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quinta-feira, 14 de junho de 2012

A ARTE DE JEAN- HONORÉ FRAGONARD


Nasceu em Grasse, Alpes-Maritimesna frança, filho de um luveiro. Boucher reconheceu os dotes do jovem, mas decidiu não gastar seu tempo no desenvolvimento da formação dele, enviando-o à ateliê de Jean-Baptiste-Siméon Chardin. Fragonard estudou durante seis meses sob a tutela do grande iluminista e, em seguida, retornou mais preparado para Boucher, cujo estilo ele logo adquiriu tão completo que o comandante confiou-lhe a execução de réplicas de suas pinturas.
Depois, transferiu-se para Roma (1756), onde se empolgou com a obra de i Battista Tiepolo. Protegido do abade e amante das artes Richard de Saint-Non, viajaram pela Itália pesquisando as obras dos grandes mestres até que ambos fixaram residência em Paris (1761). Sua consagração veio com a apresentação no Salão de Paris (1765) com o enorme quadro de tema trágico, O sumo sacerdote Coreso sacrificando-se para salvar Calirroé, que foi adquirido pelo rei Luís XV.
Entrou para a a Academia Real (1765) e casou-se (1769) com Marie-Anne Gérard, e novamente viajou para a Itália, onde pintou uma série de desenhos de vistas e paisagens. Retornando a Paris (1773), reduziu sua pintura de paisagens com pequenas figuras, passando a se dedicar a reprodução de cenas domésticas e sentimentais.
Fonte: Wikipédia- acesso em 14/06/2012.
Artista: Jean-Honore Fragonard
Título: O Concurso Musical
Data: c. 1754
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões:
74 x 62 cm

Localização Atual: Wallace Collection (London, United Kingdom)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vida Marvada - Rolando Boldrin



Recolham dessa alma, para a sua, a poesia que enquanto canto, encanta!

O Jardineiro Fiel e o Imperativo Categórico Kantiano : Reflexões oportunas ante a Rio+20.

                                                                                                              Suely Monteiro
                 O filme é uma forma delicada, sensível e inteligente que Fernando Meirelles encontrou para, não somente denunciar o descaso dos governos que parecem estar mancomunados ou ignorando a  ação das grandes empresas nos países subdesenvolvidos, mas sobretudo, para conscientizar o povo de seu poder de fazer alguma coisa para coibir esses abusos. O móvel romântico da película é um casal, ele , Justin Quayle ( Ralph Fiennes) diplomata do baixo escalão e ela, Tessa (Rachel Weisz),  uma ativista social, que se muda para a África (Quênia), onde ela descobrirá uma máfia de laboratórios que acoberta ação utilitarista de testagens de drogas contra a tuberculose sob difusa campanha de ajuda humanitária no tratamento de portadores do vírus HIV.

               Apesar de ser diplomata, o marido a principio, não parece muito envolvido com as questões sociais, ao contrário da mulher que leva avante um plano de desvendar e indiciar os implicados na ação, contando, para isto, com a ajuda de um médico negro Arnold Bluhm ( Hubert Koundé), ali radicado. 

             Impetuosa, vigorosa na crítica ela, tem sua vida na África caracterizada pela identificação com o povo, tanto assim, que ao engravidar vai ter o filho no mesmo lugar que as mulheres negras. Perde o filho. Conhece uma jovem de quinze anos que estava morrendo vitimada pelo uso da droga, amamenta sua criança  e, ao deixar o hospital,  se envolve, ainda mais, na elaboração de um relatório para combater a conspiração contra os africanos indefesos.

              Encaminha o relatório ao governo; como não recebe resposta, procura um amigo do marido responsável pela ação do governo britânico naquele pais,  e pede ajuda para saber a resposta de seu relatório, prometendo-lhe uma noite de amor em troca da leitura do documento. Ele permite e ela rouba a carta que é comprometedora. Assim, ela  que incomoda  tanto o Alto Comando Britânico a que o marido estava vinculado, quanto às empresas que fabricam e testa a droga aparece assassinada, juntamente com o médico. 

              Ao marido é dada as noticias da morte de ambos e de que ela era amante do médico.

