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sábado, 26 de junho de 2010

HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA: O PENSAMENTO DA PERSIA.

A religião persa, com influência sobre o judaísmo e o cristianismo, é dualista, personificando o bem e o mal, como dois princípios em eterna luta.
Assumiu nova forma com as pregações de Zaratustra (no Ocidente conhecido também como Zoroastro), pela volta de 700 ou 600 a.C. Considerava-se Zaratustra inspirado, tendo tido, no seu entender, aparições. Pregou sob a proteção de um príncipe, contra o clero vigente. Seus escritos constituem o Avesta. A tradução posterior com comentários é conhecida por Zendavesta.
Além do tradicional dualismo em luta, o zoroastrismo encoraja o homem a uma atitude de luta contra as forças do mal. Mantendo-se puro, terá a merecida recompensa da luz eterna. São potências da luz Ahurá-Mazdá e Mithra. Lutam contra Ahriman, príncipe das trevas.
Esta foi a filosofia e religião dominante da Pérsia, quando esteve no seu esplendor sob os reis Aquemênidas 550-330 a.C., até ao tempo da helenização. Foi também o tempo em que os judeus, após o término do cativeiro da Babilônia (585 a 538 a.C.), puderam circular par todo aquele mundo oriental da Pérsia como comerciantes.
Dali a hipótese de que as doutrinas judaicas da luta entre o bem e o mal, como a dos anjos bons e maus (ou demônios), as hierarquias entre eles, como anjos e arcanjos, sejam influências da religião e filosofia dos persas.
Tais influências diretas atuariam depois também sobre o cristianismo, no decurso do império romano, em vista da difusão do Culto de Mitra. Este culto teria sido levado para o Ocidente pelos soldados de Pompeu, que conquistaram o império seleucida e a Judéia em 64 a.C. Supõe-se que a festa do nascimento de Mitra, celebrada em 25 de dezembro em Roma, tenha dado origem ao natal cristão.
Os judeus tradicionais, como os saduceus, repudiavam, por isso mesmo tais doutrinas. "Pois os saduceus negam a ressurreição, bem como a existência de anjos e espíritos, ao passo que os fariseus admitem uma e outra coisa" (Lucas, em Atos 23, 8).
Outra forma de influência do dualismo de Zoroastro foi o maniqueísmo, de Manes (c.215-276 d.C., Pérsia), com forte incidência no Oriente e Ocidente, nos primeiros tempos cristãos. Inicialmente teve as simpatias de Santo Agostinho (354-430).
Ensinava o maniqueísmo a existência de dois princípios eternos, o da Luz e o das Trevas, em luta entre si. As emanações de ambos se mesclam no homem. Para separá-las vieram os profetas, Jesus e Manes, em corpo de mera aparência.
A purificação dos indivíduos já em estado superior se faria pela gnosis (saber) e abstenção do matrimônio, da carne, do vinho e trabalhos manuais. E dos indivíduos inferiores, o cumprimento dos dez mandamentos.
Diretamente e indiretamente tais conceitos penetram o cristianismo da época.
Houve também as influências diretas das religiões dualistas orientais sobre a filosofia grega. É bem o caso do orfismo, como ele ocorre em Pitágoras, logo depois em Sócrates e Platão. Finalmente Aristóteles retomará o ponto de vista homérico, do homem sem a maldade de dois princípios, em que matéria e forma são componentes normais e complementares.
Fonte: Enciclopédia Simpozio
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/novo/2216y013.htm#BM2216y0
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