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sexta-feira, 29 de março de 2013

MÚSICA PARA ENTERNECER O CORAÇÃO


quinta-feira, 28 de março de 2013

ARTE EM FERRO DA ISRAELENSE CAL LANE









 
Fonte: Mira e Destino
Acesso: 28/03/2013

sábado, 23 de março de 2013

CONVERSÃO

Suely Monteiro


Conquistando a paz!
Refletindo sobre as questões religiosas me lembrei de que Jesus, às vésperas do Calvário, reunido com seus discípulos, dirigindo-se a Simão proferiu as seguintes palavras: “e tu quando te converteres confirma teus irmãos.” - Jesus. (Lucas, 22:32).

Não é segredo para ninguém e, muito menos para os que professam uma religião o quanto Simão era ativo companheiro do apostolado de Cristo.
É fácil encontrar passagens de Jesus pregando na singeleza do lar do pescador que, por sua vez, presenciou curas de leprosos, de cegos e loucos, efetuadas pelas divinas e abençoadas mãos do Senhor. Todavia, apesar dessa convivência direta e diária, Simão por três vezes, negou Jesus. Também não esteve ao lado do mestre na hora suprema.

Foram precisos, como sabemos pela história desse arrojado profeta, muitos anos de trabalho, de sacrifícios, de grandes lutas consigo mesmo para que ele pudesse, de fato, se converter ao Evangelho e dar testemunho do que aprendeu com o Cristo.

Lembro-me de uma situação intrigante que vivi quando estava hospitalizada para me livrar de um câncer.  Conversávamos na sala da radioterapia, duas senhoras e eu, além da enfermeira que nos atendia (uma pessoa encantadora). Ela nos confortava citando alguns versículos da Bíblia dizendo que esta era a palavra de Deus.  Uma das senhoras presentes, entusiasmou-se e, também, citou outros versículos que corroboravam o poder de cura de Deus e se disse, também estudante da Bíblia.

O clima era bem tranquilo e eu estava gostando de ouvir (sempre gostei de ouvir falar de Deus), quando a enfermeira falou: “Vamos pedir a Jeová...” ela não chegou a terminar sua fala. Foi rechaçada de maneira quase ríspida. Como estávamos numa sala pequena, outras pessoas que não estavam no grupo acabaram entrando na conversa, tomando partido de uma ou de outra.  O clima que era bom foi ficando desconcertante e quase hostil, apesar de todas estarem, a seu modo, defendendo o seu Deus que, não creio precise de defesa, mas espera que  demos seguimento às Suas ações no bem.

Fiquei observando calada. A exceção da enfermeira, éramos todas doentes do corpo, mas, eu pensava, será que somente o nosso corpo está doente? Será que o “fundamentalismo” (neste caso prefiro usar aspas) religioso também  é uma doença  e precisa ser tratada?

Segui para fazer a sessão de rádio e no silêncio da sala, olhando para o rosto suave e terno da enfermeira voltei, por um instante,  ao passado, às aulas de Filosofia da Religião...

Relembrei a minha surpresa quando, comparando a pedido do professor, dez bíblias, observei que as diferenças de tradução de uma para outra mudavam substancialmente o sentido dos textos que ele sinalizara para nossa análise.

Muitas outras dúvidas em relação às diferenças nos textos biblicos encontradas naquela época de estudante , emergiram de minha mente em forma de interrogações.  Compartilho com voces algumas delas:

Será que as pessoas em geral sabem que existem essas diferenças e outras, possivelmente, de outros tipos, e nas outras bíblias que não analisamos?

Será que elas se debruçam, também, para fazer comparações histórico-contextual, comparações de traduções ou ficam somente presas à sua Bíblia particular e às interpretações, na maioria das vezes ponderadas, mas nem sempre concordantes, em vários aspectos, com o original?

Quantos confiam somente na interpretação fornecida pelos estudiosos,  uma vez que a Bíblia, por sua densidade, metáforas e  simbolismos não é um livro muito fácil de ler e entender?

Quantos pregadores tem boa vontade, mas não conhecem o dinamismo das línguas e suas variantes dentro de um mesmo idioma ? O português de hoje é muito diferente do portugues do início do século passado e, para  lermos um documento da época do descobrimento do Brasil  por exemplo, é necessário um profundo conhecimento do portugues arcaico. Imaginemos as mudanças que o grego, o aramaico e  o hebraico sofreram ao longo de dois mil anos e teremos aí uma das grandes dificuldades dos  devotados ao estudo das escrituras, sem falar na interferência, consciente ou não,  do tradutor que é inevitável!

