Para minha filha Mônica Monteiro Klein
Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de
trabalho.
Um anjo apareceu e perguntou:
- Senhor, por que gastas tanto tempo com esta criatura?
E o Senhor respondeu:
- Você viu a 'Folha de Especificações' para ela?
- Ela deve ser completamente flexível, porém não será de plástico, deve
ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e deve ser
capaz de funcionar com uma dieta rígida, ter um colo que possa acomodar
quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um
joelho raspado até um coração ferido'
O anjo se maravilhou com os requisitos e indagou curioso:
- E este é somente o modelo Standard?
E ponderou:
- Senhor, é muito trabalho para um só dia, espere até amanhã para
terminá-la.
E o senhor retrucou:
Não. Estou muito perto de terminar e esta criação é a favorita de Meu
próprio coração. Ela se cura sozinha, quando está doente; e pode trabalhar
18 horas por dia.
O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
- Porém a fizeste tão suave Senhor!
E Deus disse:
- É suave, porém, a fiz também forte. Não tens idéia do que pode agüentar
ou conseguir.
- Será capaz de pensar? - perguntou o anjo.
Deus respondeu:
- Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e negociar,
mesmo que pareça ser desligada ela prestará atenção em tudo o que for
importante.
Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher...
- Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Te disse que
estavas colocando muitas coisas nela.
- Isso não é nenhum vazamento... . É uma lágrima - corrigiu o Senhor.
- Para que serve a lágrima?' - perguntou o anjo.
E Deus disse:
- As lágrimas são sua maneira de expressar seu amor, sua alegria, sua
sorte, suas penas, seu desengano, sua solidão, seu sofrimento e seu
orgulho.
Isto impressionou muito ao anjo.
- És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente
maravilhosa.
- Sim, ela é!
- A mulher tem forças que maravilham os homens.
- Agüentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais,
porém, têm amor e sorte.
- Sorriem, quando querem gritar.
- Cantam, quando querem chorar.
- Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas.
- Lutam pelo que acreditam.
- Enfrentam a injustiça.
- Não aceitam 'não' como resposta, quando elas acreditam que haja uma
solução melhor.
- Privam-se, para que sua família possa ter algo.
- Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir sozinha.
- Amam incondicionalmente.
- Choram quando seus filhos não triunfam e se alegram quando suas amizades
conseguem prêmios.
- São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento.
- Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga.
- Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando
pensam que já não há mais forças.
-Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.
Porém, há um defeito que não consegui corrigir:..
-É que às vezes elas se esquecem o quanto valem!
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
ROB GONSALVES
As coisas não são como parecem à primeira vista ?
Temos muitos modos de ver?
Ou as coisas se mostram de muitas maneiras?
Essas são perguntas que Rob Gonsalves
deixa a critério do público responder. Para
Rob Gonsalves, Fantástico
Temos muitos modos de ver?
Ou as coisas se mostram de muitas maneiras?
Essas são perguntas que Rob Gonsalves
deixa a critério do público responder. Para
Rob Gonsalves, Fantástico
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
SABER VIVER
Marcadores:
Cora Coralina,
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Saber viver
terça-feira, 17 de novembro de 2015
A Raposa e a Parreira
“É fácil desdenhar daquilo que não se alcança”
Uma raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos cachos se penduravam, muito alto, em cima de sua cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse: - Estão verdes ...
Fonte:
www.mensagenscom amor.com.br
Acesso em 17 nov 2015.
Fonte:
www.mensagenscom amor.com.br
Acesso em 17 nov 2015.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Camille Claudel
Camille Claudel, grande escultora francesa viveu com o escultor Augusto Rodin,inicialmente, seu mestre, uma complicada relação de amor e ódio tão profunda que acabou levando-a à loucura ao ser abandonada por ele.
Durante trinta anos abandonada até por seus familiares Camillê viveu num hospício de onde morreu sem voltar a esculpir.
