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terça-feira, 27 de julho de 2010

ARTE CONTEMPORANEA.

Jacek Yerka* Varsóvia, Polônia – 1952 d.C.

Estudou artes gráfica e ilustração. Quando estava na universidade os professores pressionavam para que ele não fosse tão detalhista e não optar por uma pintura realística pois iria de encontro a tendência da arte contemporânea.Somente em 1980 tornou-se profissional.
Foi premiado nos salões de Varsóvia, Dusseldorf, Los Angeles, Paris e Londres.

Fonte: http://mesquita.blog.br/arte-pintura-jacek-yerka

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: AS DOUTRINAS DE PLATÃO.

Exemplarismo.
A doutrina das idéias universais reais de Platão consiste em admitir modelos arquétipos (ou universais metafísicos), os quais não seriam apenas essências ideais, mas reais. As essências absolutas repetir-se-iam nas coisas singulares, as quais teriam nelas o seu exemplar arquétipo.
O Demiurgo é o artista do universo, porque organiza a matéria informe, aplicando a ela as formas das idéias eternas. Por isso, as coisas são como que a sombra das referidas ideias arquétipas.
Os pitagóricos se referiam à números e figuras geométricas eternas; agora Platão apenas substitui estes números por conceitos mais amplos.
Importa advertir para o exemplarismo das idéias, que servem de modelo às coisas que se fazem. Suposto que nada é possível fazer sem um prévio modelo (tese a ser provada!), resulta que tudo o que se faz incorre em ser racional. Parmênides e Aristóteles, apesar de não falarem em idéias reais arquétipas, estabelecem a racionalidade do ser, com a impossibilidade do não ser; este pensar incorre em um exemplarismo, porque o que existe deverá estar conforme com a razão.
O exemplarismo platônico é basicamente a doutrina dos universais dos pitagóricos, pela qual se regem todas as metafísicas, que ultrapassam o ser das coisas singulares. Em conjunto se opõem estes filósofos a aqueles que só admitem a ontologia particular ou se reduzem a uma filosofia simplesmente empirista. Platão foi o que mais enfaticamente valorizou o universal; não só o admitiu como um arquétipo das coisas, mas elevou este modelo exemplar à algo real.

Uns discordam de Platão apenas por haver estabelecido a realidade dos universais, e não o universal simplesmente. Aristóteles, discordando de Platão, continuou a admitir ao universal, interpretando-o de outro modo; atribuiu ao universal apenas uma validade ôntica inerente só ao ser singular a ele obediente; em concreto se identificavam com a realidade das coisas singulares, interferindo sobre estas como lei; neste sentido aristotélico as coisas singulares contêm algo mais que a mera contingência da singularidade, e que é o universal; então o universal não ultrapassa ao singular, senão nesta sua necessidade complementar. Depois que se tem de dizer que um fato, apesar de ser singular, é sempre um fato que necessariamente está acontecido, não parece possível deixar de admitir o universal, ao menos como Aristóteles o concebeu.
Outros divergem de Platão em vista de não admitirem qualquer universal, nem o de Platão (universal-real) e nem o de Aristóteles (universal com fundamento ôntico nos seres singulares).
Os adversários contemporâneos ao mesmo Platão, por causa de sua doutrina das idéias reais, eram os sofistas e os cínicos com eles relacionados. Opunham-se, portanto, à universalidade em qualquer hipótese. Conhece-se a notícia irônica:
"Falando um dia Platão sobre as idéias, de mesa e de vaso, Diógenes (o Cínico) o interrompeu ;
- querido Platão, vejo a mesa e o vaso, porém não vejo suas idéias.
- E eu me explico, replicou Platão, porque tens olhos que fazem ver a mesa e o vaso; porém não tens o que nos descobre as idéias, a inteligência... " (D. Laércio, VI).
O caráter real atribuído por Platão às idéias universais, estimulou exaltações à propósito da visão daqueles arquétipos. Os encantos de intuir o ser, o bem, o belo, a harmonia são enfaticamente narrados pelo admirável mestre da Academia. A viagem das almas ao céu das idéias, o mito da caverna, o delírio poético, o amor que surge após a visão do belo carnal feminino capaz de conduzir à reminiscência espetacular do belo como tal, - são páginas típicas da doutrina platônica, e de tal maneira narradas, que se tornaram eternas na literatura filosófica

Fonte: Enciclopédia Simpozio
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/novo/2216y098.htm#TopOfPage

CINEMA: AMOR COREANO.

domingo, 25 de julho de 2010

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: AS DOUTRINAS DE PLATÃO.