A verdade é que desde aquela ocasião eu  vivo me perguntando se não estamos transformando Deus em um deus tribal? Se ao insistirmos em disputar entre nós o poder do nosso Deus não estaremos voltando à época da mitologia, dos muitos deuses, num retrocesso que só servirá para aumentar o número de incrédulos, de ateus, ou seja, uma ação contrária à pretendida?  

Talvez - penso - seja mais sensato ampliarmos nossa atitude de solidariedade a todos. Quem sabe acolher com carinho as diferenças, incluindo-as quando não agredirem a nossa fé, os nossos princípios e afastando-nos delas quando não nos convierem como ensinou Paulo, mas sem estardalhaço, sem ironia, sem ferir, sem atitude de superioridade em relação ao outro?

Quem sabe se imitando os gestos e atitudes dAquele que tudo pode e, ainda assim permite as diferenças, não aprenderemos a ser mais humildes de coração e mais próximos dEle que nunca perguntou quem era quem na hora de servir e, também, nunca exigiu ser servido e, muito menos tentou se impôr? Ou será que acreditamos que na época em que Jesus viveu não existiam conflitos de idéias e de interesses? Existiam, sim e muitos. No entanto, ele nunca entrou em disputa para provar que Ele melhor do que os outros, implantaria o Reino de Deus na Terra, segundo uns e no coração dos homens, segundo outros, nos  quais eu me incluo. 

Jesus  veio , fez o que tinha que fazer sem exigir reconhecimento, cooperação ou seguidores.

Deixou-nos livres para decidir e,  presenteou-nos, com o melhor código de condutas   que, ainda hoje, não incorporamos: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos".

Quem ama não julga, educa, com paciencia e indulgência que é um sentimento doce e tranquilizante para quem o recebe e enobrecedor para quem oferece.
É assim que Ele age conosco, dois mil anos após o seu martírio!

Atos falam mais do que mil palavras e foi com eles que Simão Pedro, Paulo e outros apóstolos, após se converterem, confirmaram, seguindo as instruções de Jesus, um grande rebanho.

E, nós, seguiremos  fazendo apologias vazias de exemplos, criando separações entre os irmãos por parte de Pai ? Ou aprenderemos a praticar em nós, a poda moral que significa cortar o orgulho, o egoismo e a vaidade, para sermos instrumentos, amorosos, unificadores e, verdadeiramente, servirmos como convém a um cristão que se diz convertido?


Baseado no texto “Conversão”, do Livro Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel, psicografado por Francisco Candido Xavier.



sexta-feira, 22 de março de 2013

REFLETINDO COM DORA


                                                              Dora Helena Carquejeira

Aprendemos a conviver, aprendemos a enxergar quem nos ama de verdade.Crescemos!!!!
As pessoas se revelam,e em certas situações se tornam tão pequenas...uma hora a vida vai ensinar e aí quem sabe, elas percebam amanhã que perderam um bom afeto por conta de certas atitudes nem sempre condizentes com a decência humana.
Não devemos julgá-las,mas nos resguardar de falsos afetos é necessário.Esta é com certeza, uma importante e dura missão para todos nós.
Talvez falte em algumas pessoas a visão de que não estão enganando ninguém e sim, a si próprias. O amanhã sempre chega e é revelador.Nossas ações mais tarde mostram o lado bom e o outro lado.E quem garante que o mundo se curvará diante de seus gestos premetitados de suas falhas do passado?
É melhor refletir, sempre é tempo de reparação.
Bom dia para todos aqueles que não manipulam afetos.
Bom dia queridos amigos!!!!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Viva os Downs e seus cuidadores!

Aproveito a data comemorativa dos portadores da Síndrome de Down e convido a todos para refletir sobre a importância de manter um estado geral de saude, que impõe muito mais do que frequentar academias e spas.
Alimentação saudável, um tem...po para conviver com os familiares, trocar experiencias com amigos, rir, viajar, estudar, orar, diversificar, enfim,o mais que pudermos o nosso dia.
O colorido que já aprendemos dispor nos pratos que levamos à mesa, deve ser expandido para todas as atividades de nossas vidas.
Que cultivemos o hábito da gratidão, da benevolência, do não julgamento, do respeito à liberdade do outro e isto se faz começando com pequenas reflexões envolvendo a nossa relação com o outro.
Que tenhamos todos muito sucesso na nossa jornada terrena!
 

