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sexta-feira, 18 de junho de 2010

FILOSOFIA: REVISANDO ADORNO E HORKHEIMER


A Publicidade como elixir

“... A cultura na visão de Adorno é uma mercadoria paradoxal. Ela está tão completamente submetida à lei de troca que não é mais trocada. Ela se confunde tão cegamente com o uso que não se pode mais usá-la. É por isso que ela se funde com a publicidade. Quanto mais destituída de sentido esta parece ser no regime do monopólio, mas todopoderosa ela se torna. Os motivos são marcadamente econômicos.
Quanto maior é a certeza de que se poderia viver sem toda essa indústria cultural, maior a saturação e a apatia que ela não pode deixar de produzir entre os consumidores.
A publicidade é seu elixir da vida.
A crítica adorniana vai recair justamente no princípio negativo da publicidade, que a denomina de um dispositivo de bloqueio, pois somente participam aqueles que já estão incorporados no
mercado. Tudo aquilo que não traga seu sinete é economicamente suspeito. O abandono de uma prática publicitária corrente por uma firma particular significa uma perda de prestígio, na verdade uma
infração da disciplina que a clique dominante impõe aos seus.
Durante a guerra, mesmo que as mercadorias não possam ser fornecidas, se continua realizando publicidade como forma de demonstrar o poderio industrial.
Mais importante do que a repetição do nome, então, é a subvenção dos meios ideológicos. Na medida em que a pressão do sistema obrigou todo produto a utilizar a técnica da publicidade, esta invadiu o idioma, o “estilo”, e a indústria cultural. A publicidade se converte na arte pura e simples, com o qual Goebbels identificou-a premonitoriamente, l’art pour l’art, publicidade de si mesma, pura representação do poderio social.
O triunfo da publicidade na indústria cultural está na mimese compulsiva dos consumidores, pela qual se identificam às mercadorias culturais que eles, ao mesmo tempo, decifram muito bem....”

Trecho retirado de Industria Cultural: Revisando Adorno e Horkheimer
Autores:
Alda Cristina Silva da Costa1
Arlene Nazaré Amaral Alves Palheta2
Ana Maria Pires Mendes3
Ari de Sousa Loureiro4
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OBRA DE ARTE

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Amores na bela Capital Catarinense.

CINEMA: UM GRANDE PRAZER.

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