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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A ARTE DE SALVADOR DALI.


A semelhança entre a figura de Narciso e a imagem da mão de pedra e do ovo leva-as a se fundir numa espécie de imagem dupla ."

Dali decidiu pintar o instante da transformação de Narciso em flor .Na parte esquerda do quadro , um jovem ajoelhado mira o próprio reflexo nas águas .
A medida que o expectador olha para essa imagem , decodificando a complicada pose dos joelhos e dos braços , vai ficando evidente que ela tem um formato exatamente igual à imagem da parte direita , que mostra uma mão de pedra que segura um ovo de onde nasce um narciso . Uma vez percebida essa forma , tendo a vista percorrido toda a superfície da tela , torna-se difícil retornar a Narciso sem rever involuntariamente , projetada sobre seu corpo , a imagem da pedra segurando o ovo . É o seu destino . A punição ocorre enquanto o espectador vê a pintura . É o expectador o responsável pela metamorfose de Narciso.

Fonte:
http://nanamada.blogspot.com/2007/06/arte-e-psicanlise-freud-e-salvador-dali.html

domingo, 18 de setembro de 2011

Filme Histórico





Sr.Carlos Murilo, primo de JK, faz a entrega da medalha ao professor da UnisulVirtual Charles Cesconetto


Uma foto registra a reação de um dos personagens políticos mais emblemáticos da históriado Brasil ao ler a manchete do jornal: “Cassado JK”, em letras maiúsculas. Diante da notícia, em 1964, Juscelino Kubitschek decidiu sair do país e se mudar para a França.

Esse período da vida do ex-presidente que construiu Brasília, antes registrada por poucas imagens e restrita a memória de amigos e conhecidos, é tema do documentário “JK no exílio”, produzido e dirigido pelo coordenador do curso de Tecnologia em Multimídia Digitalda UnisulVirtual, Charles Cesconetto.

O pré-lançamento do filme ocorreu na cidade de Diamantina (MG), onde nasceu JK, dia 12 de setembro, data em que completaria 109 anos. No evento, Cesconetto recebeu a medalha JK, que foi instituída em 2005 e se destina a premiar o mérito cívico de personalidades e entidades que tenham prestado serviço de excepcional relevância à coletividade do Município, do Estado e do País.

O diretor considerou a medalha um prêmio pelo filme e a dedicou a toda a equipe, além de dividi-la principalmente com Carlos Alberto Maciel, idealizador do documentário, e a Maria Alice Gomes Berengas, secretária de JK na ocasião do exílio e principal fonte de informações.

O filme de 51 minutos começou a ser rodado em 2008 e foi finalizado no fim de 2010. Mostra cenas na capital francesa, no Rio de Janeiro e em Brasília e traz depoimentos inéditos de pessoas próximas a JK, como o jornalista Carlos Heitor Cony e a filha Maria Estela Kubitschek.

Personalidades como a escritora Maria Maria Adelaide Amaral já deram depoimentos sobre a produção: “JK no Exílio é um documentário brilhante e sensível sobre uma fase sofrida e praticamente desconhecida na vida de Juscelino Kubitschek”, afirmou ela.

O lançamento oficial do filme ocorre no próximo domingo, 18, no Museu Nacional, em Brasília.

Sinopse: Em 1964, depois de ter seus direitos políticos cassados, Juscelino Kubitschek teve que seguir pelos caminhos do exílio. Este episódio, um dos mais dramáticos em sua vida, é aqui reconstituído a partir dos relatos de amigos, parentes e, principalmente, por meio do testemunho de sua secretária, Maria Alice, exilada até hoje. Cenas únicas de JK no exílio, recuperadas nos arquivos franceses, fotos e cartas nos proporcionam uma viagem no tempo. Este documentário é uma homenagem a JK e à sua fiel secretária no exílio.


Fonte: Site Unisul Virtual acessado em 17/09/2011.
www.unisulvirtual.com.br

sábado, 17 de setembro de 2011


Lógica da exclusão I - Deus mora na gramática.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

POESIA

JOEL E CARMITA

Charles Fonseca



Teus anos já são sessenta
De casados sob o amor
Baluartes contra a dor
Sois exemplo para quem entra

No doce convívio casal
No drama do que é humano
Ser mais que ter cada ano
Juntos até o final

Desta vida que de abrolhos
Que também é de ventura
Vossa herança é a pura
Vivência, abrem-nos olhos.

FOTOGRAFIA

MEUS PAIS COM OS NETOS
NO DIA EM QUE FIZERAM 60 ANOS DE CASADOS.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

AS VANTAGENS DE ESTUDAR LÓGICA.

