de
dominação e uma inata agressividade do animal humano foram precedidas por
afirmações filosóficas muito semelhantes. Sabe-se que o instinto de submissão,
um desejo ardente de obedecer e ser dominado pelo mais forte é tão proeminente
na psicologia humana quanto o desejo de poder, e politicamente, talvez segundo
Arendt, seja mais relevante, e certamente estão interligados.
Citando John Stuart Mill “Submissão pronta a tirania” não é causada sempre por “extrema passividade” , uma forte
indisposição a obedecer é freqüentemente acompanhada igualmente por uma forte
indisposição para dominar e mandar.
Leva esta reflexão tomando como ponto de partida
o campo da tradição da experiência democrática da cidade-estado Atenas onde se
tinha em mente um conceito de poder e lei que essencialmente não identificava
poder na relação ordem-obediência ou lei com ordens. Inspirados neste, os revolucionários do
século dezoito, procuraram constituir uma forma de governo onde o domínio da
lei repousaria sobre o poder do povo, tencionando por um fim ao domínio do
homem sobre o homem, infelizmente ainda enfatizavam a obediência – as leis em
vez de aos homens; sendo que o que realmente queriam era apoio as leis com o
aval da coletividade. Este apoio do povo
empresta poder às leis, e em respeito à obediência difere da “incondicional obediência” que um ato de
violência pode exigir. Uma das
diferenças que Arendt sinaliza entre poder e violência neste sentido é de que o
poder necessita de quantidade, enquanto a violência que é baseada em
implementos pode ocorrer sem isto., mesmo um controle legalmente irrestrito da
maioria, pode ser terrível na supressão dos direitos das minorias e eficaz na sufocação
de dissensões sem lançar mão de violência, e ainda assim não significa que
sejam a mesma coisa.
A forma extrema de poder para Arendt é Todos
contra Um, a forma extrema de violência é Um contra Todos, e esta não é
possível sem instrumentos.
Arendt sinaliza que o mais crucial dos problemas
políticos sempre foi e é a questão de “Quem
domina Quem?” e Poder, fortaleza, força, autoridade,
violência, apenas palavras consideradas sinônimos servindo para indicar os
meios pelos quais o homem domina o homem.
Quando cessarmos de reduzir assuntos políticos a questão de domínio
aparecerão ou será resgatada em sua autêntica diversidade os termos dados
originais no campo dos assuntos humanos.
Para Arendt, Poder corresponde à capacidade
humana não somente de agir, mas de agir em comum acordo. O poder não pertence à
alguém, sim a um grupo e sustenta-se enquanto este grupo permanece unido. Dizer que alguém está no poder, quer dizer
que este alguém está autorizado por um certo número de pessoas a atuar em nome
delas. Poder é uma realização, para Arendt a política não é um meio, é um fim,
e necessita de constante atualização, sob este ponto de vista de poder,
significa o agir de forma plural, no campo na palavra e da decisão.
Afirma que jamais existiu um governo baseado
exclusivamente nos meios da violência. Mesmo o mandante totalitário, que tendo
como maior instrumento de domínio a tortura precisa de uma base de poder. Mesmo homens sozinhos, sem apoio de outros
nunca terão suficientemente poder para usar a violência com sucesso.
O poder está realmente na essência de todo
governo, a violência não. O poder não necessita de justificação, pois é
inerente a existência de comunidades políticas, e necessita sim de legitimidade. A violência poderá ser justificada porém
jamais será legitima e sua justificação perderá plausibilidade conforme seu fim
pretendido se esvai no tempo.
Enfim, apesar de fenômenos distintos, poder e
violência aparecem juntos com freqüência.
Não basta dizer que não são a mesma coisa. Poder e violência se opõem para Arendt, onde
um dominar totalmente o outro se extinguirá. Quanto maior a violência, menor o
poder e vice-versa. A violência aparecerá onde o poder estiver em perigo, e se
permitirem que ela siga seu caminho sem controle, ela destruirá o poder. Enfatiza ainda que pensar no oposto da
violência como não violência é uma redundância.