Filosofia do Estômago que Ninguém é de Ferro

Olá Pessoal!

Hoje resolvi compartilhar com vocês minha experiência com alimentação sem lactose e sem glúten.
Depois de muitos anos sofrendo de problemas digestivos (não muito graves, mas incomodativos),
descobri, quase por acaso,  que meu organismo rejeitava a lactose. Iniciei, então, um percurso culinário em busca de receitinhas saborosas e sem lactose. Nada muito dificil de encontrar. Mas, um novo "acaso" me envolveu numa conversa de supermercado com uma pessoa que não usava glúten e que  se sentia muito bem. Resolvi experimentar. Comprei dois pães de cenoura e levei para casa. Meu marido me disse que tinha sido muito bom para ele. Então resolvi oferecer a ele, e por extensão, a toda família, alimentos sem lactose e sem glúten. Pasmem, foi um sucesso!
Após as refeições nos sentimos dispostos, sem a sensação de plenitude, sem gases e, o que é melhor, nos alimentamos de comidinhas bem gostosinhas, coisa que eu não acreditava que existisse fora do padrão da mesa tradicional.
Divido com vocês a receita de um delicioso bolo de milho  verde que acabei de fazer para o café  da tarde. A receita foi retirada do Blog da Chef Carla Serrano cujo link estará no final do artigo. Sugiro que visitem, pois é muito bom.

Bolo de Milho Verde
Ingredientes:

3 ovos (180g)

1 xícara (chá) de leite (200ml)

1 xícara (chá) de leite de coco (200ml)

1 lata de milho verde (200g)

1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar refinado (240g)

1 xícara (chá) de fubá (130g)

1/2 xícara (chá) de amido de milho (50g)

1 colher (sopa) rasada de fermento químico em pó (10g)

açúcar de confeiteiro e canela para polvilhar

Preparo:

No liquidificador, bata todos os ingredientes. Despeje na fôrma untada com manteiga ou óleo e polvilhada com fubá (18,5x27,5x4,5cm) e asse no forno preaquecido 180oC até que ao espetar um palito, este saia seco, por cerca de 30 minutos. Depois de frio, polvilhe com açúcar de confeiteiro misturado com canela, corte em quadrados e sirva.

Para uma preparação sem lactose, utilize leite de soja ou de arroz.
 
Fonte:

quarta-feira, 20 de março de 2013

A Lenda do Nascimento da Princesa



 Suely Monteiro

Para voce, minha filha, com todo o meu amor.
A rainha, feliz.

         Era uma vez num reino não muito distante, uma rainha, sentindo-se envelhecida e sem ter descendencia, solicitou uma audiência com o Senhor dos Mundos e lhe pediu, gentilmente, que lhe desse uma prole imensa.



       O Senhor, condoido pela humildade da jovem senhora, aquiesceu ao seu pedido e lhe disse que ficasse à vontade para escolher seus filhos.
Assim dizendo, mostrou-lhe uma imensidão de crianças de  sexo, cores,  estatura e espessura (isto também conta!) diferentes. Cada uma mais linda do que a outra.


Sensibilizada a rainha corria os olhos de uma para outra  criança, mostrando-se muito insegura para escolher, pois como disse, eram todas lindas.
Ela estava perdida na indecisão quando um anjo se aproximou e se ofereceu para  ajudá-la.
Ela aceitou, contente, e ele foi lhe falando sobre as qualidades de cada criança. Os tipos de inteligência que possuiam, as habilidades manuais, intelectuais, os pendores para as artes e tantas outras coisas que ela lhe perguntou se não possuiam defeito.
Não - respondeu - imediatamente.
Daqui saem todas perfeitas. Os defeitos, infelizmente, muitas adquirem após o nascimento.
A rainha estava encantada e decidida que escolheria sua prole de maneira bem diversificada: meninas, meninos, brancos, negros, altos, baixos, gordos e magros.
Nada de monocromático no seu reino!
Nada de uniformidade no meu reino. Gosto da diversidade. Ela disse sorrindo.