Os universais reais, o ser, o belo e outros. A consistência dos universais é real.

Este realismo dos universais a primeira vista surpreende, mas foi amplamente defendido na idade média pelos assim chamados realistas,tanto desta como os da escola de Chartres. Importa atender, que não há grande diferença entre admitir um conjunto de idéias reais e estabelecer a existência de um Deus infinito.
A partir de sua gnosiologia, criou Platão uma ontologia, que começa por admitir realidades transcendentes universais. Conduz em frente doutrinas que tomou aos pitagóricos e aos eleatas.
Platão descreveu maravilhosamente o ser e sobretudo o belo, quando o homem subitamente se eleva ao estado de filósofo e o atinge como arquétipo do que há nos seres singulares e nas coisas belas multiplicadas:
"...este homem verá bruscamente certa beleza, de uma natureza maravilhosa. Verá um ser que, em primeiro lugar, é eterno, que não nasce, nem morre, que não aumenta e nem diminui, que além disso não é em parte belo, que não aumenta e nem diminui, que além disso não é em parte belo e em parte feio, agora belo e depois feio, belo em comparação com isto e feio em comparação com aquiilo, belo e feio acolá, belo para alguns e feio para outros. Conhecerá a beleza que não se apresenta como rosto ou como mãos ou qualquer outra coisa corporal. Beleza ao contrário, que existe em si mesma e por si mesma, sempre idêntica, e da qual participam todas as demais coisas belas. Estas coisas belas individuais, que participam da beleza suprema, ora nascem, ora morrem; mas essa beleza jamais aumenta ou diminui, nem sofre alteração de qualquer espécie" (Simpósio, 210 2 - 211a).



Fonte: Enciclopédia Simpozio
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/novo/2216y098.htm#TopOfPage

ARTE: OBRA PRIMA.


RELÓGIO COM CALENDÁRIO E ALARME - l620.

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: AS DOUTRINAS DE PLATÃO.

Racionalismo Radical, Inatismo, Dialética de Reminiscência.

A filosofia de Platão é racionalista radical, porque o pensamento é considerado capaz de se exercer sem os dados dos sentidos como ponto de partida. Ainda que o diálogo com as coisas sensíveis possa estimular o enlevo, que sobe à contemplação dos universais, estes não têm no sensível a origem do seu conteúdo.
Esta doutrina racionalista marcará uma tradição futura, que passará por Plotino, Agostinho, agostinianos medievais, Descartes, Leibniz. Estará sempre em contraste com o racionalismo moderado de Aristóteles e de Kant, sobretudo dos empiristas, que fazem a inteligência inicializar o conhecimento no fenômeno sensível, cujo conteúdo operam para subirem além, sem nunca desprender-se dele; os empiristas permanecem neste fenômeno sensível, os kantianos lhe sobrepõem formas apriorísticas, os aristotélicos, já com Parmênides, admitem que nele a inteligência intui o ser, ainda que seja somente o ser do sensível, a partir do qual, por analogia, vão ao ser em geral.

O racionalismo platônico, como já referido, tomou elementos à filosofia pitagórica, a qual, por sua vez se encontra influenciada pelas doutrinas dualistas do orfismo, que separam radicalmente o psíquico e o corpóreo, como substâncias distintas, em tudo irredutíveis.
O método dialético de Platão segue a índole de suas posições gnosiológicas. Uma vez colocada a distinção entre idéias singulares e idéias gerais (sendo estas inatas), a dialética conduz dos conhecimentos singulares aos universais (portanto à ciência no sentido Socrático); estes despertam aqueles, mas aqueles não dependem destes.
O constante esforço dos diálogos platônicos consiste numa procura incessante, com vistas a descobrir conceitos gerais, e que em última instância são universais reais, arquétipos eternos. Platão é racionalista radical, na acepção de admitir uma fonte de idéias autônoma em relação aos sentidos, a qual a alma teve acesso já antes de penetrar no corpo humano atual. Há idéias de origem empírica e idéias inatas; só estas são universais, isto é, de objeto imutável. As outras colhem notícia de objetos em constante possibilidade de fluxo. Ainda que as idéiasadventícias tenham o caráter empírico, não se confundem todavia com as sensações.