A violência pode sim destruir o poder, mas será totalmente incapaz de
criá-lo.
Diferente de Hannah Arendt, para Max Weber, a
violência poderá no campo político e somente nele ocorrer de forma legítima
precisamente para evitar que haja violência em outros campos, cita Trotski que
diz que “Todo o Estado se funda na violência”. Weber afirma que
naturalmente que a violência não é nem o meio normal nem o único meio de que o
Estado se serve, mas é realmente o seu meio
específico..e há intima relação do Estado com a violência. Assim diz, que o Estado seria a comunidade
humana que, dentro de um determinado território (tendo este como elemento
definidor “domínio”), reclama (com êxito) para si o monopólio da violência física legítima,o próprio
estado só permite o uso da violência quando legitimada por ele próprio Para Weber
em nenhuma outra forma de poder (pedagógico, econômico...) haverá
possibilidade desta legitimação da violência.
Falando em liberdade, enquanto para Weber a
liberdade ocorre no campo político quando os governantes não estão submetidos à
lei, por exemplo no estado de sítio (só assim o poder é decisivo), como no
período da Revolução Francesa, a liberdade tem espaço enquanto a revolução se
dá, em contrapartida para Hanna Arendt a liberdade é o exercício da política,
partindo de um pressuposto consensual a partir do campo da opinião, viver
politicamente é aceitar que se vive neste campo que é o da liberdade, da
possibilidade do plural, que também inclui o discenso.
Webber fala sobre motivações internas de justificação para a relação de domínio do
homem sobre o homem suportada pelo meio da violência legitima, sendo:
Em primeiro lugar a legitimidade tradicional, do costume consagrado, com
validade imemorial para determinado grupo, como a que exerciam os patriarcas de
regimes antigos.
Em segundo lugar; a autoridade do encanto, do carisma, a entrega puramente pessoal e a
confiança, igualmente pessoal na capacidade e heroísmo que um indivíduo
possui. É a autoridade que tiveram os
profetas, os heróis, os guias, chefes guerreiros.
E por último, a legitimidade baseada na legalidade dos preceitos legais e na competência objetiva, ou seja fundada sobre
normas racionalmente criadas, ou seja, na orientação para uma obediência à
obrigações legalmente estabelecidas.
Weber não é defensor claro de nenhuma destas
três formas de legitimidade.
De toda forma
vivenciamos em nossa civilização como citados anteriormente, fatos tão
contundentes nos alertando para a
urgência de refletirmos sobre poder, violência, liberdade, delimitarmos isto ,
atuar sobre e evoluir no campo das relações.
Será realmente
possível esta organização no campo plural? A realização não
de um poder sobre, mas de um poder com, que dê continente a uma
resignificação destes conceitos e caminhe em direção a uma organização política
que vá além da corporiedade e contemple o que todos buscamos juntos.
É o retrato de uma
realidade chocante quando Arendt fala, citando o exemplo de um incidente em uma
universidade alemã, que trago agora para o âmbito de uma realidade atual e mais
abrangente, sobre a recusa da maioria em tomar partido e atuar em algumas
decisões, porque ninguém tem vontade de
fazer qualquer outra coisa pelo status
quo além de levantar o dedo para votar.
Há o desejo de mudança, porém poucas atitudes que tragam concretude
neste campo, tomando por modelo nosso contexto sócio-político atual, entre os que
realmente desejam mudanças, percebe-se a fraqueza de investidas intermitentes e
tímidas em relação a realidade que queremos mudar e revela-se tão clara a
partir destas reflexões.
