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segunda-feira, 28 de junho de 2010

HISTORIA DA FILOSOFIA ANTIGA. SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA: A ÉTICA SOCRÁTICA.

Fundador da ética. Sócrates sempre foi visto como um padrão do ser humano, em especial o bom cidadão.
Sócrates não foi somente o bom; procurou também a ciência do ser bom, - a ética, a filosofia moral, - a partir de princípios gerais absolutos, ainda que derivando em aplicações para as particulares da natureza. É considerado mesmo o fundador da Ética como disciplina filosófica, portanto até ali as considerações morais tinham apenas formulações assistemáticas, ao modo dos dizeres sentenciosos. E porque alcançasse o saber moral sistemático, não foi um radical e nem um asceta, mas o homem racionalmente bom.
A Ética de Sócrates é de direito natural; no fundamento das normas positivas há leis não escritas (= ágrafoi nómoi).
A forma da moral é fundamentalmente finalista, portanto teleológica, como todas as éticas antigas. Bom é o que atende aos fins do homem, em especial ao seu desejo de felicidade.
A moral é, portanto, um bem viver. Trata-se, pois, de um eudaimonismo moral .Em vista de uma hierarquia de faculdades do homem, a felicidade procurada se ordena de tal maneira a fazer prevalecer a do espírito.
No caso de Sócrates (ao menos de Sócrates descrito por Platão), este espírito é ainda entendido à maneira órfica; isto resulta em certa rigidez, por causa do sem sentido das coisas materiais e da necessidade do purificar a alma de delitos anteriores. O comportamento quase ascético de Sócrates é resultado desta sua moral com base no dualismo órfico.
Este pensar rígido se transfere para algumas das escolas socráticas menores, em especial para a Escola cínica, transformada finalmente na tendência de disciplina dos estóicos.

Imprimiu também Sócrates à moral uma diretriz intelectualista. A coesão entre inteligência e vontade identifica praticamente o conhecimento da lei, com a própria moralidade. Conforme se conhece, assim se age. Então a moralidade depende de um certo exercício da inteligência, à qual cabe procurar bem conhecer, para poder bem agir. No profissionalismo tal coisa é evidente; o músico sabendo como tocar, evidentemente não deixará de tocar bem. Sócrates entende, no mesmo sentido de "técnica", o exercício da atividade moral.
"Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça.
"Os que desejam o mal, crêem que ele é vantajoso ou pernicioso? Quanto aos que pensam que o mal é vantajoso, o conhecem como sendo verdadeiramente o mal?
Estes não desejam o mal como tal, pois não o conhecem; desejam apenas o que lhes parece um bem, o qual neste caso é o mal. Donde podemos concluir que os que desejam o mal e o consideram como bem, estão de fato a desejar unicamente o que é bom...
Ninguém expressamente deseja o mal" (Platão, Menon 77-78).
A consistência do intelectualismo ético de Sócrates tem sido posto em dúvida; embora o conhecimento influa no agir, porque o objeto é sempre uma motivação, este objeto contudo não se apresenta necessitante.
A Ética individual de Sócrates dispõe de uma série de enunciações sentenciosas.
Entre outras, é famosa a advertência conhece-te a ti mesmo.
Talvez nem todas sejam enunciação direta do filósofo, mas dizeres tomados do passado e por ele reafirmados. Outras sentenças poderão ter sido criadas pelos discípulos (Platão, sobretudo), para traduzir exatamente suas doutrinas. O mesmo fenômeno aliás sucedeu com outros filósofos e fundadores de religião.
Fonte: Enciclopédia Simpozio
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