O conteúdo das idéias inatas e universais não se encontra nos objetos do mundo empírico. Se possuímos tais idéias universais, devem ter outra origem. São inatas. Fazer ciência é despertá-las (Menon 85). A ciência, como pesquisa do universal, é uma reminiscência.
Apelando ao mito, Platão esclarece que as idéias inatas foram conhecidas em uma vida anterior, quando as almas tiveram a oportunidade de contemplar os objetos universais (Fedro, 246-248). Aristóteles, ao contestar Platão, dirá que as idéias universais existem, mas enquanto apreendidas, por abstração, a partir da intuição do ser nas coisas sensíveis: opõe portanto a Platão um racionalismo moderado. Finalmente o positivismo, que já era o ponto de vista dos sofistas, nega mesmo o racionalismo moderado de Aristóteles.
As idéias universais da mente humana reproduzem as idéias arquétipas. Foram geradas e adquiridas pela mente no estágio anterior à vida presente, quando os espíritos puros contemplavam os arquétipos. Foram as almas instaladas nos corpos materiais por punição, a fim de pagarem delitos anteriores. Eis um resto das doutrinas órficas acolhidas por pitagóricos e agora também por Platão.
No futuro Agostinho dirá que ditas idéias universais surgem na mente por efeito de uma iluminação divino-natural, sem todavia afastar a doutrina judaico-cristã do pecado original. Descartes dirá que as idéias são inatas, isto é, criadas juntamente com a alma. Kant dirá que são formas apriorísticas do entendimento. Mas, desde a antiguidade Aristóteles defende que os universais são nada mais que abstrações, pelo acolhimento de uma noção sem os respectivo sujeito singular, sem que tenham sido colhidas em um momento anterior a partir de um arquétipo.
Para Platão os conhecimentos recebidos pelos sentidos são singulares. Podendo também generalizar-se, nunca equivalem às ideias inatas, porque estas equivalem diretamente às idéias reais arquétipas, as quais foram conhecidas com anterioridade à qualquer generalização. Contudo, os conhecimentos sensíveis, pelo seu caráter similar, podem despertar as idéias inatas adormecidas. A ciência empírica, na medida que se desenvolve, poderá, pois, desenvolver a ciência propriamente dita, a que se dá pelo desenvolvimento das idéias inatas universais. Considerando que tais ideias surgem por recordação, a ciência propriamente dita se diz ser uma reminiscência.

Fonte: Enciclopédia Simpozio
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

ARTE: PINTURA.

OS QUEBRADORES DE PEDRAS
GUSTAVE COUBERT - REALISMO - 1849.

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: PLATÃO.

III - DOUTRINAS DE PLATÃO:
De maneira geral, o platonismo é:

- Inteletualista (não sensista);
- Racionalista (não empirista);
- Racionalista radical, atingindo universais independentemente da experiência (não racionalista moderado, como Aristóteles);
- Ineista (das idéias universais);
- Trinitarista na visão geral do ser (idéias reais, demiurgo, mundo);
- Dualista (não reducionista da alma e corpo);
- Absolutista em política.

Por estas e outras razões teve Platão a aceitação relativamente fácil das religiões, por exemplo dos primeiros cristãos. Considere-se, que entre os primeiros cristãos, além da idéia da ressurreição final, havia os que, como Orígenes, admitiam a reencarnação dos espíritos, até a purificação final de todos, inclusive dos demônios, como definitivo triunfo do bem.

Divisão das ciências:
Ao tempo de Platão já andavam bastante distintas as ciências, ora mencionadas pelos dois gêneros teóricas e práticas; ora, pela divisão em dialética, física, ética. Aristóteles reformulará ligeiramente as divisões platônicas.
Dedicou-se Platão mais às ciências práticas, especialmente à política; manteve-se, por conseguinte, numa linha de conduta socrática. Esta tendência moral foi própria sobre tudo dos primeiros escritos do grupo chamados diálogos socráticos - Apologia, Criton, Hípias menor, Alcibíades, Laques, Carmides, Apologia de Sócrates, Criton.
Não obstante, é vasto o que Platão escreveu sobre ciências teóricas nos diálogos mais recentes, ainda que no decurso das exposições prevaleça ainda como global o prático. Por causa destas considerações teóricas acrescidas, Platão se manteve sempre vivo.
Nas suas considerações práticas, abordou ao mesmo tempo, e progressivamente, a lógica, a filosofia da linguagem e da arte, a cosmologia, a psicologia racional, a teoria do conhecimento e a ontologia. As ciências especulativas não alcançam subdistinção entre si, como sucederá em Aristóteles; este diferenciará claramente entre filosofia primeira e filosofia segunda, bem como as tratará em separado.