Durante trinta anos abandonada até por seus familiares Camillê viveu num hospício de onde morreu sem voltar a esculpir.
domingo, 15 de novembro de 2015
A paulistana Tarsila do Amaral, junto com Anita Malfatti, Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, forma o mais importante grupo da Semana de Arte Moderna.
Sob a influência do cubismo, suas obras retratam temas sociais e do cotidiano brasileiro, com cores forte e vibrantes. Vejam algumas:
Sob a influência do cubismo, suas obras retratam temas sociais e do cotidiano brasileiro, com cores forte e vibrantes. Vejam algumas:
O RIO QUE ERA DOCE
Moema Leite
Morreu o lugar que eu nasci,
Morreu meu cavalo
Meu cachorro e minha história;
O que eu tinha de mais bonito,
Agora, só na memória.
O peixe virou cimento;
E a igreja, e a escola?
Nem sino, nem movimento!
Sobrou nada da plantação!
Nenhum quadro na parede;
Nada prova que sou José,
nada diz que sou João;
Enlameados documentos,
Soterrados com crianças
E adultos sem esperança;
Acabou-se a minha Bento;
Chorou Elvira, retratando o fato,
que cortou seu coração
Mas choro não limpa o rio,
Nem devolve a vida ao chão...
Correu longe o leito de morte
Uma lama sem distinção,
Cobrindo os sonhos de todos
Matando a paz e a mansidão
E o Rio, que era doce até então,
Hoje, Vale nada não!
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
O Patriarca Brasileiro
Suely Monteiro
José Bonifácio, orquestrador da nossa independência, ao lado de D. Pedro e da Princesa Leopoldina, era, além de homem de vasta cultura, cientista reconhecido internacionalmente, abolicionista, um apaixonado por mulheres e poeta nada medíocre.
Segundo o jornalista Laurentino Gomes, a viajante inglesa Maria Graham ao receber um de seus poemas o descreve "como brilhante como o sol sob o qual foi escrito, e tão puro quanto sua luz".
O final da ode a Eva, companheira de Adão no Jardim do Éden, retirado do livro 1822, do jornalista acima citado, diz assim:
" Ao vê-lá o homem
Pasma, estremece!
Quer abracá-lá,
Corre, enlouquece!
Ela responde
Sou tua esposa:
Deixa a tristeza,
Ama-me, e goza"
Muito bonita e acalentadora esta imagem de integração humana no amor pleno!
Mas, o estadista e poeta Bonifácio foi muito além de de escrever versos e ajudar a libertar o Brasil de Portugal.
Enfrentou a corte portuguesa na tentativa de fazer uma reforma social capaz de resolver as questões Agrária, da Saúde e da Educação.
Buscou, de todas as formas, materializar as expectativas do nosso povo generoso.
Acreditava que não estávamos preparados para a república, pois éramos quase todos analfabetos, ignorantes e incapazes de desenvolver ações propiciadoras do crescimento da nação. Precisávamos da mão guiadora de um monarca para nos conduzir.
Hoje, distanciados do contexto da época nossas visões se contradizem, sem que isso invalide ou diminua sua importância histórica. Fez muito. Deixou muito por fazer.
Infelizmente, os séculos transcorrem sem soluções definitivas para os problemas que se acumulam desde aquela remota era.
Nossos políticos se não são hoje, todos, analfabetos, continuam despreparados para o cargo, perdidos na vaidade do poder, da ambição desmedida e, cada vez mais hábeis na arte de enganar.
Será que o Parlamentarismo nos ajudaria?
De qualquer forma, quando reflito sobre nosso momento atual a pergunta que me vem a mente é nostálgica e nada poética .
Eu me pergunto consternada :
Até quando Pátria amada e mãe gentil seus filhos chorarão lágrimas amargas sob um lábaro estrelado nas maos de políticos vis? !!!
José Bonifácio, orquestrador da nossa independência, ao lado de D. Pedro e da Princesa Leopoldina, era, além de homem de vasta cultura, cientista reconhecido internacionalmente, abolicionista, um apaixonado por mulheres e poeta nada medíocre.