Há duas vantagens principais conferidas pelo estudo da lógica. Primeiro, o indivíduo com conhecimento de lógica tem mais facilidade em organizar e apresentar suas ideias. Ele distingue entre o essencial e o não essencial, usando raciocínio claro e coerente para transmitir suas conclusões às outras pessoas. O uso da lógica na pesquisa facilita a fundamentação nas conclusões das investigações, nos dados obtidos, aumentando-se assim tanto a inteligibili­dade do relatório quanto a credibilidade das conclusões. Além disso, a lógica ajuda o indivíduo a aprimorar seu raciocínio, ao refletir sobre suas ideias.
Segundo, a lógica facilita a análise das ideias apresentadas por outros. O não iniciado frequentemente se perde em argumentos complexos e, mesmo em casos mais simples, confunde as premissas e as conclusões, rejeitando ou aceitando argumentos através de reações não bem refletidas. Não questiona­mos a naturalidade nem a importância de reações emocionais em diversas situações, inclusive como elementos importantes na argumentação. Às vezes, os sentimentos, emoções e percepções subjetivas de indivíduos devem ocupar um lugar central na argumentação. Muitas vezes, porém, a maneira pela qual se resolve questões reflete uma influência excessiva e negativa do envolvimento psicológico do indivíduo, o que pode levar a posições irrefletidas e distorcidas.
O principiante de lógica frequentemente contesta ideias não fundamentais num argumento e questiona casos apresentados para servirem apenas como exemplos ilustrativos que poderiam ser perfeitamente substituídos por outros, sem afetar basicamente a estrutura do argumento. Como no jogo de xadrez, o iniciante não tem uma visão clara da estrutura do jogo e do significado dos movimentos do outro, atacaiïdo peças protegidas e deixando de enxergar os pontos fracos – fazendo o que o grão-mestre enxadrista Bobby Fischer cha­mava de “empurrar os toquinhos” -, o neófito em argumentação deixa de compreender a estrutura subjacente às afirmações dos argumentos, tratando cada afirmação como uma
ideia isolada.
O pensador com experiência em argumentação, entretanto, reduz as ideias ao seu essencial, sabendo que, muitas vezes, um discurso de meia hora pode ser resumido em 5 ou 6 frases que “captam” aquilo que o falante argu­mentou. Quem tem essa capacidade terá muito mais facilidade em debater as ideias apresentadas e, se discordar de algumas delas, saberá refutá-las ao invés de atacar cegamente o argumento todo de uma vez.
Artigo do Livro Senso Crítico, do dia-adia às ciências humanas. David W Carraher. Ed Cengage Learnin, retirado do blog  

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Reflexão sobre o Sentir e o Existir.

Suely Monteiro

Curiosamente ao  refletir sobre o sentir e sua importância  fundamental para o existir humano, me vejo de volta ao passado, ao tempo em que o homem possuía somente rudimentos de inteligência.
Observo o quanto o sentir era fundamental para ele que deveria abrigar-se de todos os perigos naturais das regiões agrestes em que vivia.
Seu corpo era seu termômetro. Através dos sentidos -  instrumento maior do seu corpo-,  ele ouvia e identificava o  tamanho da tempestade que se aproximava.
Reconhecia a fera que deveria ser abatida apenas pelo reconhecimento de suas pegadas.
Por seus sentidos ele sabia os dias.  Sabia o momento certo para sua cria vir à luz, sabia o momento de plantar  e de colher.
Seus sentidos eram guias seguros para o enfrentamento das grandes distâncias. 
Toda a inteligência dos sentidos era utilizada por ele.
Com o decorrer do tempo, as formas físicas foram aperfeiçoadas, o corpo sutilizado e a inteligência desenvolvida somaram para superar os sentidos em importância.
O homem  passou a pensar os sentidos muito mais do que a utilizá-los. 
A inteligência criou instrumentos que foram suprindo suas necessidades e ultrapassando o desempenho dos sentidos para a sua proteção, sua segurança, sua sobrevivência. 
As máquinas, os computadores, os carros e tantas outras construções da modernidade abafaram os sentidos, que foram esquecidos, adormecidos,  adormecendo o corpo.
Um corpo adormecido é similar a um corpo sem vida, um  corpo morto. Por isto, é necessário acordar os sentidos, esses velhos companheiros  de jornada. Realinhá-los com a inteligência em papel de igualdade, para que eles possam ajudar na condução da vida com mais equilíbrio, mais sensações e mais vitalidade.  Nossos olhos, nossos sensores de tato, nossas percepções sensoriais do mundo são nossos mapas que refletem o outro o nos dão a dimensão de sua importância na nossa formação.
Sentir o outro é reencontrar-nos no mais íntimo de nós mesmos. Através do outro   identificamos o modelo de nós mesmos e através da nossa aceitação do outro construímos com base no modelo refletido.
Sentir o corpo, reconhecer o belo, admirar o novo não se faz somente com a razão, com a inteligência, mas, também, com a força anímica dos sentidos. 
A virtualidade  moderna  não pode dispensar os sentidos; precisa revivê-los, dar-lhes importante status próprios, redefinindo seus papéis para evitar que no futuro, homens cada vez mais fragmentados,  se psicotizem e se transformem em monstros perigosos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Filosofia da Ciência