Já estabelecemos os
limites, e apesar da possibilidade de invocarmos o paradigma da “situação
extrema” na tentativa de avançar da teoria para a prática neste campo, retomo a
observação de Karl Barth, citado por Giorgio Agambem em “ O que resta de Auschwitz”:
“ De acordo com o que podemos observar hoje –
escrevia ele em 1948 – pode-se afirmar com certeza que, até no dia depois do
Juízo Final, se fosse possível, cada bar, ou dancing, cada grupo carnavalesco,
cada editora ávida de assinaturas e de publicidade, cada grupo de politiqueiros
fanáticos, cada reunião mundana, assim como cada cenáculo cristão agrupado em
torno de sua imprescindível xícara de chá, e qualquer sínodo eclesiástico,
procurariam reconstruir da melhor forma possível e continuar como antes sua
atividade, sem serem absolutamente afetados nem anulados, sem ficarem seriamente
modificados de ontem para hoje. Nem os
incêndios, nem as inundações, nem os terremotos, nem as guerras, nem as
epidemias da peste, nem sequer um eclipse do sol ou qualquer outra coisa que se
queira imaginar podem levar-nos por si mesmos à angústia verdadeira e,
posteriormente conduzir-nos, talvez, à verdadeira paz.”
Há necessidade de
compreender que o oposto à paz, não é o conflito, mas como já preconizava o
milenar Livro das Mutações Chinês há
3000 anos, a partir do hexagrama exatamente oposto ao hexagrama da paz, que seu
oposto é a estagnação. O conflito, o bom combate sim é um caminho para a paz,
e certamente no campo da opinião, da decisão, da pluralidade em que Hannah
Arendt situa o poder, pode-se estabelecer o poder
com e a partir deste atuar sobre os conflitos sem a necessidade do uso da violência, sem dúvida
haverá debate, que pode evoluir ao diálogo, e o que não encontrar diálogo há de
encontrar convivência pacífica. Na arena
mundial, o olhar sobre a história e a “situação
extrema” já carregam material suficiente para saber o que queremos e o que
não queremos como humanidade, podemos
seguir aniquilando os oásis dispensadores de vida, alimentando tudo o que
generaliza as condições do deserto ou nesta mesma arena havendo boa
vontade, ação e bom combate encontrar o campo é fértil para dissolver a
separatividade, a inércia e a estagnação.
De que forma a
filosofia poderá contribuir com a política, para além da mera teorização acerca
dos fenômenos ? Quais são as ferramentas disponíveis ? Insistindo que o passado já nos legou mais que o
suficiente e conforme Arendt vivemos hoje em um mundo em que nem mesmo o senso
comum faz mais qualquer sentido, e percebo isto como muito atual, isso
significa que, o que Hannah Arendt mesmo afirma, o problema com relação à
filosofia e a política, ou a necessidade de uma atualizada filosofia política
da qual pudesse surgir uma nova ciência da política, está novamente e cada vez
mais em pauta.
Bibliografia:
1.
A política segundo Max Weber: conceito de política; ética e
política -Texto: A política. In: O político e o cientista. Trad. port. Lisboa,
1979, pp.7-41; 73-99.(Há outras traduções, inclusive aquela, mais acessível, da
Editora Martin Claret
2.
.O conceito de poder segundo Hannah Arendt: poder e
violência - Texto: Da violência (excerto). In: Crises da República. S. Paulo,
Perspectiva, 1973, pp.166-133.Subsídio/comentário: DUARTE, André. Modernidade,
biopolitica e violência. Acessível
em:http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1558,1.shl. Auxiliar: ARENDT, H.
Filosofia e política. In: A dignidade da política. Rio de Janeiro,
Relume-Dumará, 1993, pp.91-115;
3.
ARENDT,
Hannah. Sobre o deserto e os oásis. Trad. port. de S.A In: LEIS, H.R. & ASSMANN, S.J. Críticas
minimalistas. Florianópolis,
Cidade Futura, 2007.;
AGAMBEN, Giorgio O que resta de
Auschwitz. O arquivo e a testemunha. Trad. port. Selvino Assmann. S. Paulo,
Boitempo, 2008, pp. 9-17 (apresentação de Jeanne M. Gagnebin), e pp..19-48, e
pp.165-169
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domingo, 9 de outubro de 2011
ARTE
CAMINHADA PELAS TRILHAS DA ARTE
Suely Monteiro
Suely Monteiro
A primeira vez que vi O Grito, do norueguês Edvard Munch, eu
achei horrível. Tive uma péssima impressão e imaginei se alguém teria coragem
de comprar e, em caso afirmativo, pendurar numa residência uma obra com um
aspecto tão infeliz.