Segundo o jornalista Laurentino Gomes, a viajante inglesa Maria Graham ao receber um de seus poemas o descreve "como brilhante como o sol sob o qual foi escrito, e tão puro quanto sua luz".
O final da ode a Eva, companheira de Adão no Jardim do Éden, retirado do livro 1822, do jornalista acima citado, diz assim:
" Ao vê-lá o homem
Pasma, estremece!
Quer abracá-lá,
Corre, enlouquece!
Ela responde
Sou tua esposa:
Deixa a tristeza,
Ama-me, e goza"
Muito bonita e acalentadora esta imagem de integração humana no amor pleno!
Mas, o estadista e poeta Bonifácio foi muito além de de escrever versos e ajudar a libertar o Brasil de Portugal.
Enfrentou a corte portuguesa na tentativa de fazer uma reforma social capaz de resolver as questões Agrária, da Saúde e da Educação.
Buscou, de todas as formas, materializar as expectativas do nosso povo generoso.
Acreditava que não estávamos preparados para a república, pois éramos quase todos analfabetos, ignorantes e incapazes de desenvolver ações propiciadoras do crescimento da nação. Precisávamos da mão guiadora de um monarca para nos conduzir.
Hoje, distanciados do contexto da época nossas visões se contradizem, sem que isso invalide ou diminua sua importância histórica. Fez muito. Deixou muito por fazer.
Infelizmente, os séculos transcorrem sem soluções definitivas para os problemas que se acumulam desde aquela remota era.
Nossos políticos se não são hoje, todos, analfabetos, continuam despreparados para o cargo, perdidos na vaidade do poder, da ambição desmedida e, cada vez mais hábeis na arte de enganar.
Será que o Parlamentarismo nos ajudaria?
De qualquer forma, quando reflito sobre nosso momento atual a pergunta que me vem a mente é nostálgica e nada poética .
Eu me pergunto consternada :
Até quando Pátria amada e mãe gentil seus filhos chorarão lágrimas amargas sob um lábaro estrelado nas maos de políticos vis? !!!
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quinta-feira, 5 de novembro de 2015
O Maquinista do Trenzinho Caipira
Temperamental, autodidata, “era a fúria organizando-se em ritmo”, como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade. Há 125 anos vinha ao mundo um dos maiores compositores e divulgadores da nossa música brasileira.
Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro em 5 de março 1887. Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e do músico amador Raul Villa-Lobos, Heitor começou a aprender música com o pai, que adaptou uma viola para que o filho
pudesse estudar violoncelo. Autodidata, recebeu influência de grandes artistas da época, que vinham cantar e tocar na casa de seus pais. Pesquisou o folclore brasileiro, viajando
![]() |
| Heitor Villa-Lobo |
pelo interior do país, quando entrou em contato com gêneros musicais diferentes do que estava acostumado a ouvir. Modas caipiras e tocadores de viola vieram
a universalizar-se a partir da sua arte. Em 1915, passa a apresentar-se oficialmente como compositor, sendo duramente criticado pela imprensa pela modernidade de sua música. Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna com uma série de três espetáculos.
Em 1923 começa a ganhar a Europa. Desembarca em Paris a fim de mostrar o que já havia produzido. Se impôs em menos de um ano. Em 1930, volta ao Brasil maduro e, consciente de seu valor, faz então uma turnê em 66 cidades do país. Como Secretário da Educação Musical no governo Getúlio Vargas tornou obrigatório o ensino de música nas escolas. Em 1945 criou a Academia Brasileira de Música, no Rio de Janeiro, cidade onde morreu em 17 de novembro de 1959.
O Trenzinho do Caipira é uma composição de Heitor Villa Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2(1930). A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra 1930.
Fonte: https://novacharges.wordpress.com/2012/03/07/o-maquinista-do-trenzinho-caipira/
Acesso em 04.nov.2015.