A filosofia da ciência consiste no estudo da natureza da própria ciência, entendendo-se por natureza os métodos, conceitos, pressuposições e o seu lugar num esquema geral de disciplinas.
Esta vertente filosófica divide-se, sumariamente, em três domínios:
a) o estudo do método, da natureza, dos símbolos científicos e da sua estrutura lógica;
b) classificação e definição dos conceitos da ciência; e o
c) estudo dos limites das várias ciências com o objectivo de especificar as relações entre elas.
Nos últimos anos, surgiram outros problemas como o das relações sociais da ciência, ou seja, a sua relação com a sociedade do momento, em termos políticos, laborais, artísticos , religiosos ou morais.


Texto recebido via e-mail.
Se vc  for o autor, queria se identificar que farei a referência.
grata.
Suely

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Jean Jacques Rousseau.






ENSINAR A PENSAR.


Immanuel Kant

Espera-se que o professor desenvolva no seu aluno, em primeiro lugar, o homem de entendimento, depois, o homem de razão, e, finalmente, o homem de instrução. Este procedimento tem esta vantagem: mesmo que, como acontece habitualmente, o aluno nunca alcance a fase final, terá mesmo assim beneficiado da sua aprendizagem. Terá adquirido experiência e ter-se-á tornado mais inteligente, se não para a escola, pelo menos para a vida.
Se invertermos este método, o aluno imita uma espécie de razão, ainda antes de o seu entendimento se ter desenvolvido. Terá uma ciência emprestada que usa não como algo que, por assim dizer, cresceu nele, mas como algo que lhe foi dependurado. A aptidão intelectual é tão infrutífera como sempre foi. Mas ao mesmo tempo foi corrompida num grau muitíssimo maior pela ilusão de sabedoria. É por esta razão que não é infrequente deparar-se-nos homens de instrução (estritamente falando, pessoas que têm estudos) que mostram pouco entendimento. É por esta razão, também, que as academias enviam para o mundo mais pessoas com as suas cabeças cheias de inanidades do que qualquer outra instituição pública.
[...] Em suma, o entendimento não deve aprender pensamentos mas a pensar. Deve ser conduzido, se assim nos quisermos exprimir, mas não levado em ombros, de maneira a que no futuro seja capaz de caminhar por si, e sem tropeçar.
A natureza peculiar da própria filosofia exige um método de ensino assim. Mas visto que a filosofia é, estritamente falando, uma ocupação apenas para aqueles que já atingiram a maturidade, não é de espantar que se levantem dificuldades quando se tenta adaptá-la às capacidades menos exercitadas dos jovens. O jovem que completou a sua instrução escolar habituou-se a aprender. Agora pensa que vai aprender filosofia. Mas isso é impossível, pois agora deve aprender a filosofar. [...] Para que pudesse aprender filosofia teria de começar por já haver uma filosofia. Teria de ser possível apresentar um livro e dizer: “Veja-se, aqui há sabedoria, aqui há conhecimento em que podemos confiar. Se aprenderem a entendê-lo e a compreendê-lo, se fizerem dele as vossas fundações e se construírem com base nele daqui para a frente, serão filósofos”. Até me mostrarem tal livro de filosofia, um livro a que eu possa apelar, [...] permito-me fazer o seguinte comentário: estaríamos a trair a confiança que o público nos dispensa se, em vez de alargar a capacidade de entendimento dos jovens entregues ao nosso cuidado e em vez de os educar de modo a que no futuro consigam adquirir uma perspectiva própria mais amadurecida, se em vez disso os enganássemos com uma filosofia alegadamente já acabada e cogitada por outras pessoas em seu benefício. Tal pretensão criaria a ilusão de ciência. Essa ilusão só em certos lugares e entre certas pessoas é aceita como moeda legítima. Contudo, em todos os outros lugares é rejeitada como moeda falsa. O método de instrução próprio da filosofia é zetético, como o disseram alguns filósofos da antiguidade (de zhtein). Por outras palavras, o método da filosofia é o método da investigação. Só quando a razão já adquiriu mais prática, e apenas em algumas áreas, é que este método se torna dogmático, isto é, decisivo. Por exemplo, o autor sobre o qual baseamos a nossa instrução não deve ser considerado o paradigma do juízo. Ao invés, deve ser encarado como uma ocasião para cada um de nós formar um juízo sobre ele, e até mesmo, na verdade, contra ele. O que o aluno realmente procura é proficiência no método de refletir e fazer inferências por si. E só essa proficiência lhe pode ser útil. Quanto ao conhecimento positivo que ele poderá talvez vir a adquirir ao mesmo tempo — isso terá de ser considerado uma consequência acidental. Para que a colheita de tal conhecimento seja abundante, basta que o aluno semeie em si as fecundas raízes deste método.