Gnosiologia dialética de Platão. A primeira parte da filosofia de Platão conhecida por Dialética (e seguida da Física e da Ética) trata de teoria do conhecimento ou gnosiologia, acompanhada de uma metodologia. Esta metodologia é, a rigor a dialética; os outros nomes aqui usados são entretanto de criação moderna. O próprio termo dialética adquiriu modernamente outras acepções.

O método dialético de Platão pressupõe toda uma teoria do conhecimento, em que se destacam a especificidade a inteligência e os universais reais, que ela capta, usando o referido método.
A especificidade da inteligência, distinta dos sentidos, foi defendida, como já em Sócrates, contra os sofistas. Mostrou Platão a especificidade da inteligência, apontando para o objeto muito especial, por ela encontrado e que não coincide com os objetos da vista, do ouvido, que são faculdades sensíveis. Desta sorte, diferênciou as faculdades pelo seu objeto formal próprio.
No Teeteto, diálogo do período médio, bem depois da fundação da Academia (387 a.C.), se diz:
"Convirás - diz Sócrates - em que, o que sentimos por meio de uma faculdade, não se pode sentir por meio de outra, e o que chega pelo ouvido não o podes sentir por meio da vista, assim como o que procede desta não pode chegar-te por via do ouvido" (Teeteto 185 a).

Passa a seguir ao diálogo que resulta em mostrar que o ser é o objeto formal ou essencial da inteligência, ser este que está contido em comum, tanto nos sons,como nas cores e em outra qualquer das qualidades sensíveis. O diálogo, posto no comando de Sócrates, segue:
"Com que se exerce a faculdade que te manifesta o que é comum a estes sensíveis, o que tu designas com os termos é e não é? Que órgãos designarás a todos estes comuns, por meio dos quais aquilo, que em nós percebe, pode distinguí-los? Teeteto: - Falas do ser e do não ser; da semelhança e dissemelhança, da identidade e das diferenças... Vejo que a alma por si mesma os distingue em todas as coisas" (Teeteto 185 c).

Prossegue Sócrates:
"És belo! Vês que a alma por si mesma percebe uma coisas e por meio dos órgãos do corpo outras... Em qual da duas ordens pões o ser? Porque é ele que está acima de tudo (o mais extenso)?
Teeteto: - O ponho entre os objetos que a alma se esforça em alcançar por si mesma" (Teeteto 186 e).

Os objetos da inteligência, ou seja das idéias alcançadas diretamente, sem os sentidos pelo meio, são em primeiro lugar os universais reais, como depois os caracterizará Platão ou universais arquétipos porque também servem de modelo para as coisas sensíveis.
Não se contentou Platão em admitir somente a universalidade do ser real; também as demais noções, como as propriedades, são universais reais, como sejam o uno, a substância, a verdade, a justiça, o bem, belo etc., tudo mais ou menos ao modo pitagórico dos números.
Fonte: Enciclopédia Simpozio
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FOTOGRAFIA.


O AMOR A OLHOS VISTOS
II- Obras de Platão.

Escreveu Platão em forma de diálogo, o que lhe possibilitou ouvir as diferentes opiniões e colocá-las em dialética. Aristóteles adotará o mesmo método, todavia na forma de introdução histórica aos temas que discute.
Em Platão o interlocutor Sócrates exprime geralmente a opinião do mesmo Platão.
Note-se também que Platão é o primeiro filósofo do qual se conservam todas as obras, o que evidencia a importância que tiveram na formação do pensamento antigo e imediatamente posterior.
Ocupam-se os livros de Platão de toda a filosofia, mas principalmente da política e da educação. Comparadas entre si, República apresenta uma abordagem mais ideal e utópica; Leis é uma exposição mais amadurecida e realista.
Escreveu Platão aproximadamente 35 diálogos. Alguns são de autoria duvidosa, mas certamente do círculo da Academia, portanto do seu pensamento, na forma como estava em vigência.
Do ponto de vista cronológico os diálogos platônicos se classificam em 4 grupos:

