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sábado, 1 de dezembro de 2012

CIÊNCIA



                            Nasa promove encontro na internet para negar o fim do mundo

 

RIO - De olho na aproximação do dia 21 de dezembro de 2012, data em que algumas pessoas acreditam que a antiga civilização maia previu o fim do mundo, e no aumento do fluxo de mensagens pedindo esclarecimentos sobre o assunto, cinco cientistas da Nasa participaram esta semana de um debate na internet para responder às dúvidas do público. Durante o encontro na rede social "Google Plus", especialistas da agência espacial americana rechaçaram teorias apocalípticas como a de que um planeta errante chamado Nibiru, ou Planeta X, chocaria-se com a Terra e tentaram colocar um pé na realidade temores como o de uma tempestade solar de grandes proporções que poderia destruir boa parte de nossa tecnologia atual e deixar o planeta às escuras.
- É tudo uma elaborada fantasia - afirmou David Morrison, astrobiólogo do Centro de Pesquisas Ames da Nasa. - Mas a verdade é que muitas pessoas estão verdadeiramente preocupadas e muitas delas escrevem sobre isso para a Nasa. Em particular, fico preocupado com os jovens que escrevem para mim e dizem estar apavorados, que não conseguem dormir, comer. Alguns deles contam que até consideram o suicídio. Acho uma maldade ficarem espalhando rumores pela internet para assustar crianças.
Quanto a Nibiru, um suposto planeta com órbita irregular que levaria 3,6 mil anos para completar uma volta em torno do Sol, os cientistas esclareceram que se um objeto tão grande existisse e estivesse em rota de colisão com a Terra ele já teria sido detectado.
- Não faz nenhum sentido, pois se ele estivesse lá nós o veríamos. Nós estaríamos acompanhando sua trajetória por uma década ou mais e agora ele seria o objeto mais brilhante no céu depois do Sol e da Lua. Você pode derrubar este rumor sozinho, basta sair e olha para o céu - disse Morrison.
Já com relação à atividade solar, uma pergunta feita por um dos internautas surpreendeu a heliofísica Mitzi Adams, do Centro de Voo Espacial Marshall. Segundo o boato citado pelo internauta, a Nasa teria previsto que o Sol sofreria um "apagão" entre os dias 21 e 23 de dezembro.
- Não há nada que conhecemos na física que permita que o Sol se desligue por três dias e depois ligue de novo - respondeu, sem, no entanto, afirmar que estamos totalmente livres de qualquer perigo. - A maior ameaça à Terra em 2012, no fim deste ano e no futuro vem da própria espécie humana.
Além do encontro na internet, a Nasa reeditou no último dia 13 de novembro uma página especial no seu site na internet em que responde a algumas das principais perguntas e temores sobre o fim do mundo. No ar desde 2009, a página já recebeu milhares de visitantes.
Fonte:
Por O Globo (ciencia@oglobo.com.br) | Agência O Globo13 horas atrás
http://br.noticias.yahoo.com/nasa-promove-encontro-internet-negar-fim-mundo-212010446.html

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Homenagem aos poetas amados


 
 
 
CARTA A VILMA
Vera Freitas
Querida amiga-irmã,
Você está certa:
Eu só escrevo por tristeza,
Paixão, insônia ou dor.
Se nada estiver moendo minha alma
Revolvendo meus sentidos
Me tirando o sono e a fome
O lápis fica imóvel
E o papel e branco me contempla
Com irônico, desafiador.
(Não sou poeta de computador.)
 
A alegria não faz com que eu transborde
(nem mesmo de pileque),
Expondo meus avessos, meus escuros,
Mostrando meus remendos descosidos
À luz crua do dia.
A alegria eu apenas sinto.
Passageira,
Ela desliza sobre mim, ligeira,
Me luminando por um momento lindo
E foge na carreira.
 