Texto retirado de “Anúncio do Programa do Semestre de Inverno de 1765-1766” da coletânea de textos Theoretical Philosophy, 1755-1770 (edição de David Walford e Ralf Merbote, Cambridge University Press, 1992), pp. 2:306-7.
Fonte:
http://ateus.net/artigos/ceticismo/ensinar-a-pensar/


FOTOGRAFIA


Abro um parêntese nos estudos de Filosofia para prestar homenagem a um grande pai.
À mesa o homenageado com seus lindos cabelos brancos abre-se em sorriso para as câmeras, na certeza de que ao longo dos anos tem sido um pai para quem os filhos estão sempre em primeiro lugar.
Nossa família, feliz, celebra esse dia estendendo esta homenagem ao todos os pais de nossa terra.
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Comédia Antiga

Aristóteles, ao afirmar que a imitação é parte da natureza humana (Arist. Po. 1448a-b), pontuou que, enquanto a tragédia mostrava os homens melhores do que eram, a comédia imitava mostrando os homens piores do que são...
Não se sabe ainda qual a origem exata desse gênero cômico, mas foi sem dúvida em Atenas que as condições políticas, econômicas e sociais favoreceram seu pleno desenvolvimento. As representações cômicas em Atenas começaram oficialmente nas Dionísias Urbanas[1] de -486, porém cenas pintadas em vasos mostram que elas já existiam bem antes disso.

O mais antigo formato cômico de que temos notícia segura é o da "Comédia Antiga" e a mais antiga comédia que chegou até nós, da autoria de Aristófanes, data de -425. Conhecemos a Comédia Antiga, desse modo, somente através de seus momentos finais, o período que corresponde aproximadamente à Guerra do Peloponeso (-431/-404).

A Comédia Antiga se caracterizou pela sátira direta aos políticos do momento, aos cidadãos proeminentes e às insituições da cidade. Eram notáveis, ainda, os temas fantásticos e a caracterização extravagante do coro. Havia também uma parte característica da representação, a parábase, situada mais ou menos no meio da peça, quando o coro suspendia parcialmente a ilusão dramática e se dirigia diretamente ao público.
Para nós, mais de 2.400 anos depois, a Comédia Antiga é sinônimo de Aristófanes, o único poeta de quem temos comédias completas. Suas duas últimas comédias, representadas entre -400 e -388, mostram já o esgotamento do gênero: o coro desapareceu e há apenas vestígios da parábase. Essa fase, conhecida entre os eruditos por "Comédia Intermediária", prenuncia o novo estilo cômico da "Comédia Nova" helenística.
Notas
1.       As dionísias urbanas eram uma das mais importantes festas religiosas de Atenas. Era dedicada ao deus Dioniso e celebrada todos os anos no início da primavera — fins de março e início de abril —, no mês conhecido por elaphebolión (gr. ἐλαφηβολιών). Durava seis dias e consistia em procissão solene, sacrifícios, concurso de poesia ditirâmbica, concurso de tragédias e concurso de comédias. Além dos atenienses, comparecim à festa gregos de outras cidades e até estrangeiros aliados de Atenas
Fonte
http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0255

PLUTÃO


Plutão, em Roma, era o nome do deus grego Hades, deus do submundo. Irmão de Júpiter, Netuno, Ceres, Vesta e Juno, faz parte da primeira geração dos deuses olímpicos.

De acordo com a mitologia, quando os três filhos de Cibele e Saturno fizeram a partilha do universo, Netuno ficou com os mares, Júpiter tomou posse do Olímpo, e Plutão ficou conseqüentemente com os Infernos (também chamado Hades). O deus governou o reino da morte sozinho até se apaixonar pela bela deusa Proserpina.

Embora o relacionamento entre os dois parecesse ter começado mal, pois Plutão sequestrou a deusa separando-a de sua família deixando-a inconsolável, sua união era calma e amorosa, ao contrário do casamento de seus irmãos Jupíter e Juno.

Embora identificado com Hades, o deus grego do mundo dos mortos, representa o seu aspecto benfazejo, e presidia as riquezas agrícolas. Hades era tão temido que ninguém ousava pronunciar seu nome, e quando era para se referir a ele, usavam outras definições. Dentre muitas, a mais conhecida é Plutão.