O anjo, certamente acostumado a tantos outros aconselhamentos sobre filhos, acompanhava-a, sereno, esperando, pacientemente sua decisão.

Passadas longas horas ela decidiu por dez belas crianças. Sorriu e brincou com o anjo : Pode empacotar antes que eu fique novamente confusa.
Deu uma última olhada nas crianças e seguiu o anjo para acompanhar sua encomenda.
Eles conversavam alegres enquanto eram preparados os documentos de adoção (na verdade as crianças são do Senhor do Mundo) temporária, quando a rainha viu uma pequenina, com um livrinho na mão , sentadinha debaixo de uma árvore.
Ela estava tão entretida que nem havia acorrido ao chamado para participar da seleção. O coração da rainha disparou tão forte emoção que sentiu ao olhar aquela criança.
Olhou com cara súplice para o anjo e perguntou: posso levar aquela, também?
Ele balancou a cabeça negativamente.
Ela insistiu: Por favor, só mais uma. Eu prometo que não peço mais nada durante toda minha vida.
O anjo, no entanto, irredutível, respondeu: Impossível. As ordens do Senhor são rigorosamente cumpridas por nós e Ele autorizou  somente dez.
A rainha ficou triste, muito triste, mas não podia deixar de entender que o anjo estava cumprindo a sua função e que ela havia aceitado o acordo.
Os dois, carregando as crianças, estavam chegando à porta de saída do reino quando a rainha de um salto perguntou: Posso trocar ? Era duro o jogo a que se propunha. Afinal, as crianças eram belas, haviam participado da seleção e foram aprovadas por ela, como, substituir alguma na última hora? 
Mas, por outro lado, ela não ficaria feliz sem aquela criança que mais profundamente do que todas as outras havia tocado seu coração.
 Aliás, havia tomado conta de todo o  seu ser!
O anjo, então, acho que querendo testá-la perguntou de chofre: Todas por uma?
Ela não vacilou: Sim, e agora!
Foi assim, que nove meses depois o sedex deixava no palácio da rainha, uma linda princesa de pele alva, olhos profundos, gestos calmos e coração generoso.
Foi recebida com muita alegria.
Vinte e seis anos se passaram sem que ela deixasse de ser o maior amor da rainha que hoje está idosa e plena de orgulho de ter feito uma boa escolha.
Uma única dor de vez em quando, entristece o coração da rainha: a princesa bate suas asinhas com muita frequência, para outros reinos.
É inteligente,  curiosa, gosta de conhecer lugares, pessoas e culturas diferentes!
Que fazer?!

Aceitar e viver a espera das novidades em cada uma de suas voltas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A ARTE RUPESTRE DE RONDÔNIA


A ARTE RUPESTRE DE RONDONIA

 
Suely Monteiro
Eu, com minha obra de arte contemporânea.


No dizer de Gombrich, “imagens e letras são parentes consanguíneos” e a arte pré-histórica, principalmente, a rupestre, corrobora o dizer desse grande mestre. Os desenhos encontrados na caverna de Lascaux, França, menos do que obras de arte, no sentido que entendemos hoje, são formas de comunicação entre eles e os deuses, e registros muito bons de como era a vida nos primórdios da humanidade.
 
No Brasil a arte rupestre pode ser encontrada no Rio Grande do Norte, Rondônia e Piauí e aqui, também, o objetivo é o mesmo, ou seja, magias, cultos à iniciação sexual e à fertilidade, magia, registros de sua história, sua vida, medos e feitos.
 
Caracterizam-se por traçados efetuados nas paredes rochosas com tintas vegetais, ocre, mistura de gordura, sangue de animais, salivas, buscando a maior semelhança possível os animais a serem caçados ou pessoas. Também se utilizavam de ossos e pedras para a fabricação de pequenos objetos ou estatuetas.
 
Dos muitos exemplares de peças encontrados em várias cidades dos três estados citados, escolhemos  um dos que se encontram no Museu Regional de Arqueologia de Rondônia, por concluir que possue as características mais facilmente identificáveis com a época e semelhanças com os encontrados na Caverna de Lascaux.

 


Arte Rupestre - Museu Regional de Arqueologia - Rondônia – Brasil.


 

sábado, 16 de março de 2013

Relembrando Cecília Meireles

 
 
Fonte: Página de minha amiga Lisete Biehl, no Face.