a) São ditos diálogos socráticos de sentido estrito, de caráter eminentemente moral, os seguintes: Apologia (de texto excepcionalmente não dialogado), Criton, Hípias menor, Alcibíades I, Laques, Cârmides, Ion.
b) São diálogos socráticos de sentido amplo, situando-se nos primeiros dias da Academia: Protágoras, Górgias, Eutidemo, Crátilo (grupo dos 4 sofistas), Menon, Menéxenes, Lisis, Banquete, Hipias Maior.
c) Diálogos do período médio, ou de transição, dos anos 380 a 365 a.C.): Republica , Teeteto, Fédon, Parmênides, que dão início aos diálogos mais notáveis de Platão.
d) Diálogos da velhice, de 365 a 348 a.C.: Sofista, Político, Filebo, Timeu, Crítias, Alcibíades, Teages, Clitófon, Minos, Leis, Epínomis. Acrescem-se como deste tempo as Cartas de Platão.
Metade da obra de Platão é ocupada por República (10 livros) e Leis (12 livros).
Muitos dos diálogos levam nomes tomados de filósofos do tempo ou anteriores, e que são postos ficticiamente a dialogar.
Com referência ao Timeu, por se ocupar da formação cosmogônica do mundo, influenciou amplamente a imaginação antiga.
Citam-se os textos de Platão pela edição grega de 1578, de Henry Estienne, com páginas subdivididas em 5 alturas, indicadas pelas letras a,b,c,d,e. Inicia a República na página 357a, seguindo até 621 d.

Fonte: Enciclopédia Simpozio
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ARTE ANTIGA: TEMPLO DÓRICO EM ATENAS.


SEGUNDO PERIODO DE FILOSOFIA ANTIGA: PLATÃO.

I BIOGRAFIA DE PLATÃO

Nasceu Platão (427-347) em Atenas, de família aristocrática. Tinha 28 anos ao morrer Sócrates em 399 a.C., do qual fora discípulo e admirador, desde cerca do ano 407, e ao qual retratou em seus diálogos, ao mesmo tempo que lhe deu a posição de personagem principal.
Inicialmente sonha realizar-se como poeta. Ouvindo a Sócrates moveu-se na direção da filosofia e dos conhecimentos em geral, sobretudo políticos, dedicando-se à reforma social, pois se encontrava na envolvido na difícil situação de Atenasapós as transformações decorrentes do desastre da Guerra do Peloponeso ganha por Esparta.
Não perdeu Platão a inclinação literária inicial, convertendo-se em um ensaísta de excelente estilo. Ainda hoje é um dos nomes mais citados em literatura e filosofia.

A elevada sabedoria a que chegou Platão, cingiram-no de lendas explicativas e que, em última instância, são a comprovação de sua grandeza.
"Segundo um rumor acreditado em Atenas e reproduzido por Speusipo, Clearco e Anaxíledes, desejando Áriston (suposto pai de Platão) consumar sua união com Perictione, que era muito formosa, não pode levá-la à efeito; renunciou então as suas tentativas e viu ao mesmo tempo Apolo nos braços de sua mulher, o qual determinou não toca-lá até depois do parto" (D. Laércio, III).
Dali veio que Platão, como muitos outros homens importantes da antiguidade, era considerado Filho de Deus. Ainda hoje se diz "O divino Platão".
Afirma-se que Platão nasceu em 7 de targélion (7 de maio), dia em que os habitantes de Delfos crêem que nasceu Apolo. Esta datação pode ser consequência do mito de que Platão fora um "filho de Deus". O mesmo se tem dito de notáveis fundadores de religião.

A Guerra do Peloponeso pesou negativamente sobre o jovem Platão, o qual não se entusiasmou com o governo progressista, mas arbitrário, dos Trinta Tiranos (anos 404-403 a.C.), dos quais Criton era seu parente, e muito menos com a demagogia do governo que lhes sucedeu, sobretudo por causa da morte infligida a Sócrates. De outra parte, isto levou o jovem Platão a pensar em um novo modelo de governo, o qual pretendeu copiar nas instituições militaristas de Esparta e no governo de Siracusa. Desiludido de Atenas, pôs-se a viajar e a conhecer outras cidades.
De 399 a 396 a.C. Platão teria estado em Mégara, nas proximidades de Atenas, estudando com Euclídes, chefe de uma "escola socrática menor", que se orientava pelo eleaticismo unicista de ser. É possível que tenha retornado a Atenas pela volta de 395 a.C., quando teria escrito algumas obras.
Quando de novo se retira, toma o rumo da Itália, estabelecendo-se na poderosa e rica Siracusa. Agora toma contatos com os pitagóricos, cujos arquétipos matemáticos o influirão definitivamente. Mas também se ocupa da ideologia política, armazenando-se de idéias novas, para um segundo retorno a Atenas. Esta sua viagem para a Itália, ou Sicília, teria ocorrido nos anos de 390 a 388 a.C. O retorno a Atenas ocorre não sem tumulto.
Dionísio, o tirano de Siracusa, indispusera-se com as idéias indiscretas e novas de Platão. Entregou-o a um piloto espartano (e portanto inimigo dos atenienses) para que o levasse como escravo, ou o vendesse, ou mesmo o lançasse ao mar.
Assim foi que Platão acabou por ser vendido em Egina, uma ilha já não longe de Atenas. O pitagórico Aniceris, de Cirene, resgatou a Platão. Este fato mostra bem as ligações entre o grande filósofo e a escola de Pitágoras, bem como as relações filantrópicas exercídas pelos pitagóricos entre si.