Por bastante tempo, o apelido substituiu o verdadeiro nome de Hades, dando origem ao deus romano.
  Fonte:
 http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/mitologia_greco_romana_6.htm

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

FILOSOFIA DA CIÊNCIA. Introdução ao Jogo e a suas Regras (Recensão).


Telma Castro
Coordenadora na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com atribuições vinculadas a políticas sociais. Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Goiás, bacharelanda no curso de Direito do UniCeub, Brasília

Em Filosofia da Ciência. Introdução ao jogo e a suas regras, Rubem Alves faz um alerta para a necessidade de se desmistificar o cientista, considerado superior, por si, pela classe e pela grande maioria das pessoas comuns, dado ao seu trabalho em busca da verdade, do conhecimento e do desenvolvimento da ciência.

A obra é dividida em onze capítulos, os quais, gradativamente, vão conduzindo o leitor ao mundo da ciência, em um raciocínio bem estruturado, lógico e didático. Ao longo dos temas tratados, são inseridos exemplos, questionamentos e jogos, em uma contínua interação com o leitor. Também sobressaem as críticas, comparações entre pensadores e cientistas e as conclusões a que conduz o raciocínio desenvolvido.

Nos dois primeiros capítulos (O Senso Comum e a Ciência - I e II), a curiosidade do leitor sobre o tema é provocada de início, ao se deparar com perguntas e exemplos que o levam a compreender as diferenças básicas entre senso comum e ciência. Aqui, o senso comum não recebe uma definição específica, mas apenas uma inferência a partir da definição de ciência. Em sendo esta uma "especialização, um refinamento de potenciais comuns a todos", o senso comum seriam "as receitas para o dia-a-dia, bem como os ideais e esperanças que constituem a capa do livro de receitas", ou, na qualificação dos cientistas, "pessoas que não passaram por um treinamento científico". O autor sugere, ainda, e de forma enfática, o risco de que a especialização, aí entendida a ciência, se transforme em uma "perigosa fraqueza", de vez que ela, se mal aplicada, pode contribuir para uma atrofia do pensamento dos não-cientistas, além de limitar a visão do todo pelo aprofundamento do particular. Em outras palavras, deve-se estar ciente de que tanto a ciência quanto o senso comum requerem criatividade para o invento de soluções que buscam a adaptação do ser humano às revoluções da humanidade.

No terceiro capítulo (Em Busca da Ordem) está presente o ponto de convergência entre ciência e senso comum, representado pela busca da ordem, exigência do homem, cientista ou não, desde sempre. Em se tratando da ciência, o estabelecimento da ordem se dá por meio de métodos, cuja sistematização pretende isolar o cientista da influência de subjetividades que possam corromper o "conhecimento objetivo da realidade". O autor, neste capítulo, fortalece a idéia de que a ciência parte da necessidade de solução para um determinado problema, sendo a teoria ou hipótese de trabalho o produto final. A solução, no âmbito do método científico, usa um modelo mentalmente idealizado, hipotético e provisório, que, depois de construído, deve ser pesquisado e experimentado. Assim, entendendo-se a teoria como algo continuamente passível de teste, os fatos objeto do trabalho científico são restritos àqueles decisivos para a confirmação ou negação das teorias postas.

No quarto capítulo (Modelos e Receitas), que trata do estabelecimento da ordem, o autor faz um questionamento no mínimo intrigante, ao afirmar que "o homem foi capaz de manipular as estrelas, os planetas e os satélites". A manipulação, nesse sentido, ocorre no plano da imaginação, quando o cientista analisa uma questão a partir de um modelo. Nessa linha de raciocínio, o modelo representa um artefato construído de conceitos e que nos permite simular o que deve ocorrer sob certas condições. Utilizando várias situações ilustrativas, o autor conclui que as mudanças de modelo são necessárias para a compreensão do problema e, novamente, ressalta que o progresso da ciência depende da ocorrência de anomalias, as quais forçam o trabalho científico na busca de solução.

O capítulo quinto (Decifrando Mensagens Cifradas) propõe formas para se decodificar mensagens cifradas, existentes em coisas aparentemente insignificantes e cujo sentido são um desafio à razão, à inteligência e à persistência do homem. Segundo o autor, a decifração requer uso de chaves que, uma vez identificadas, permitem conhecer o que se pretende. Aqui, o conceito do termo teleológico é introduzido para explicar a importância da finalidade da descoberta do sentido das coisas, pelo uso da pergunta "para quê?". Entretanto, no mesmo diapasão, Rubem Alves nos leva a uma reflexão mais profunda, envolvendo o propósito da própria criação máxima de Deus - o universo. Uma das mais fortes ilustrações utilizadas por ele é a afirmação de Galileu (Il Saggiatore): "O livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos", considerada, à época, "subversiva, sacrílega, digna da Inquisição". Essa referência a Galileu foi o mote usado por Rubem Alves para explicar que, na decifração da natureza, a ciência usa hipóteses - ou perguntas - que requerem, para sua confirmação ou refutação, a observação e o experimento.