Marcadores:
Compositor,
Maestro,
Villa-Lobos
domingo, 1 de novembro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Introdução à Música Grega
![]() |
| Musa com cítara |
ὁ δ' ἐπίκουρος ἰσοτέλεστος,
Ἄϊδος ὅτε Μοῖρ' ἀνυμέναιος
ἄλυρος ἄχορος ἀναπέφηνε,
θάνατος ἐς τελευτάν. [1]
Ἄϊδος ὅτε Μοῖρ' ἀνυμέναιος
ἄλυρος ἄχορος ἀναπέφηνε,
θάνατος ἐς τελευτάν. [1]
Sófocles, OC 1220-3, sæc. -V.
A existência da música é arqueologicamente documentada, no Egeu, desde oNeolítico; em obras de arte, instrumentos musicais estão representados desde o início da Idade do Bronze. A Ilíada, a mais antiga obra literária da Europa (-750/-725), também faz diversas referências a músicos e a instrumentos musicais.
Não era pequena a importância da música entre os gregos; ela representava a própria vida (ver epígrafe supra) e estava presente nas cerimônicas religiosas e em todos os tipos de celebração. Era, portanto, parte importante da educação do homem grego, e desde tempos remotos, como se vê pelo exemplo de Aquiles (Il. (9.186-9). No diálogo República, Platão defendeu o papel educativo damúsica (425a) e propôs seu ensino, juntamente com o da literatura, às crianças (376e-377a). Ele, aliás, considerou a literatura uma parte da música (376e)...
Infelizmente, as referências literárias são mais abundantes que os documentos de natureza musical que chegaram até nós. Apesar dessa deficiência, porém, foi possível reconstituir parte da harmonia, da melodia e do ritmo que caracterizavam a música grega antiga. Estamos menos informados a respeito dos músicos gregos históricos, de quem sabemos pouca coisa além do nome.
Notas
- Tradução de Donaldo Schuler, in Sófocles - Édipo em Colono, Porto Alegre, L&PM, 2003, p. 108.
- Fonte: http://greciantiga.org/. Acesso em 28.10.2015.
Intolerância Religiosa
Veja o texto em:
https://dimusbahia.wordpress.com/2015/10/26/mesa-sobre-intolerancia-religiosa-no-bahia-e-africa-tambem/
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Intolerância Religiosa
PLUTÃO
![]() |
| Olavo Bilac |
Negro, com os olhos em brasa,
Bom, fiel e brincalhão,
Era a alegria da casa
O corajoso Plutão.
Fortíssimo, ágil no salto,
Era o terror dos caminhos,
E duas vezes mais alto
Do que o seu dono Carlinhos.
Jamais à casa chegara
Nem a sombra de um ladrão;
Pois fazia medo a cara
Do destemido Plutão.
Dormia durante o dia,
Mas, quando a noite chegava,
Junto à porta se estendia,
Montando guarda ficava.
Porém Carlinhos, rolando
Com ele às tontas no chão,
Nunca saía chorando
Mordido pelo Plutão . . .
Plutão velava-lhe o sono,
Seguia-o quando acordado:
O seu pequenino dono
Era todo o seu cuidado.
Um dia caíu doente
Carlinhos . . . Junto ao colchão
Vivia constantemente
Triste e abatido, o Plutão.
Vieram muitos doutores,
Em vão. Toda a casa aflita,
Era uma casa de dores,
Era uma casa maldita.
Morreu Carlinhos . . . A um canto,
Gania e ladrava o cão;
E tinha os olhos em pranto,
Como um homem, o Plutão.
Depois, seguiu o menino,
Seguiu-o calado e sério;
Quis ter o mesmo destino:
Não saíu do cemitério.
Foram um dia à procura
Dele. E, esticado no chão,
Junto de uma sepultura,
Acharam morto o Plutão.
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OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.
