Impressão pior eu tive do
quadro Construção Mole com Feijões
Cozidos, do pintor espanhol Salvador Dalí. Eu estava acostumada a um tipo
de arte mais representativa do ideal de beleza grego. Nas poucas visitas que
fiz aos museus europeus eu me deixava enternecer diante daquelas obras
gigantescas, perfeitas. Não visitava outros salões e estilos. Estava satisfeita. Não despertara, ainda, para o universo imenso
e diversificado que é o mundo da Arte. Agia como o peixinho que, por nunca ter
saído do lago, imaginava ser ele o centro do mundo. Eu não conhecia e,
portanto, não sabia “ler” os vários dialetos da alma.
Um dia eu estava fazendo fisioterapia, com a janela
aberta e de repente olhei para o céu muito azul com nuvens brancas. Relembrei
meus anos antigos quando deitava na grama com minhas irmãs e, juntas, ficávamos
lendo o grande livro de desenho de Deus. Comovida, desviei os olhos para a
floresta (moro próximo à mata atlântica) e, desta vez, observei que o
Desenhista das nuvens fazia desenhos na floresta e que estes eram muitas vezes
torcidos, de cores fortes, com traçados variados, tamanhos distintos e alguns
muito feios conviviam de maneira harmoniosa com outros muito bonitos. Nesse
instante comecei a pensar no significado do feio e do belo, na importância do
diferente, e na minha ingenuidade pensei que essas diferenças na natureza
podiam sim refletir os diferentes momentos “psicológicos” do Criador.
Hoje, passados
muitos anos, me vejo escrevendo sobre o Expressionismo como uma arte que
reflete um momento especial da humanidade, seu estado psicológico e que, neste
sentido, algumas vezes se reveste de uma deselegante e chocante beleza.
Assim pensando, olho
novamente os quadros de Munch e Salvador Dalí e não sinto o mesmo impacto.
Consigo ler as cores fortes, as formas deformadas, contorcidas e desesperadas.
Consigo entender um pouco o sentimento que animou os artistas enquanto pintavam
suas dores, suas visões do mundo e suas maneiras de reagir aos fatos.
Nietzsche que estudou profundamente a cultura grega, fala que a arte se
desenvolveu da dicotomia entre os aspectos apolíneo e dionisíaco que permeavam
o mundo cultural grego. Mas o que significa isto? De maneira sucinta e apressada eu diria
que Apolo era a representação grega do ideal do Belo e Dionísio, a
representação da força da natureza em sua mais pungente forma.
Em O
Grito o artista deixa vir à tona essa força poderosa que irrompe
abruptamente de sua alma. Ele não tenta esconder a angústia sob máscaras, ao
contrário, revela-a em sua plenitude. Os traços e cores fortes, as formas
deformadas podem sim serem vistas como o esforço que a natureza das coisas faz
para chegar à superfície, a vontade de se impor à vida, típico do caráter
dionisíaco.
O Grito é um pedido de
ajuda?
É um lancinante choro de desesperança ? É um dialeto da revolta?
É um lancinante choro de desesperança ? É um dialeto da revolta?
Para mim pode ser tudo isto, pois este
quadro, tanto quanto o quadro Construção
Mole com Feijões Cozidos, de Salvador Dalí, suscita em mim muito mais
perguntas do que apresenta respostas.
Todavia, do quadro de Dalí, a morte, parece-me, salta, deixando seu
aspecto lúgubre ressaltado pelo quase total monocronismo em que se expressa. Na minha visão, ao
contrário do que ocorre na obra de Munch, a pulsão de vida, no dizer freudiano, esvaiu-se da figura desguarnecida no quadro de Dali, como se mais do que um pressentimento, ele tivesse antecipado e transferido pare esse quadro, os horrores que a guerra civil acarreteria mais tarde ao seu povo, causando morte, fome e muito desespero. A dor psiquica de Dali é uma antevisão da dor que sua gente enfrentará numa luta fratricida. O quadro, desse ponto de vista, não poderia ser diferente.