O capítulo seis (Pescadores e Anzóis) talvez seja o mais elucidativo para o principiante da leitura ou do trabalho científico. Resgatando a frase usada por Karl Popper como epígrafe de seu livro A lógica da investigação científica, "Teorias são redes; somente aqueles que as lançam pescarão alguma coisa", Rubem Alves, faz uma analogia, embora ressalvando a sua incompletude, entre o pescador e o cientista, as redes e as teorias, os peixes e os objetos de estudo, os anzóis e os métodos de pesquisa e investigação. Leva-nos, assim, a entender que o que não é significativo para o cientista não deve ser considerado no decorrer do seu trabalho, ou seja, há que se ter um foco bem definido, uma questão bem formulada, uma hipótese passível de teste, para que o resultado (a pesca) corresponda ao que o cientista (o pescador) buscou como solução para o problema (o peixe). Mais uma vez, o alerta: o pescador, com freqüência, se arvora em dizer que conhece o mistério da lagoa por haver pescado um peixinho; não se sabe, entretanto, se ele utilizou a rede certa ou se haveriam diferentes tipos de peixe cujo melhor instrumento de pesca seria o anzol.

No capítulo sete (A Aposta), Rubem Alves retrata parte da história da ciência, citando a mudança do paradigma da Era Medieval, em que imperava o representante da ordem eclesiástica, para o qual a explicação dos fatos estava no passado. Com os fundamentos apresentados pelos filósofos naturais estabelece-se a preocupação de aprender a partir da natureza. Esse aprendizado dá início aos métodos indutivo e dedutivo, de que a ciência se utiliza. Para Rubem Alves, a dedução é ineficiente para a ampliação do conhecimento, aplicando-se somente em questões de lógica, de raciocínio matemático; por outro lado, a indução, para progredir, requer informações sobre fatos, sendo o resultado da sua aplicação uma probabilidade. Neste ponto, Rubem Alves deixa de falar apenas de fatos e razão, para afirmar que o método probabilístico tem um elemento de crença, por força dos costumes, da repetição.

No capítulo oito (A Construção dos Fatos), deparamo-nos com uma análise bastante clara sobre o pensamento filosófico do positivismo, para o qual tudo se limita aos fatos. Em contraposição a esse movimento, Rubem Alves, concordando com Kant, sugere que ao se limitar a fatos os cientistas evitam os conflitos, de vez que as decisões podem ser tomadas por métodos precisos e objetivos. Porém, esse método não propicia o alcance da explicação pretendida. A simplicidade da correlação entre causa e efeito, de seu lado, também não oferece conhecimento, porquanto se trata de hábitos, automatismos e costumes, que levam o homem a aceitar as coisas como fatos. Entretanto, o que o cientista procura é a integração dos fatos em um esquema teórico-explicativo, o que, em si, requer uma interpretação, uma iluminação que lhes dê vida.

No capítulo nono (A Imaginação), o autor se reporta a vários pensadores, cientistas e filósofos, para ilustrar e definir a questão do método e a sua relação intrínseca com a ciência. O método poderia ser o caminho que conduz à realização dos enunciados universais - as teorias, a partir das amostras, dos dados e dos fatos, na forma proposta pela indução. Poderia também ser uma simples organização de dados, embora estes requeiram a imaginação do homem para lhes atribuir significado. Em outras palavras, os dados apenas fazem sentido quando são organizados na mente. Com um exemplo simples, o autor nos faz observar diferentes coisas a partir de uma mesma fonte, levando-nos à conclusão natural de que tudo nada mais é do que uma questão de perspectiva, da forma como vemos ou analisamos os dados. A perspectiva seria determinada pela imaginação e esta, por sua vez, seria o elo que une o homem ao objeto de estudo. Nessa análise, Rubem Alves se permite contestar os pensadores que renegam a emoção que envolve o cientista quando investiga alguma coisa. Ele não crê que a ciência seja neutra, a partir do entendimento de que o trabalho do cientista exige uma grande dose de amor e paixão, presente nos "vôos da imaginação criadora".

No décimo capítulo (As Credenciais da Ciência), Rubem Alves parte da sugestão de que a ciência é uma entre muitas outras atividades com que se ocupam as pessoas comuns, não existindo, assim, razão para orgulho. Entretanto, ao procurar a verdade, que pode e é testada, o cientista se distingue dos demais profissionais, pois nestes o discurso é função apenas do prazer. Nessa linha, o autor compartilha a sugestão de Karl Popper, segundo a qual apenas a falsicabilidade da ciência, ou seja, a capacidade de ser testada pela experiência, podendo daí ser demonstrada sua falsidade, poderia ser aceita como credencial. Isso porque o falso é conclusivo, enquanto o verdadeiro não o é. Neste ponto, Rubem Alves questiona a razão de os cientistas não divulgarem seus fracassos, já que elas não seriam de cunho metodológico. Mais uma vez em foco a questão da neutralidade da ciência.