A Mudança está em suas mãos


Chico Xavier
"Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento.

Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades... nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência.

Não reclame, nem se faça de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.

A mudança está em tuas mãos.

Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

Fonte:
Facebook, página de minha amiga Mercedes Avelleyra, belo texto de nosso querido Chico Xavier.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A FILOSOFIA DE PUTNAM NA UFSC


SIMPOSIO INTERNACIONAL PRINCIPIA

Hilary Whitehall Putnam
De 12 a 15 de agosto de 2013 acontecerá em Florianópolis o VIII Simpósio Internacional Principia apresentando o filósofo estadunidense Hilary Whitehall Putnam, estudioso das filosofias da linguagem, da mente e da ciência.
 
Realização múltipla da mente, conceito de funcionalismo e teoria causal da referência são alguns enfoques da filosofia de Putnam.
Muitos de seus experimentos extrapolaram o mundo acadêmico e filosófico, através de sites da internet pelo seu aspecto, no mínimo, intrigante. Um deles, o Cérebro na Cuba, já foi objeto de um artigo neste blog.


Cerebro na cuba
Hoje, transcreverei da Wikipédia, o “A formiga que desenha Churchill”, pois estou numa correria para realizar mil coisas que ainda nem foram iniciadas e  não queria deixar de motivá-los para participar deste simpósio. Ai vai o texto:

A formiga que desenha Churchill

No experimento mental sobre a formiga que desenha Churchill, Putnam nos conta o cenário de uma formiga que está caminhando em um trecho de areia. Conforme ela caminha, ela traça uma linha na areia. Por acaso a linha que ela traça deixa um rastro de curvas e recrosses que acaba parecendo uma caricatura da efígie Winston Churchill.
Putnam questiona retoricamente se a formiga realmente traçou na areia uma foto do rosto de Winston Churchill. Podemos afirmar veridicamente que a formiga criou uma imagem que retrata Churchill? Embora nós possamos reconhecer a figura do estadista britânico, segundo Putnam, a maioria das pessoas, com uma pequena reflexão, diriam que não podemos afirmar que a formiga procurava representar tal personalidade.
 
A formiga criou uma imagem que retrata Churchill?
A formiga, afinal, nunca viu Churchill, ou nem mesmo viu uma imagem de Churchill, e podemos acrescentar a isto que ela não tinha a intenção de retratar Churchill. Ela simplesmente traçou uma linha que podemos "ver como" uma imagem de Churchill. Embora os rastros deixados pelo inseto assemelham-se a ele, não podemos afirmar que a formiga procurava representar tal personalidade.
Podemos expressar isso dizendo que a linha não é "em si" uma representação de alguma coisa ao invés de qualquer outra coisa.
A semelhança com as feições do rosto de Winston Churchill não é suficiente para fazer algo representar ou se referir a Churchill. Nem é necessário formato grafico impresso "Winston Churchill", ou a palavra falada "Winston Churchill", e muitas outras coisas são usados ​​para representar Churchill, apesar de não ter o tipo de semelhança com Churchill que um imagem da formiga tem.
  • Se semelhança não é necessária ou suficiente para fazer algo representar algo mais, como alguma coisa pode ser necessária ou suficiente para essa finalidade?
  • Como representar uma coisa (ou elas representam, etc) com uma coisa diferente?
A resposta parece ser fácil. Suponha que a formiga tinha visto Winston Churchill, e suponha que teve a inteligência e habilidade para desenhar uma imagem dele. Suponha que a caricatura foi produzida intencionalmente. Então as linhas na areia representariam Churchill.
Caso se interessem, a  organização do simpósio está sob a responsabilidade do Núcleo de Epistemologia e Lógica, juntamente com os editores de Principia, e com o apoio do Programa de Pós-graduação em Filosofia e do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina.
Para maiores informações sobre submissão de trabalhos e investimentos, acessem nel@cfh.ufsc.br.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hilary_Putnam

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os Médicos só Sabem o Que tem nos Livros...

Suely Monteiro

A autora com seus pais.
Minha mãe ao ser surpreendida por mim, levando mingauzinho na bolsa para a irmã que estava hospitalizada se justificou:

“Minha filha aprendi com seu avô que os médicos só sabem o quem tem nos livros, e nos livros não tem amor, explicou-me ela, pacientemente.”