Fonte das Imagens:
http://fazendohistoriaa.blogspot.com/2009/08/construcao-mole-com-feijoes-cozidos.htm
Fonte das Imagens:
http://fazendohistoriaa.blogspot.com/2009/08/construcao-mole-com-feijoes-cozidos.htm
terça-feira, 27 de setembro de 2011
E por Falar em Rock in Rio...
Tenho ouvido muitas críticas às últimas edições do Rock in Rio e, em especial, à atual.
Não sou especialista em música, mas gosto de ouvir.
Gosto de ficar por dentro desse fantástico universo, embora não me arrisque a enfrentar a loucura de um movimento desse porte nem se me pagarem muito dinheiro.
Assim, bisbilhotei um ou outro programa de TV, assisti alguns clips de artistas que eu conhecia de outros carnavais, quero dizer, de outros Rock in Rio. Busquei informações sobre as novidades e selecionei para representar o maior show de música que o Brasil produz, aquele que considero sempre irrepreensível no estilo elegante de fazer shows: Elton John. Fiquem com ele, ouçam Rocket Man e depois me contem!
Não sou especialista em música, mas gosto de ouvir.
Gosto de ficar por dentro desse fantástico universo, embora não me arrisque a enfrentar a loucura de um movimento desse porte nem se me pagarem muito dinheiro.
Assim, bisbilhotei um ou outro programa de TV, assisti alguns clips de artistas que eu conhecia de outros carnavais, quero dizer, de outros Rock in Rio. Busquei informações sobre as novidades e selecionei para representar o maior show de música que o Brasil produz, aquele que considero sempre irrepreensível no estilo elegante de fazer shows: Elton John. Fiquem com ele, ouçam Rocket Man e depois me contem!
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A ARTE DE SALVADOR DALI.
A semelhança entre a figura de Narciso e a imagem da mão de
pedra e do ovo leva-as a se fundir numa espécie de imagem dupla ."
Dali decidiu pintar o instante da transformação de Narciso em
flor .Na parte esquerda do quadro , um jovem ajoelhado mira o próprio reflexo
nas águas .
A medida que o expectador olha para essa imagem , decodificando a
complicada pose dos joelhos e dos braços , vai ficando evidente que ela tem um
formato exatamente igual à imagem da parte direita , que mostra uma mão de
pedra que segura um ovo de onde nasce um narciso . Uma vez percebida essa forma
, tendo a vista percorrido toda a superfície da tela , torna-se difícil
retornar a Narciso sem rever involuntariamente , projetada sobre seu corpo , a
imagem da pedra segurando o ovo . É o seu destino . A punição ocorre enquanto o
espectador vê a pintura . É o expectador o responsável pela metamorfose de Narciso.
Fonte:
http://nanamada.blogspot.com/2007/06/arte-e-psicanlise-freud-e-salvador-dali.html
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Salvador Dali
domingo, 18 de setembro de 2011
Filme Histórico
Uma
foto registra a reação de um dos personagens políticos mais emblemáticos da
históriado Brasil ao ler a manchete do jornal: “Cassado JK”, em letras
maiúsculas. Diante da notícia, em 1964, Juscelino Kubitschek decidiu sair do
país e se mudar para a França.
Esse
período da vida do ex-presidente que construiu Brasília, antes registrada por
poucas imagens e restrita a memória de amigos e conhecidos, é tema do
documentário “JK no exílio”, produzido e dirigido pelo coordenador do curso de
Tecnologia em Multimídia Digitalda UnisulVirtual, Charles
Cesconetto.
