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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Histórias de Amor no Reino da Filosofia

Suely Monteiro

Existiu certa vez, nos tempos em que nossa memória não alcança a não ser por meio de muito esforço, um poderoso deus, senhor de todos os deuses e de todos mortais da época. Era muito diferente de nós com seus poderes, mas possuía muitas de nossas características, as emocionais, principalmente. Forte, decidido, nasceu para dominar e começou a vida destronando o próprio pai. Seu nome: Zeus - o Senhor do Olimpo.

Zeus, apesar de seus poderes e força, não conseguia resistir aos encantos femininos e mesmo tendo se casado com Hera, consagrou-se a aventuras extraconjugais (naquela época este termo nem havia sido criado), o que certamente não agradavam nem um pouco a sua ciumenta esposa.

Nas suas muitas idas e vindas pelo seu grande reino deparou-se com a jovem Leto, filha dos Titãs Coeus e Phoebe e que possuía o feitiço da lua, como aliás, quase todas as mulheres.

Leto encanta Zeus que não resiste à paixão e tem com ela dois filhos, para desespero de Hera que, em vão, tudo faz para impedir o nascimento dos gêmeos. Hera ficou tão furiosa que determinou à Gaia não ceder lugar para que Leto gerasse seus filhos. O cerco apertou e a titã teve que fugir para a Ilha de Ortigia, onde finalmente deu à luz à Ártemis e Apolo.

Cronos, que comandava o tempo, fez com que ele transcorresse célere para que os infantes crescessem e se transformassem em dois jovens e belos orgulhos para seus pais. Mas, mesmo naquele distante reino a vida era cheia de mistérios e imprevistos.

Ártemis se apaixona perdidamente pelo gigante Órion. Apolo enciumado repreende várias vezes à irmã, exigindo que ela abdicasse daquele amor. E, exatamente como acontece nos dias atuais, nenhuma das partes cedeu.

Um dia, estando os dois irmãos na praia, Apolo a desafia a atingir um longínquo ponto negro no horizonte. Ártemis, vaidosa, retesa o arco e lança a flecha atingindo o alvo. Imediatamente as águas do oceano se tingem do sangue de Órion que nadava fugindo do escorpião enviando por Apolo para persegui-lo.

Ao perceber o que fizera a deusa fica desesperada. Pede auxilio ao Pai. Zeus compadece da filha e transforma Órion em constelação para do alto ele iluminar, sempre, o caminho da bela caçadora.

É a partir daí que a deusa desiste de amar qualquer outro deus ou mortal.

Passa a viver pelas florestas acompanhada de suas ninfas, seu cão , vestida com uma túnica, trazendo na cabeça um crescente e suas flechas.

Mas é o irmão enciumado, o que foi feito dele?

Apolo passou à contemporaneidade com muitos títulos e dentre eles, o de deus da Verdade, da Luz, do Sol, do Pastoreio, da Beleza da Poesia das Artes e da Medicina.

Tornou-se, desde os tempos remotos, um modelo de moderação. A antiguidade ofertou-lhe (e à irmã também) muitos templos. Ele distribuiu entre os mortais os dons da profecia. Deixou uma receita simples de purificação de ambientes que, dizem, durante muito tempo os sacerdotes a usaram com sucesso. Segundo contam bastava queimar a folha do loureiro e espargi-la no ambiente para acabar com todas as impurezas e mal fluidos. Não se sabe como exatamente, a receita caiu em domínio público e, creio que ainda hoje é usada pela população.

Interessante é que Apolo, apesar da beleza estonteante e do envolvimento com belas ninfas, não teve muitos êxitos sexuais. Teve um único filho, Asclépio, que se dedicou à medicina.

O deus Boato espalhou que o belo Apolo, em sua longa trajetória até os nossos dias, continua a dedicar parte do seu tempo aos jovens, auxiliando-os na difícil travessia da puberdade. Veste-se somente com a túnica da pureza que lhe deixa transparecer a beleza escultural. É, portanto, um deus perfeito!
Imagem Artemis/Diane, de Versailles. Retirada da Wikipedia (domínio público) em 09-07-08.
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OBRA DE ARTE

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