Minha tristeza fica.
É constante, é fiel, é permanente.
Sua presença se impõe de tal maniera
Que eu tenho de escrever para suporta
E até para acreditar que ela existe
Assim tão desalmada, tão perene,
Assim tão exigente...
 
Só escrevendo posso amortece
Os tombos que eu levo na corrida.
Porque sentir somente
É impossível
Não dá pra aguentar...
 
Por isso, receba meu abraço amigo,
Perdoe o tom lilás dos meus escritos
E esse gostinho amargo que eles tem.
Como é que poderia adivinhar
Que um dia iam ser lidos por alguém?
(Para Vilma Pinto)




                                


BEM QUERER

Charles Fonseca


No quintal de um sobrado
Tinha um pé de fruta-pão
Que a chorar manava leite
Se ferido por facão.
Só que a cada golpe sentido,
Decorrente do desgosto,
Do âmago da cicatriz
Surgia mais novo broto.
Novo broto hei de ser
Do golpe que me atingiu.
Hei de novo esgalhar,
Reflorir, frutificar!
Nova sombra ha de ter
Quem vive pra o bem querer.
 



  A viagem
 
  Mônica M. Klein
 
Quem é que está aqui, neste corpo presente?
É tanta carne, tanto osso, tanta pele...
Não há espaço para nada, por mais que se apele
Não há espaço para nada, neste corpo presente.

 
Falta tato, falta oco, falta o tudo
Que lá fora tudo envolve e me reclama
Qual a graça de caber no próprio drama
Se no fim o corpo todo fica mudo?


 

PARA REFLETIR:


Filosofia da Mente no Brasil


João Teixeira

Filosofia da mente é um estilo de filosofar que nos últimos anos vem recolocando questões centrais da filosofia como: O que é o pensamento? Qual a natureza do mental? O que é consciência? Será o cérebro o produtor da mente? Ou apenas o seu hospedeiro biológico? O principal problema abordado pelos filósofos da mente é a relação mente-cérebro.

A data oficial do surgimento da filosofia da mente é 1949, ano em que foi publicado o livro clássico do filósofo inglês Gilbert Ryle, “The Concept of Mind”. De lá para cá a filosofia da mente se expandiu muito, estabelecendo interfaces com várias outras disciplinas filosóficas como a filosofia da ciência, a filosofia da linguagem, e a filosofia da psicologia. Sua característica distintiva é constituir-se numa investigação impura, na qual a filosofia se alia às ciências que investigam empiricamente os fenômenos mentais.

Dois grandes movimentos científicos interessam aos filósofos da mente: a neurociência, principalmente depois da descoberta da neuroimagem e a inteligência artificial, que mais recentemente tornou-se ciência cognitiva. A inteligência artificial quis produzir máquinas pensantes, a neurociência quis fotografar a consciência, localizando-a num ponto específico do cérebro. Nenhum desses projetos foi concluído, mas ambos vêm tendo conseqüências profundas sobre as comunidades científica e filosófica.

Atualmente a filosofia da mente é um rizoma bibliográfico imenso, com milhares de artigos e livros publicados. Seus autores são, na sua maioria, cientistas-filósofos ou filósofos cientistas.

Fonte:

Acesso: 29/11/1012 -14:30h

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sobre a dor

A dor para mim é como a mulher em gestação que no final do ciclo dá à luz um novo ser que a torna mais forte, mais bela, mais compreensível, mais humana e mais alegre.

Por tudo isto é que canto somente a alegria.

Viva!