A Academia foi a grande criação de Platão, pela volta de 387 a.C., logo após sua libertação. Instalou-se no recinto do Ginásio de Academo (dali o nome da escola).
Estabelecimento de nível superior, com vários professores, a Academia subsistiu até 529 d.C., quando foi fechada, após 9 séculos de atividade, pelo imperador Justino, de modo geral para favorecer o cristianismo e Constantinopla.
O espírito reformista de Platão se refletiu na circunstância de admitir as mulheres na Academia. Estas poderiam ali vestir-se como o homem. Este fato sugere também que a educação em Atenas estava a copiar o modelo educacional e social de Esparta.
Voltou ainda duas vezes à Siracusa, com vistas às suas preocupações políticas e de reformas sociais.
Morrendo aos 80 anos, foi Platão um exemplo raro de grandeza humana, à qual se deve em grande parte a permanência quase milenar de sua escola, fechada apenas quando prevaleceu a injunção ideologica do Imperador cristão de Constantinopla.
Fonte: Enciclopédia Simpozio
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/novo/2216y098.htm#TopOfPage

sábado, 17 de julho de 2010

ARTE: PINTURA.

Dama servindo chocolate - Jean Etienne Liotard - 1702-1778.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SEGUNDO PERIODO DE FILOSOFIA: ESCOLAS SOCRÁTICAS MENORES.

ESCOLA CIRENAÍCA OU HEDONISTA
Tem como fundador Aristipo (c.335-355 a.C.), estabelecido em Atenas, mas proveniente de Cirene, rica colônia grega no Norte da África. Posteriormente fundou uma escola na citada Cirene. Teve como discípula, sua filha Aretea, que por sua vez foi mestra de Aristipo, o Jovem (também seu filho). Com precedentes heraclíteos e orientação hedonista, a escola cirenaica dará origem no futuro ao epicurismo (vd), de onde sua importância.

Calcula-se que Aristipo fosse jovem ao tempo de Sócrates, a quem ouvira em Atenas, e um pouco mais velho que Platão, falecendo também pouco antes deste.

Terá sido um sofista, quer pela sua mentalidade sensista, quer pelo seu procedimento de mestre com salário; temperamento capaz de adaptações, Aristipo foi o primeiro discípulo de Sócrates que passou a cobrar por suas lições.
No curso de suas viagens, esteve em Atenas e passou algum tempo em Siracusa, onde talvez houvesse conhecido o trabalho de Platão.
Dado que seus discípulos são bem mais recentes, supõe-se, que a escola de Cirene, da qual é fundador, a houvesse instalado nos seus últimos anos. Os historiadores a classificaram como socrática menor (ao lado da megárica e cínica) em vista de se haver ocupado da moral.
A base do pensamento de Aristipo é materialista e sensista, com raízes no jônico Heráclito e no sofista Protágoras. A virtude da ética de Aristipo é o habito de bem gozar o prazer. Os seus numerosos escritos terão servido aos filósofos seguintes, mas desapareceram, deixando raros fragmentos, todavia muitas referências.

Conservou a ironia socrática, sem perder a forma hedonista:
"Um dia lhe perguntou Dionísio:
- porque os filósofos vão bater à porta dos ricos e estes não batem à porta dos filósofos?
- É, disse, porque esses sabem do que têm necessidade, e os ricos não o sabem" (D. Laércio II).

A Escola de Elis, menos significativa, foi depois transferida para Eretria.


Pleitanos de Elis (ou Plistenes) (4-o sec. a.C.), foi chefe da Escola de Elis, situado cronologicamente entre Fedon e Menedemo, antes que a instituição fosse transferida para Eretria. Nada mais se sabe dele, senão o que é dito em comum sobre a mencionada escola socrática menor.
Fonte:

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.