O
pré-lançamento do filme ocorreu na cidade de Diamantina (MG), onde nasceu JK,
dia 12 de setembro, data em que completaria 109 anos. No evento, Cesconetto
recebeu a medalha JK, que foi instituída em 2005 e se destina a premiar o
mérito cívico de personalidades e entidades que tenham prestado serviço de
excepcional relevância à coletividade do Município, do Estado e do País.
O
diretor considerou a medalha um prêmio pelo filme e a dedicou a toda a equipe,
além de dividi-la principalmente com Carlos Alberto Maciel, idealizador do
documentário, e a Maria Alice Gomes Berengas, secretária de JK na ocasião do
exílio e principal fonte de informações.
O
filme de 51 minutos começou a ser rodado em 2008 e foi finalizado no fim de
2010. Mostra cenas na capital francesa, no Rio de Janeiro e em Brasília e traz
depoimentos inéditos de pessoas próximas a JK, como o jornalista Carlos Heitor
Cony e a filha Maria Estela Kubitschek.
Personalidades
como a escritora Maria Maria Adelaide Amaral já deram depoimentos sobre a
produção: “JK no Exílio é um documentário brilhante e sensível sobre uma fase
sofrida e praticamente desconhecida na vida de Juscelino Kubitschek”, afirmou
ela.
O
lançamento oficial do filme ocorre no próximo domingo, 18, no Museu Nacional,
em Brasília.
Sinopse: Em 1964,
depois de ter seus direitos políticos cassados, Juscelino Kubitschek teve que
seguir pelos caminhos do exílio. Este episódio, um dos mais dramáticos em sua
vida, é aqui reconstituído a partir dos relatos de amigos, parentes e,
principalmente, por meio do testemunho de sua secretária, Maria Alice, exilada
até hoje. Cenas únicas de JK no exílio, recuperadas nos arquivos franceses,
fotos e cartas nos proporcionam uma viagem no tempo. Este documentário é uma
homenagem a JK e à sua fiel secretária no exílio.
Mais
informações: http://filmejknoexilio.wordpress.com
Fonte: Site Unisul Virtual acessado em 17/09/2011.
www.unisulvirtual.com.br
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
POESIA
JOEL E CARMITA
Charles Fonseca
Teus anos já são sessenta
De casados sob o amor
Baluartes contra a dor
Sois exemplo para quem entra
No doce convívio casal
No drama do que é humano
Ser mais que ter cada ano
Juntos até o final
Desta vida que de abrolhos
Que também é de ventura
Vossa herança é a pura
Vivência, abrem-nos olhos.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
AS VANTAGENS DE ESTUDAR LÓGICA.
Há duas vantagens principais conferidas pelo estudo da lógica. Primeiro, o indivíduo com conhecimento de lógica tem mais facilidade em organizar e apresentar suas ideias. Ele distingue entre o essencial e o não essencial, usando raciocínio claro e coerente para transmitir suas conclusões às outras pessoas. O uso da lógica na pesquisa facilita a fundamentação nas conclusões das investigações, nos dados obtidos, aumentando-se assim tanto a inteligibilidade do relatório quanto a credibilidade das conclusões. Além disso, a lógica ajuda o indivíduo a aprimorar seu raciocínio, ao refletir sobre suas ideias.
Segundo, a lógica facilita a análise das ideias apresentadas por outros. O não iniciado frequentemente se perde em argumentos complexos e, mesmo em casos mais simples, confunde as premissas e as conclusões, rejeitando ou aceitando argumentos através de reações não bem refletidas. Não questionamos a naturalidade nem a importância de reações emocionais em diversas situações, inclusive como elementos importantes na argumentação. Às vezes, os sentimentos, emoções e percepções subjetivas de indivíduos devem ocupar um lugar central na argumentação. Muitas vezes, porém, a maneira pela qual se resolve questões reflete uma influência excessiva e negativa do envolvimento psicológico do indivíduo, o que pode levar a posições irrefletidas e distorcidas.