              A trama começa a ganhar “vida” logo após o diplomata descobrir nos objetos pessoais da esposa um bilhete do amigo do casal em que ele faz alusão, não somente ao amor que sente por ela, mas ao fato dela lhe ter subtraído alguma coisa muito importante e valiosa que “se caísse em mãos alheias poderia acabar com a carreira dele”. É um golpe muito forte. Inicia  busca de provas da sua infidelidade e, aos poucos vai conhecendo a mulher, sua causa, seus dilemas, seus silêncios que tem como finalidade mantê-lo afastado de suas atividades e não comprometê-lo junto ao governo, a calúnia de que foi vítima, uma vez que o médico era gay e só escondia o fato, porque na África o homossexualismo  é crime.

           À medida que vai desvelando a mulher, concomitantemente, vai se envolvendo na mesma causa e dando continuidade ao trabalho que ela iniciou.  Viaja por vários países em busca de prova para incriminar  e coibir a ação das empresas. Consegue, encaminha-a através da ajuda de um piloto ao advogado da mulher e logo em seguida é, também, assassinado. Todavia, no seu velório o advogado lê a carta diante da imprensa e de grande número de pessoas.
                                                                   

          Este filme contem espaço para várias  abordagens filosóficas, mas duas são extremamente visíveis aos meus olhos de iniciante e, especialmente devem ser tratadas no momento em que discutimos na Rio+20, questões envolvendo possibillidades de melhorias de vida em toda a Terra.

a)    a Ética Utilitarista, principalmente, no que diz respeito às ações dos laboratórios e dos governos britânico e africano. Algumas falas chamaram minha atenção, a primeira ,quando , Sandy, o amigo,  se dirige a Justin,  e fala: “ não seja ingênuo , você sabe da conveniência do acordo com estes laboratórios que renderiam mais de l500 empregos” e, logo em seguida,  “eles matavam pessoas com vidas em riscos . ”

     As 62 mortes eram muito poucas, comparadas ao lucro financeiro e de vidas que a droga proporcionaria. Eles se consideravam que suas ações deveriam produzir o maior bem para o maior número de pessoas. E, por bem, entende-se além da saúde (a cura da tuberculose), mas o econômico, ou seja, “l500 empregos”. O objetivo deveria ser alcançado a qualquer custo. Os empregados seguiam à risca as ordens, retirando pessoas do programa, “limpando o terreno”. Existe aí um caráter supra-individual movendo as ações. Importa a felicidade do maior número de pessoas. A ética tentando ser  elevada à categoria de ciência e, claro, se esbarrando nas dificuldades em conciliar os diferentes interesses e necessidades.


b)    A segunda leitura pauta nos imperativos categóricos kantianos e se configura,na conduta de Tessa, mas principalmente, na conduta do marido, Justin.

        É muito mais através dele que, no meu entendimento, o filme enfoca a ética moralista kantiana, e o imperativo categórico ficará bem demarcado em suas condutas.  Ele, sim, representa o modelo de moral, de ética que Kant descreve; ele é o jardineiro fiel, aquele que viveu de modo intenso a lei moral, com cunho universalista, suas ações valem tanto para ele como para todas as pessoas. Justin dá uma pequena mostra da forma de agir:

        Num determinado trecho do filme surge a seguinte oferta: “ em qualquer lugar sempre haverá a possibilidade de um pequeno consulado, pare com isto enquanto é tempo,ouça o conselho de um amigo” (Imperativo hipotético), mas ele nem responde. Continua sua peregrinação, convicto de que é assim que deve agir, por que o imperativo que o guia é categórico é uma ordem formal que nunca está condicionada a situações ou a particularidades.

       Sua razão lhe diz que assim deve ser e ele se submete a ela, livremente. Sua autonomia está subordinada ao  critério de universalidade.  Como em Kant, Justin identifica boa vontade e razão. Sua razão o conduz pelo mundo em busca de provas, que finalmente ele consegue, porque para ele, a moral tem valor em si mesma. Seu único fim é a própria natureza racional do homem.


Suas atitudes visavam o interesse de todos,. Pagou o preço ao perder a vida em favor da dignidade humana. Realizou a sua essência, pois sua ética estava vinculada ao eu puro; sua missão,  o respeito incondicional e categórico à dignidade e à vida humana.



Ficha técnica


  • Nome: O Jardineiro Fiel
  • Nome Original: The Constant Gardener
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2005
  • Gênero: Suspense
  • Duração: 129 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Fernando Meirelles
  • Elenco: Ralph Fiennes, Rachel Weisz, Hubert Koundé
  • Roteiro : Jeffrey Caine  

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.

CINEMA: UM GRANDE PRAZER.

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