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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Patriarca Brasileiro

Suely Monteiro

José Bonifácio, orquestrador da nossa independência, ao lado de D. Pedro e da Princesa Leopoldina, era,  além de homem de vasta cultura, cientista reconhecido internacionalmente, abolicionista, um apaixonado por mulheres e  poeta  nada medíocre.

Segundo o jornalista Laurentino Gomes, a viajante inglesa Maria Graham ao receber um de seus poemas o descreve "como brilhante como o sol sob o qual foi escrito, e tão puro quanto sua luz".

O final da ode a Eva, companheira de Adão no Jardim do Éden, retirado do livro 1822, do jornalista acima citado, diz assim:

" Ao vê-lá o homem
   Pasma, estremece!
   Quer abracá-lá,
   Corre, enlouquece!
   Ela responde
   Sou tua esposa:
   Deixa a tristeza,
   Ama-me, e goza"

Muito bonita e acalentadora esta imagem de integração humana no amor pleno!

Mas, o  estadista e poeta Bonifácio foi muito além de de escrever versos e ajudar a libertar o Brasil de Portugal.

Enfrentou a corte portuguesa na tentativa de fazer uma reforma social capaz de resolver as questões Agrária, da Saúde e da Educação.

Buscou, de todas as formas, materializar as expectativas do nosso povo generoso.

Acreditava que não estávamos preparados para a república, pois éramos quase todos analfabetos, ignorantes e incapazes de desenvolver ações propiciadoras do crescimento da nação. Precisávamos da mão guiadora de um monarca para nos conduzir.

Hoje, distanciados do contexto da época nossas visões se contradizem, sem que isso invalide ou diminua sua importância histórica.  Fez muito. Deixou muito por fazer.

Infelizmente, os séculos transcorrem sem soluções definitivas para os problemas que se acumulam desde aquela remota era.

Nossos políticos se não são hoje, todos, analfabetos, continuam despreparados para o cargo,  perdidos na vaidade do poder, da ambição desmedida e, cada vez mais hábeis na arte de enganar.
Será que o Parlamentarismo nos ajudaria?

De qualquer forma, quando  reflito sobre nosso momento atual a pergunta que me vem a mente é nostálgica e nada poética .

Eu me  pergunto consternada :
Até quando Pátria amada e mãe gentil seus  filhos chorarão lágrimas amargas sob um lábaro estrelado nas maos de políticos vis? !!!





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