Veja bem - continuou- quando sua irmã era criança, lá na roça, ela ficou muito doente. Um dia o médico foi lá. Antes de ir embora me chamou num canto e me disse baixinho: “olha aqui, dona, sua filha quase não tem água no corpo, a senhora vai fazer um chá preto e dar a ela de cinco em cinco minutos, senão ela vai morrer, porque está muito fraca. Ela tem que beber bastante água ou chá preto. Mas tem que ser de pouquinho em pouquinho, entendeu? ”.

- Sim, respondi. Na mesma hora eu fui pra cozinha, fiz o chá e levei pra ela. Mas cadê que ela bebia? Cuspia tudo e chorava fraquinha, pois não tinha mais força nem para abrir a boca. Comecei a ficar mais angustiada.


Eu rezava e pedia a Nossa Senhora - que é a mãe dos pobres - que cuidasse de minha filha e não levasse ela embora, porque eu tinha muitas filhas, gostava demais de todas, mas gostava mais daquela porque estava doentinha. Que ela me perdoasse a preferência, mas quando ela curasse a minha filha eu voltaria a gostar de todas do mesmo jeito.

Eu acabei de rezar, peguei sua irmã no colo e ficamos bem abraçadinhas. Eu queria cantar uma musiquinha pra ela, mas não conseguia, só tinha vontade de chorar, chorar, chorar e chorar...

Seu pai, meio desesperado tinha saído pra refrescar a cabeça. Vocês eram muito pequenas. Naquela hora, era eu, o menino Jesus e Nossa Senhora. Só que eu estava tão desesperada que nem lembrava que eles estavam comigo.

Nessa hora, minha filha, seu avó chegou lá em casa e me viu naquele desespero. Não pensou duas vezes. Foi pra cozinha, pegou um pouco de fubá, molhou, fez uma bola, enrolou num pano e botou esta bola de fubá enrolado no pano, na água fervendo com um pouquinho de sal e açúcar e deixou no fogo por meia hora. Depois tirou a bola da panela, esfriou aquela aguinha de fubá, levou até o quarto onde eu estava chorando agarrada à sua irmã e me disse:

- “ Sua filha não vai morrer. Os médicos só sabem o que tem nos livros e nos livros não tem amor. Não sabem nada de vida. Chá preto é pra velho. Criança gosta de coisa boa, docinha. Dê esta água de fubá a ela de cinco em cinco minutos. Fique forte e cante uma canção de ninar pra ela dormir e não gastar as forças. Procure os brinquedos que ela gosta e coloque perto do bercinho. Mostre a ela o passarinho na janela. Amanhã ela vai estar melhor. Eu vou agora, mas amanhã sua mãe vem pra ficar com você, ajudando a cuidar das crianças. Sossegue o coração e confie em Deus.”

Olhe minha filha, você pode nem acreditar em mim, mas aconteceu exatamente como meu pai falou. Sua irmã, aos poucos, foi ficando fortezinha, e, com uma semana já estava brincando com vocês, bem alegre. Foi aí que entendi que os livros não ensinam todas as coisas. Agora, você  quer saber mais ?!!  Eu vou levar, sim, o mingau para a sua tia. Se você quiser, pegue o carro e vá ao hospital me denunciar, mas a culpa não será minha se ela morrer – ameaçou-me a poderosa e maravilhosa mãezinha, analfabeta de pai e mãe, não no sentido figurado, mas na dura realidade.

Não. Eu não a denunciei se querem saber. Embora na qualidade de profissional da saúde eu reconheça a necessidade de se estabelecer certos parâmetros na conduta hospitalar, não tive coragem de tomar-lhe a garrafinha com o milagroso mingau e muito menos falar com ela sobre a medicina e suas competências.

No entanto, confesso que fiquei muito feliz quando o telefone, dias depois, tocou avisando que minha tia estava, novamente, em casa.

É, mãezinha, o amor de fato precede o saber e, juntos, fazem milagres!

Tilly

quarta-feira, 13 de março de 2013

Roma mais uma vez surpreendeu o mundo ao anunciar o novo Papa.



Suely Monteiro


A pouco mais de uma hora os sinos da Santa Sé badalaram e a fumaça branca foi liberada seguindo o ritual de anúncio da eleição do novo Papa que deverá guiar os milhões de fiéis da religião católica. O anúncio da escolha de um argentino para o alto escalão da Igreja, tanto quanto a renúncia do seu antecessor,  supreendeu o mundo.