O principiante de lógica frequentemente contesta ideias não fundamentais num argumento e questiona casos apresentados para servirem apenas como exemplos ilustrativos que poderiam ser perfeitamente substituídos por outros, sem afetar basicamente a estrutura do argumento. Como no jogo de xadrez, o iniciante não tem uma visão clara da estrutura do jogo e do significado dos movimentos do outro, atacaiïdo peças protegidas e deixando de enxergar os pontos fracos – fazendo o que o grão-mestre enxadrista Bobby Fischer chamava de “empurrar os toquinhos” -, o neófito em argumentação deixa de compreender a estrutura subjacente às afirmações dos argumentos, tratando cada afirmação como uma
ideia isolada.
ideia isolada.
O pensador com experiência em argumentação, entretanto, reduz as ideias ao seu essencial, sabendo que, muitas vezes, um discurso de meia hora pode ser resumido em 5 ou 6 frases que “captam” aquilo que o falante argumentou. Quem tem essa capacidade terá muito mais facilidade em debater as ideias apresentadas e, se discordar de algumas delas, saberá refutá-las ao invés de atacar cegamente o argumento todo de uma vez.
Artigo do Livro Senso Crítico, do dia-adia às ciências humanas. David W Carraher. Ed Cengage Learnin, retirado do blog
http://blogfilosofiaevida.com/index.php/2011/08/08/as-vantagens-do-estudo-da-logica/ que considero bem interessante para o estudante.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Reflexão sobre o Sentir e o Existir.
Suely Monteiro
Curiosamente ao refletir sobre o sentir e sua importância fundamental para o existir humano, me vejo de volta ao passado, ao tempo em que o homem possuía somente rudimentos de inteligência.
Observo o quanto o sentir era fundamental para ele que deveria abrigar-se de todos os perigos naturais das regiões agrestes em que vivia.
Seu corpo era seu termômetro. Através dos sentidos - instrumento maior do seu corpo-, ele ouvia e identificava o tamanho da tempestade que se aproximava.
Reconhecia a fera que deveria ser abatida apenas pelo reconhecimento de suas pegadas.
Por seus sentidos ele sabia os dias. Sabia o momento certo para sua cria vir à luz, sabia o momento de plantar e de colher.
Seus sentidos eram guias seguros para o enfrentamento das grandes distâncias.
Toda a inteligência dos sentidos era utilizada por ele.
Com o decorrer do tempo, as formas físicas foram aperfeiçoadas, o corpo sutilizado e a inteligência desenvolvida somaram para superar os sentidos em importância.
O homem passou a pensar os sentidos muito mais do que a utilizá-los.
A inteligência criou instrumentos que foram suprindo suas necessidades e ultrapassando o desempenho dos sentidos para a sua proteção, sua segurança, sua sobrevivência.
As máquinas, os computadores, os carros e tantas outras construções da modernidade abafaram os sentidos, que foram esquecidos, adormecidos, adormecendo o corpo.
Um corpo adormecido é similar a um corpo sem vida, um corpo morto. Por isto, é necessário acordar os sentidos, esses velhos companheiros de jornada. Realinhá-los com a inteligência em papel de igualdade, para que eles possam ajudar na condução da vida com mais equilíbrio, mais sensações e mais vitalidade. Nossos olhos, nossos sensores de tato, nossas percepções sensoriais do mundo são nossos mapas que refletem o outro o nos dão a dimensão de sua importância na nossa formação.
Sentir o outro é reencontrar-nos no mais íntimo de nós mesmos. Através do outro identificamos o modelo de nós mesmos e através da nossa aceitação do outro construímos com base no modelo refletido.
Sentir o corpo, reconhecer o belo, admirar o novo não se faz somente com a razão, com a inteligência, mas, também, com a força anímica dos sentidos.
A virtualidade moderna não pode dispensar os sentidos; precisa revivê-los, dar-lhes importante status próprios, redefinindo seus papéis para evitar que no futuro, homens cada vez mais fragmentados, se psicotizem e se transformem em monstros perigosos.
