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quinta-feira, 3 de julho de 2008

SOREN KIERKEGAARDEN

Soren Kierkegaard, nasceu na capital da Dinamarca, Copenhague, em 06/05/1813. Faleceu em 11/10/1855. Durante esse período viveu uma vida angustiada e de elucubrações altamente produtiva. Combateu Hegel e as formas institucionalizadas de religião. Afirmou ser, antes de tudo, um poeta. Adotou vários pseudônimos, afastando de si a sua obra, da mesma forma que afastou o pastorado e a noiva. Desta última ele justificou seu afastamento alegando que apesar do seu amor era necessário para o bem dela que se afastasse. Alega um acontecimento, um terremoto em sua vida. Fala de um espinho na carne que, embora seus biógrafos nunca tenham conseguido esclarecer, supõe-se que seja o fato de viver como seu próprio personagem em “Conceito de Angústia”, a impossibilidade de fazer escolhas. Ele viveu sempre no ponto zero entre duas opções, sentindo-se um nada. Para Kierkegaard todas as possibilidades-de-sim, constituem possibilidades-de-não, trazendo a ameaça do nada. É possível assim, pressentir um reflexo de sua vida, de sua angústia na sua obra cujo teor psico-filosófico e religioso é incontestável. No seu combate ao sistema hegeliano, sustenta que só Deus tem conhecimento de tudo. A realidade é um sistema de Deus. O homem não pode formular um sistema completo da realidade por que o seu modo de ser é a existência significa processo do devir, a mutabilidade, a contingência. Em constante processo de construção, o homem passa por três estágios: o Estético é o mais básico e está relacionado a uma vida efêmera, exterior sem objetivos maiores. É um estágio difícil de caracterizar pela variedade de traços, mas tem no desejo o elemento chave. A figura que melhor o representa é D.Juan, com sua volúpia e extravagância de vida. Observa-se neste estágio, em função da falta de clareza ou objetividade, a não satisfação dos desejos e consequentemente, o aparecimento do vazio; o Ético ou Moral é marcado por uma vida coerente. Governada por normas morais. O casamento feliz seria sua concretização. No entanto, a mulher é o grande obstáculo deste estágio em função de viver no estágio anterior. Desta forma cabe ao homem um heroísmo moral para guiá-la evitando que se desvie, garantido a estabilidade do casamento. Segundo Kierkegaarden, a mulher só se tornará plena no Estágio Religioso, que é também, a outra opção para aqueles que não têm vocação para a vida conjugal. Este é um estágio conseqüente uma vez que são os fracassos em se realizar nos estágios anteriores que conduzem à busca de Deus. Este estágio, superior, impõe um seguimento da fé no seu mais alto grau. Para representá-lo elegeu Abraão, homem que se predispôs a oferecer seu único filho em sacrifício à Deus. Crer em Deus é comprometer-se com o absurdo, sem depender de provas, de certezas, por que a fé é um salto no escuro. A fé reúne a reflexão e o êxtase, a busca do infindável e visão instantânea da Verdade. A fé é a via de salvação, um caminho seguro que o homem tem para se furtar da angústia e instaurar uma relação com Deus. Homem de profundo sentimento religioso, não se uniu a nenhuma religião. Buscou Deus na própria subjetividade. Seus últimos anos de vida foram marcados pelos conflitos em que se envolveu com os representantes de instituições religiosas. Morreu após passar mal na rua e ser levado a um hospital. Sua obra: O primeiro trabalho foi uma tese de doutoramento em Teologia onde escreveu o Conceito de Ironia de Sócrates. Em 1843 publicou Temor e Tremor e a Repetição. Em 1844 escreveu As Migalhas Filosóficas e Conceito de Angustia. No ano seguinte publicou Os estágios sobre os Caminhos da Vida. Em 1846 Post-Scriptum às Migalhas Filosóficas. Em 1849 O Tratado do Desespero que foi traduzido como A Doença Mental. Seu último livro A Escola do Cristianismo é uma crítica à Igreja. Em maio de 1855 fundou um jornal: O Instante. Todas estas obras foram publicadas, como já foi dito, sob pseudônimos. Escreveu também vários discursos e assinou com seu próprio nome.

Embora ele confesse a sua impossibilidade de fazer escolhas, de estar sempre no ponto zero entre duas opções, sua vida e sua obra refletem uma escolha que privilegiou o mundo. Sua contribuição filosófica chegou à modernidade como um alerta para o homem pensar e pesar sua relação com Deus e com a vida, independentemente de religião. Suely monteiro.
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OBRA DE ARTE

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