A Arte Contemporânea de Oscar Niemayer

                                                                 Rio de Janeiro Brasil

O Absoluto em Schelling


(...) Para Schelling o absoluto é uma matriz única da qual se diversificam todos os seres. Em tudo quanto é e quanto existe há, segundo ele, uma fundamental identidade. Todas as coisas, por diferentes que pareçam, vistas de um certo ponto, vêm fundir-se na matriz idêntica de todo ser que é o absoluto. A realidade é uma evolução, e se manifesta por etapas sucessivas. Passa de natureza inorgânica, a natureza orgânica, e desta a espirito.
No fenômeno da vida a natureza está unida com algum elemento espiritual. Também na natureza inorgânica está presente o espírito, imprimindo ordem aos átomos, como nos cristais. No caso do cristal hexaedro há um espírito hexaédrico dentro dele. Em qualquer coisa que tomamos encontramos a identidade profunda do absoluto. Criticou Hegel e Fichte que tinham sempre visto a natureza somente como um objeto em sua subordinação ao homem.

A filosofia de Schelling ganhou importância em conexão com o a filosofia existencialista e a antropologia filosófica que valorizam o pensamento de Schelling da natureza humana determinada não apenas pela razão, mas também por obscuros impulsos naturais.
R.Q.Cobra
Doutor em Geologia
e bacharel em Filosofia

2001

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Essência da Flexibilidade

 
"Os ideais são indicadores que nos mostram para onde devemos ir, mas não escalas pelas quais possamos medir concretamente o nosso desempenho.Somente nossa orientação interior tem a visão global do nosso plano de vida e nos conduzirá   de modo que todos os aspectos de nossa personalidade alcancem um desenvolvimento harmonioso.
A vida não é um esporte competitivo, mas uma dança cósmica."(Mechthild Scheffer)
 
 
A ponderação é a palavra chave para a nossa condução na vida.
 
Com ela nos abrimos  a todos os aspectos do nosso ser e respondemos com flexibilidade ao movimento  do fluxo vital .
Com ela nossa visão se amplia,
 aumentando a percepção das nossas (e dos outros) necessidades e possibilidades.
 
Nos dá o silencio que fala na hora exata,
A palavra que emudece na emoção,
A lágrima que conforta,
e o
sorriso da gratidão.
 
A ponderação nos torna flexiveis,
Exterioriza nossa força
e, como a água,
 ela integra e dissolve no seu meio, o orgulho,
a vaidade,
os preconceitos,
os medos
e os
receios.
Abre espaço para a Paz.
 
A ponderação deriva do Amor
e do Saber.
 
 Realça o Belo.
Não se melindra,
ao contrário,
desfaz muros e constroi pontes.
 
 Graças a  ela a vida flui com elegância, generosidade e amor
de nossos corações para os corações que povoam o mundo que nos cerca.
Suely Monteiro
 

sábado, 8 de setembro de 2012

Tempo para Relaxar!

 
De férias, na europa, dou férias de mim a vocês.
Mas, não se entusiasmem muito, pois
em Novembro estarei de volta...
Inté!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ORÁCULO DE DELFOS





Advirto-te, sejas quem fores...



Tu! Que desejas sondar os arcanos

da Natureza, se não encontras

dentro de ti aquilo que procuras...

tampouco o poderás encontrar fora.



Se ignoras as excelências da tua

própria casa, como poderás

encontrar outras excelências?



Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!

Homem!... Conhece-te a ti mesmo e

conhecerás o Universo e os Deuses.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ARTE RENOIR: Imagens belas e agradáveis


Pierre-Auguste Renoir, 25 de fevereiro de 1841, Limoges, França. Renoir foi um artista impressionista cuja as pinturas retratam uma atmosfera agradável de elegância e sensualismo delicado de extrema beleza, vivacidade e alegria.
Renoir é um dos pintores mais importantes do movimento impressionista e um dos mais celebres pintores franceses.

Amigo de Alfred Sisley, Renoir, além de impressionista, procurou sempre buscar novas inspirações em grandes nomes do Renascentismo, como Rafael, Ticiano, e na escola barroca de estilo Rococó de Fragonard e Boucher, mas em suas primeiras obras nota-se a influência de Colbert, um pintor Francês pertencente a escola realista.