Curiosamente ao refletir sobre o sentir e sua importância fundamental para o existir humano, me vejo de volta ao passado, ao tempo em que o homem possuía somente rudimentos de inteligência. Observo o quanto o sentir era fundamental para ele que deveria abrigar-se de todos os perigos naturais das regiões agrestes em que vivia.
Seu corpo era seu termômetro. Através dos sentidos - instrumento maior do seu corpo-, ele ouvia e identificava o tamanho da tempestade que se aproximava.
Reconhecia a fera que deveria ser abatida apenas pelo reconhecimento de suas pegadas.
Por seus sentidos ele sabia os dias. Sabia o momento certo para sua cria vir à luz, sabia o momento de plantar e de colher.
Seus sentidos eram guias seguros para o enfrentamento das grandes distâncias.
Toda a inteligência dos sentidos era utilizada por ele.
Com o decorrer do tempo, as formas físicas foram aperfeiçoadas, o corpo sutilizado e a inteligência desenvolvida somaram para superar os sentidos em importância.
O homem passou a pensar os sentidos muito mais do que a utilizá-los.
A inteligência criou instrumentos que foram suprindo suas necessidades e ultrapassando o desempenho dos sentidos para a sua proteção, sua segurança, sua sobrevivência.
As máquinas, os computadores, os carros e tantas outras construções da modernidade abafaram os sentidos, que foram esquecidos, adormecidos, adormecendo o corpo.
Um corpo adormecido é similar a um corpo sem vida, um corpo morto. Por isto, é necessário acordar os sentidos, esses velhos companheiros de jornada. Realinhá-los com a inteligência em papel de igualdade, para que eles possam ajudar na condução da vida com mais equilíbrio, mais sensações e mais vitalidade. Nossos olhos, nossos sensores de tato, nossas percepções sensoriais do mundo são nossos mapas que refletem o outro o nos dão a dimensão de sua importância na nossa formação.
Sentir o outro é reencontrar-nos no mais íntimo de nós mesmos. Através do outro identificamos o modelo de nós mesmos e através da nossa aceitação do outro construímos com base no modelo refletido.
Sentir o corpo, reconhecer o belo, admirar o novo não se faz somente com a razão, com a inteligência, mas, também, com a força anímica dos sentidos.
A virtualidade moderna não pode dispensar os sentidos; precisa revivê-los, dar-lhes importante status próprios, redefinindo seus papéis para evitar que no futuro, homens cada vez mais fragmentados, se psicotizem e se transformem em monstros perigosos.
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domingo, 4 de setembro de 2011
Filosofia da Ciência
A filosofia da ciência consiste no estudo da natureza da própria ciência, entendendo-se por natureza os métodos, conceitos, pressuposições e o seu lugar num esquema geral de disciplinas.
Esta vertente filosófica divide-se, sumariamente, em três domínios:
a) o estudo do método, da natureza, dos símbolos científicos e da sua estrutura lógica;
b) classificação e definição dos conceitos da ciência; e o
c) estudo dos limites das várias ciências com o objectivo de especificar as relações entre elas.
Nos últimos anos, surgiram outros problemas como o das relações sociais da ciência, ou seja, a sua relação com a sociedade do momento, em termos políticos, laborais, artísticos , religiosos ou morais.
Texto recebido via e-mail.
Se vc for o autor, queria se identificar que farei a referência.
grata.
Suely
Esta vertente filosófica divide-se, sumariamente, em três domínios:
a) o estudo do método, da natureza, dos símbolos científicos e da sua estrutura lógica;
b) classificação e definição dos conceitos da ciência; e o
c) estudo dos limites das várias ciências com o objectivo de especificar as relações entre elas.
Nos últimos anos, surgiram outros problemas como o das relações sociais da ciência, ou seja, a sua relação com a sociedade do momento, em termos políticos, laborais, artísticos , religiosos ou morais.
Texto recebido via e-mail.
Se vc for o autor, queria se identificar que farei a referência.
grata.
Suely
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Amores na bela Capital Catarinense.