O décimo-primeiro e último Capítulo (Verdade e Bondade) traz exemplos e citações de outros autores, que, a princípio, colocam em cheque a afirmação de Popper sobre a falsicabilidade da ciência. Para Kuhn, em especial, poder-se-ia simplesmente deixar correr a história e observar o comportamento dos cientistas, para se compreender os mecanismos que permitem a tomada de decisão. As teorias estariam ligadas à biografia do cientista e ao destino de sua comunidade. Com isso, Rubem Alves conclui que o conhecimento não é suficiente para legitimar a ciência e que esta poderia redirecionar seu foco para a bondade, em vez da verdade. Poderia, simplesmente, voltar-se para a busca do alívio da miséria humana.

Pela estrutura de raciocínio desenvolvida, pode-se dizer que os estudantes iniciados na matéria, professores, pesquisadores e curiosos são os que poderão extrair mais proveito dessa obra, ao se aperceberem da capacidade de Rubem Alves de lidar, com simplicidade didática, de questões comuns e ao mesmo tempo de grande cunho filosófico. O leitor, todavia, pode se julgar insatisfeito, por remanescerem dúvidas sobre o trabalho da ciência, ou, no extremo oposto, motivado a realizar novas leituras, com vistas à elucidação ou mesmo contraposição ao pensamento do autor.
Fonte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_81/Recensoes/TelmaCastro.htm

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ESTÉTICA: MANDALAS.

Jairo Salles

"...é absolutamente necessário resgatar a infinita capacidade de deslumbramento da consciência humana se quisermos reencantar o mundo."
(Basarab Nicolescu- físico romeno)