Autorretrato - 1910, Renoir.
No período impressionista, Renoir executa obras que retratam a vida social e urbana, e também várias paísagens. As obras famosas desse período são:

- "Mulheres parisienses vestidas como Argelinas"
- "O Camarote"
- "O Passeio"
- "Nu ao Sol"
- "O Balanço" e
                                                       "Le moulin de la Galette" - 1876.





O período chamado Ingresco, foi uma fase em que Renoir passa a viajar em busca de novas inspirações.
Conhece a Argélia e depois a Itália, deslumbrado com as obras de Rafael, Renoir adquire estilo renascentista e em suas obras passou a abordar temas da mitologia clássica.
A obra mais importante desse período chamado 'Ingres', foi "As grandes Banhistas".




'As Grandes Banhistas' - 1887

No período chamado Iridescente, Renoir muda novamente de estilo, uma fase vista como uma recuperação da liberdade da juventude, pinta muitos nus e retratos.
Obras importantes do período Iridescente são:

- "Duas Meninas colhendo Flores"
- "No Prado"
- "A Grande Ilusão"
- "A Regra do Jogo"
- "Mulher Amamentando"





- "Ao Piano"
- "O Julgamento de Paris"



Renoir sofria de artrite, uma doença que lhe causou muito sofrimento e limitações quanto a realização de seus trabalhos.
Sem poder segurar o pincel, Renoir passou a amarrá-lo a mão. Com o tempo teve que contratar ajudantes para realizar, sob sua orientação, os seus trabalhos. Mas mesmo limitado pela doença, trabalhou até os últimos dias de sua vida.
Renoir morreu em 1919 aos 78 anos, em Cagnes, e no mesmo ano de sua morte sentiu orgulho por ter suas obras reconhecidas e expostas no
Museu do Louvre.


Quadros de Renoir





Rosa e Azul é um retrato das filhas do banqueiro Louis Raphael Cahen d'Anvers.
Elizabeth (Azul) e Alice(Rosa), o quadro não agradou a família e ficou esquecido até que no início do séc. XX os marchands encontraram a obra.
Hoje, 'Rosa e Azul" é um dos trabalhos mais importante e de Renoir.


Almoço dos remadores- 1881.


La Liseuse – 1874.
La Grenouillere – 1869.

'Dance at Bougival' - 'A Dança em Bougival' – 18


Frases de Renoir

"A dor passa, mas a beleza permanece."

"Porque a Pintura não pode ser Bela? O Mundo já tem coisas desagradáveis demais."

"Não dou um nu por terminado até que tenha a sensação de que possa beliscá-lo."


Apesar das críticas que recebeu quando começou a pintar, Renoir era um artista que não tinha vergonha de celebrar a beleza.

Biografia Renoir UOL Educação
Renoir, Feitas para agradar - Veja abril
Obras de Renoir
Fonte:
Acessado: 03/08/2012



Pierre-Auguste Renoir, 25 de fevereiro de 1841, Limoges, França. Renoir foi um artista impressionista cuja as pinturas retratam uma atmosfera agradável de elegância e sensualismo delicado de extrema beleza, vivacidade e alegria.
Renoir é um dos pintores mais importantes do movimento impressionista e um dos mais celebres pintores franceses. Amigo de Alfred Sisley, Renoir, além de impressionista, procurou sempre buscar novas inspirações em grandes nomes do Renascentismo, como Rafael, Ticiano, e na escola barroca de estilo Rococó de Fragonard e Boucher, mas em suas primeiras obras nota-se a influência de Colbert, um pintor Francês pertencente a escola realista.

Autorretrato - 1910, Renoir


No período impressionista, Renoir executa obras que retratam a vida social e urbana, e também várias paísagens. As obras famosas desse período são:

- "Mulheres parisienses vestidas como Argelinas"
- "O Camarote"
- "O Passeio"
- "Nu ao Sol"
- "O Balanço" e

"Le moulin de la Galette" - 1876




O período chamado Ingresco, foi uma fase em que Renoir passa a viajar em busca de novas inspirações. Conhece a Argélia e depois a Itália, deslumbrado com as obras de Rafael, Renoir adquire estilo renascentista e em suas obras passou a abordar temas da mitologia clássica. A obra mais importante desse período chamado 'Ingres', foi "As grandes Banhistas".

