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terça-feira, 27 de julho de 2010

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: AS DOUTRINAS DE PLATÃO.

Exemplarismo.
A doutrina das idéias universais reais de Platão consiste em admitir modelos arquétipos (ou universais metafísicos), os quais não seriam apenas essências ideais, mas reais. As essências absolutas repetir-se-iam nas coisas singulares, as quais teriam nelas o seu exemplar arquétipo.
O Demiurgo é o artista do universo, porque organiza a matéria informe, aplicando a ela as formas das idéias eternas. Por isso, as coisas são como que a sombra das referidas ideias arquétipas.
Os pitagóricos se referiam à números e figuras geométricas eternas; agora Platão apenas substitui estes números por conceitos mais amplos.
Importa advertir para o exemplarismo das idéias, que servem de modelo às coisas que se fazem. Suposto que nada é possível fazer sem um prévio modelo (tese a ser provada!), resulta que tudo o que se faz incorre em ser racional. Parmênides e Aristóteles, apesar de não falarem em idéias reais arquétipas, estabelecem a racionalidade do ser, com a impossibilidade do não ser; este pensar incorre em um exemplarismo, porque o que existe deverá estar conforme com a razão.
O exemplarismo platônico é basicamente a doutrina dos universais dos pitagóricos, pela qual se regem todas as metafísicas, que ultrapassam o ser das coisas singulares. Em conjunto se opõem estes filósofos a aqueles que só admitem a ontologia particular ou se reduzem a uma filosofia simplesmente empirista. Platão foi o que mais enfaticamente valorizou o universal; não só o admitiu como um arquétipo das coisas, mas elevou este modelo exemplar à algo real.

Uns discordam de Platão apenas por haver estabelecido a realidade dos universais, e não o universal simplesmente. Aristóteles, discordando de Platão, continuou a admitir ao universal, interpretando-o de outro modo; atribuiu ao universal apenas uma validade ôntica inerente só ao ser singular a ele obediente; em concreto se identificavam com a realidade das coisas singulares, interferindo sobre estas como lei; neste sentido aristotélico as coisas singulares contêm algo mais que a mera contingência da singularidade, e que é o universal; então o universal não ultrapassa ao singular, senão nesta sua necessidade complementar. Depois que se tem de dizer que um fato, apesar de ser singular, é sempre um fato que necessariamente está acontecido, não parece possível deixar de admitir o universal, ao menos como Aristóteles o concebeu.
Outros divergem de Platão em vista de não admitirem qualquer universal, nem o de Platão (universal-real) e nem o de Aristóteles (universal com fundamento ôntico nos seres singulares).
Os adversários contemporâneos ao mesmo Platão, por causa de sua doutrina das idéias reais, eram os sofistas e os cínicos com eles relacionados. Opunham-se, portanto, à universalidade em qualquer hipótese. Conhece-se a notícia irônica:
"Falando um dia Platão sobre as idéias, de mesa e de vaso, Diógenes (o Cínico) o interrompeu ;
- querido Platão, vejo a mesa e o vaso, porém não vejo suas idéias.
- E eu me explico, replicou Platão, porque tens olhos que fazem ver a mesa e o vaso; porém não tens o que nos descobre as idéias, a inteligência... " (D. Laércio, VI).
O caráter real atribuído por Platão às idéias universais, estimulou exaltações à propósito da visão daqueles arquétipos. Os encantos de intuir o ser, o bem, o belo, a harmonia são enfaticamente narrados pelo admirável mestre da Academia. A viagem das almas ao céu das idéias, o mito da caverna, o delírio poético, o amor que surge após a visão do belo carnal feminino capaz de conduzir à reminiscência espetacular do belo como tal, - são páginas típicas da doutrina platônica, e de tal maneira narradas, que se tornaram eternas na literatura filosófica

Fonte: Enciclopédia Simpozio
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/novo/2216y098.htm#TopOfPage
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