Eu não professo o catolicismo, mas reconheço a importância do momento para a Igreja Católica que vem enfrentando muitas crises no seu seio. Crises que vão desde os escândalos envolvendo padres em episódios de pedofilia, roubo de documento  até às práticas de crimes contra o patrimônio.  Todavia, é bom lembrar, nesse momento que é o movimento católico que está em crise, não o Cristianismo. Os ensinos do Cristo seguem solicitando-nos que evitemos os julgamentos, que amemos a Deus em primeiro lugar e, em seguida, uns aos outros; que o perdão deve ser oferecido sempre que necessário.  

Para todas as religiões cristãs Jesus é o modelo e guia. São  os Seus exemplos que devem ser  seguidos e, por isso mesmo, a reflexão que se impõe é de que se reconhecemos  Deus como Pai e Criador, temos, também, toda a humanidade como irmã, senão de fé, pelo menos  “pela parte  de Pai”. E quem quer ver a infelicidade do irmão?

Assim, regozijemo-nos com os católicos. Peçamos juntos, com eles, que Deus proteja o novo Papa e o ajude a reinaugurar, como Francisco de Assis o fez, um novo período na Igreja, tornando-a mais próxima da prática dos ensinamentos da Igreja Primitiva.
Imagem:
http://br.msn.com/?ocid=iehp

ARTE QUE PRECEDE O RENASCIMENTO



Suely Monteiro

A autora com as flores recebidas de seu amor
O período Medieval compreende mais ou menos mil anos e sua arte sofreu, nesse período algumas mudanças, tanto nos aspectos técnicos quanto nos sociais. Dois estilos marcam esse período: o Romântico e o Gótico. De modo geral, apresentam características fundamentalmente religiosas do catolicismo que exercia forte poder. Os padres eram os grandes encomendadores de obras, principalmente, santos e objetos sagrados para as Igrejas e Catedrais, com construções românicas, pesadas, pequenas janelas.  O espaço e o tempo eram considerados divinos e, portanto, não são representados nas obras iniciais do período, assim como os personagens não transmitiamm emoções, por que os santos não as podiam exprimir.

Miniaturas e vitrais têm objetivos didáticos, ou seja, transmitir ensinamentos aos fieis e promover o afastamento das obras pagãs, o que certamente a Igreja não conseguiu totalmente, uma vez que os bárbaros, aos poucos, impõem uma arte decorativa, mais leve, fácil de carregar e utilizar como adorno.

(afresco) Noli me tangere – Giotto di Bondone – Capela Arena - Pádua
Outros empregadores, naquele período, eram os senhores feudais, os barões e  os ricos que solicitavam obras para decoração de seus castelos. Um exemplo disto é a Cappella della Scrovegni ou da Arena, na Itália, cujos afrescos foram encomendados a Giotto (Giottto di Bondonne - 1266-1337), e figura entre as grandes obras primas da arte.
O ciclo de afrescos de Giotto celebra o papel salvador da Virgem Maria della Carità. A obra de Giotto marca a introdução do espaço tridimensional, o aparecimento do peso, das curvas que tornam as figuras mais leves e sugerem a anatomia dos corpos sob suas pregas.  Os personagens dos santos ganham  semelhança com as figuras humanas comuns,  abandonando a rigidez bizantina dos primeiros tempos (veja isto no afresco da Cappella della Scrovegni, reproduzido no corpo do artigo). Giotto, com suas inovações, abre os caminhos para a chegada da arte renascentista.
 
Imagen:
Multiplos Estilos
http://multiplosestilos.blogspot.com.br/2009/12/giotto-pintor-pioneiro.html
Acesso: 13/03/2013

terça-feira, 12 de março de 2013

PONTES: Uma paixão em qualquer lugar do mundo.


Eventualmente, publicarei algumas de nossas fotos em viagens, procurando destacar os pontos que mais tocaram meu coração.  Hoje é a vez das pontes.

Sou apaixonada por pontes.

Elas favorecem encontros, unem, embelezam e, mais do que isto, transportam amores,   saudades, utilidades e muitas outras coisas, embutidas nas almas daqueles que  trafegam pelos seus longos ou curtos corredores.


Nós, em Bruges ...

ou será na Alemanha, com amor?
 

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.