'As Grandes Banhistas' - 1887



No período chamado Iridescente, Renoir muda novamente de estilo, uma fase vista como uma recuperação da liberdade da juventude, pinta muitos nus e retratos.
Obras importantes do período Iridescente são:

- "Duas Meninas colhendo Flores"
- "No Prado"
- "A Grande Ilusão"
- "A Regra do Jogo"
- "Mulher Amamentando"




- "Ao Piano"
- "O Julgamento de Paris"


Renoir sofria de artrite, uma doença que lhe causou muito sofrimento e limitações quanto a realização de seus trabalhos. Sem poder segurar o pincel, Renoir passou a amarrá-lo a mão. Com o tempo teve que contratar ajudantes para realizar, sob sua orientação, os seus trabalhos. Mas mesmo limitado pela doença, trabalhou até os últimos dias de sua vida. Renoir morreu em 1919 aos 78 anos, em Cagnes, e no mesmo ano de sua morte sentiu orgulho por ter suas obras reconhecidas e expostas no








Rosa e Azul é um retrato das filhas do banqueiro Louis Raphael Cahen d'Anvers. Elizabeth (Azul) e Alice(Rosa), o quadro não agradou a família e ficou esquecido até que no início do séc. XX os marchands encontraram a obra. Hoje, 'Rosa e Azul" é um dos trabalhos mais importante e de
Renoir.

'Dance at Bougival' - 'A Dança em Bougival' – 1883

O Almoço dos Remadores – 1881


La Liseuse – 1874


La Grenouillere – 1869

Frases de Renoir

"A dor passa, mas a beleza permanece."

"Porque a Pintura não pode ser Bela? O Mundo já tem coisas desagradáveis demais."

"Não dou um nu por terminado até que tenha a sensação de que possa beliscá-lo."


Apesar das críticas que recebeu quando começou a pintar, Renoir era um artista que não tinha vergonha de celebrar a beleza.

Biografia Renoir







Fonte:






Acessado: 03/08/2012






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CETICISMO NA IDADE CONTEMPORANEA



       Tanto os  Analistas  quanto os Continentais desenvolveram propensão a o   

       Ceticismo, porém de formas naturalmente diferenciadas. Todavia, eles são concordes em relação ao fato de consideraram  o Ceticismo não propriamente uma doutrina, mas o equivalente  uma aptidão radicalmente  crítica em  relação  às certezas buscadas e praticadas pela tradição filosófica.

       Distinguem-se nos Analíticos contemporâneos duas abordagens:


  l) Cognitiva

    Nesta o Ceticismo foi negado de acordo com várias modalidades:

a)    ostensiva;

b)    pragmática;

c)    confiabilista;

d)    holística;

e)     transcendental; e

f)    probabilística.


  II)  Discussão sobre noções de certeza e justificação para uma busca

       adequada da definição de conhecimento:

       Foi reformulada  a dúvida hiperbólica de Descartes às vezes em versões

      Atualizadas como na famosa hipótese do cérebro no tanque, para afirmar que  nossas crenças baseadas na experiência, ou

a) não são seguras, ou

b) não são justificadas: mas  

a) depende de b).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MÚSICA: A ARTE QUE ELEVA A ALMA.



A ópera Carmen é um belo espetáculo.
Conta a história
de uma cigana que usa a dança para seduzir os homens.
É composta por quatro belos atos.
 Vale a pena procurar no youtube a peça completa,
ouvir, relaxadamente,
no mais completo silêncio.

FOTOGRAFIA

  Um momento especial em minha vida...



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Neurociência


 "Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low


Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade
Marco Túlio Pires

Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas (Thinkstock)
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.
Revista Veja julho 2012

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.