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domingo, 3 de outubro de 2010

CRISTIANISMO E FILOSOFIA PATRÍSTICA.

A filosofia natural agostiniana segue os caminhos de Platão, retificados alguns aspectos. Deus criou a matéria (contra a eternidade da matéria, peculiar à filosofia grega).
Todas as criaturas teriam composição com a matéria, inclusive os anjos, ainda que de espécie diferente. A doutrina do espírito, como forma pura, é aristotélica e será desenvolvida sobretudo por Tomás de Aquino.
Ergueu a tese da criação simultânea, de todos os germes (= rationes seminales). O despertar no tempo oportuno, dá à natureza a feição de uma contínua evolução e aparente criação de espécies novas. Sua posição favorável ao evolucionismo não foi seguida pela escolástica medieval.
A alma é substancialmente distinta do corpo, como substância completa. Aqui está de novo ao lado de Platão, contra Aristóteles. Inspirava-se na mentalidade órfica e neopitagórica em vigor entre as religiões helênico-romanas. Esta separação total cria dificuldades na explicação da união entre as duas substâncias tão diferentes.
"O modo como aderem ao corpo o espírito e as almas animais é totalmente admirável e não pode ser compreendido pelo homem".
Apesar de sua teoria das razões seminais, fica em dúvida quanto à maneira como surgiria a alma. Não decidiu entre o processo generativo (= traducianismo) e a criação imediata em cada nascimento (criacionismo).
Fonte:
Enciclopédia Simpozio
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