A proposta do presente ensaio contempla o desafio de dissertar sobre  a verdade imanente em uma obra de arte que tenha efetivamente nos impactado de alguma forma, permitindo que a mesma revele-se sem que enveredemos pelo caminho de julgá-la ou analisá-la.
Sou particularmente aberto às manifestações artísticas, que produzem em mim os efeitos mais diversos, sou frequentemente tocado pela música, pela dança, pintura e empaticamente vibro no que consigo acessar do intento e da expressão dos artistas, assim escolher uma obra na diversidade deste mundo que me evoca tanto encantamento não foi um caminho fácil. 
Enfim, optei por recorrer a obras que tivessem deixado uma impressão muito viva em minha mente-emoção-espírito recentemente, e minha escolha foram as belas mandalas produzidas por minha amiga querida, Dulce Magalhães, e assim não falarei sobre uma delas especificamente, mas sobre as “Mandalas” da artista e o que despertam em mim. O impacto destas obras em mim, refere-se tanto aos efeitos causados pela contemplação das mesmas, à partilha da artista de como iniciou este trabalho e também por já ter tido a oportunidade de acompanhar diante dos meu olhos o processo criativo destas mandalas em tempo real, a produção mágica, o desabrochar da obra, a “descida do infinito para o finito” espaço físico do papel que a conterá, além da observação do impacto que as mesmas causam nas pessoas. A artista eventualmente as nomeia, na intenção ou inspiração, preferi não recorrer aos nomes ou atributos das obras em exposição aqui, permitindo como proposto que se revelem por si mesmas. Poderia obviamente lançar mão  das mais diversas definições e histórias  a respeito de mandalas presentes nas mais diversas tradições sapienciais, no budismo, hinduísmo, na geometria sagrada, nas tradições mágicas, traçando considerações sobre seus significados, seus quadrantes e simbolismos, porém, dentro da proposta, seguirei o fluxo da inspiração e das palavras que surgirem na contemplação.
Mandala é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. 
Mandalas em obras como as apresentadas nas imagens deste trabalho, que vão tomando forma, pela inspiração, intuição e habilidade da artista que expressa em um plano mais objetivo possível, frações do que pode residir no infinito campo de sua interioridade,  permitindo através de sua obra uma viagem à mundos arquetípicos,  ao insólito, ao mistério dão continente à que o observador possa senti-las, absorvê-las, usufrua de sua mensagens e quem sabe compreenda-as além das palavras e dos nossos códigos de linguagem estabelecidos, percebendo a obra que propicia sensações e sentimentos que estabelecem trânsito por e despertam canais de comunicação não usuais.
Do centro da mandala o vazio fértil promovendo desdobramentos luminosos em todos os quadrantes revela o mistério, desafiando a filosofia a pensá-la e analisá-la e enquanto esta permanece restrita a função da consciência – pensamento e não dá conta das mensagens que a arte contém. a mandala manifesta ao olhar atento e aberto inúmeras possibilidades de contemplação dissolvendo as fronteiras de seus círculos concêntricos,  que por  fronteiras, são passagens apenas para ampliação de seu campo, e se por algum momento proporcionam  à razão a impressão de poder contê-la, no instante seguinte a obra que se supõe estática a surpreende com movimentos e emanações de cores na dança harmônica de sua trajetória circular que através de sua simbólica revela um espaço sagrado que atualiza o tempo interior e o tempo divino e torna-se espelho para o ser que observa e este vê o reflexo da dinâmica de sua própria existência exposto pela mandala e em seu abrigo interior mandala-ser tornam-se um na dança-interna-micro-cosmo-dança-do-universo-macro-cosmo.
Tudo torna-se verdade e caminho, no equilíbrio (“balance” ,no “balanço”, na “dança”) imanente na própria vida que as mandalas revelam, demonstrando que tudo tem seu ritmo e vibração, no âmbito desta grande circulação energética natural, dos ciclos revelados pelas tradições, no entrelaçamento, na reconciliação masculino-feminino, claro-escuro, noite-dia, luz-sombra, alertando para a necessidade do inspirar, do expirar, do movimento, na sintonia com a grande respiração já falada por Anaxímenes, para que não haja estagnação na jornada e a vida se dê em plenitude.  E as Mandalas manifestam a harmonia desta dança e convidam à ela, à dança que integra a sensação, a intuição, o  sentimento e o pensamento, pois este será o caminho para a inteireza do ser, e do viés por onde sua verdade é produzida vislumbra-se o Absoluto, o Aberto causando efeitos naquele que permite-se um olhar mais profundo à obra de arte, resgatando sua capacidade de deslumbramento e a sabedoria que reside em sua interioridade e uma vez envolvido por seu encantamento ouve a mandala que diz:
“A verdade fala por minha boca, estou aqui, e tu, que sabes diga quem sou.” (Lacan)   
...e nesta tentativa de dizê-la, de apreende-la o observador sem dar-se conta disto no primeiro instante pensará, falará e revelará a si mesmo, desdobrando-se como uma mandala, a partir de seu centro, em círculos que contém suas dores, suas cores e deleites e assim  a arte cumpre seu papel curador, despertando-o ou o aproximando de um caminho para o reencontro consigo mesmo, e ao aceitar este convite, abre-se o livro da vida e pode –se resgatar a energia criativa e curativa que poderá levá-lo a acessar ou otimizar suas potencialidades e talentos  que residem na verdade imanente de seu próprio ser.             
Talvez, concluo, que para aproximar-me ainda mais do que seria expressar o que a mandala me conta, o que desperta em mim quando a vejo surgir do processo criativo da artista, ou quando a contemplo, ou ainda quando observo quem a contempla, e o convite que me faz à vida, à meditação, à dança, à canção, à usufruir de tudo o que a arte pode conceder-me, preciso, para tanto, recorrer ao auxílio da própria arte, e o farei através de trechos de poemas de Menotti Del Picchia e de Santo Agostinho, que transcrevo a seguir e que a meu ver estão perfeitamente alinhados com o que sinto.
Goza a euforia do vôo do anjo perdido em ti. 
Não indague se nossas estradas, tempo e vento desabam no abismo. 
Que sabes tu do fim ? 
Se temes que teu mistério seja uma noite, enche-o de estrelas. 
No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as canções que tens na garganta. Canta, canta. 
Talvez as canções adormeçam a fera que espera devorar o pássaro. 
Desde que nasceste não és mais que o vôo no tempo rumo aos céu? 
Que importa a rota! 
Voa e canta enquanto existirem as asas"
(Menotti del Picchia)
 
 
“....Louvada seja a dança,
que tudo exige e fortalece,
saúde, mente serena
e uma alma encantada.
A dança significa transformar
o espaço, o tempo e a pessoa,
que sempre corre perigo
de se desfazer e ser ou somente cérebro,
ou só vontade ou só sentimento.
A dança porém exige
o ser humano inteiro
ancorado no seu centro,
e que não conhece
a obsessão da vontade de dominar
gente ou coisas, e que não sente
a demonia de estar perdido
no seu próprio ser.
A dança exige o homem livre e aberto
vibrando na harmonia de todas as forças.
Ò homem, ò mulher, aprenda a dançar
senão os anjos do céu
não saberão o que fazer contigo.”  
 (Santo Agostinho)
Trabalho realizado por Jairo Salles aluno do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, Disciplina Estética I, professor Marcos José Muller Granzoto.
Mandalas: Obras de Dulce Magalhães
Imagens: Menotti del Pichia e Santo Agostinho - Google.

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.