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terça-feira, 17 de agosto de 2010

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: AS DOUTRINAS DE ARISTÓTELES.

Ontologia

Embora um termo de criação moderna foi também a ontologia sistematizada e definida, como estudo do ser enquanto ser, por Aristóteles. Já antes dele iniciavam ,os eleatas, o estudo do ser, mas sem distinguir esta disciplina de outras, nem lhe dando nome.
Aristóteles apenas a chamou de Filosofia Primeira, oposição a Filosofia Segunda (= filosofia natural).
O nome Metafísica é do período helênico-romano, vulgarizando-se na Idade Média. Nos tempos modernos, em 1646, surgia finalmente o de Ontologia, pelo qual traduzia Clauberg literalmente o nome grego ón, - tos (= ente), apondo-lhe o sufixo logia (= ciência).
Define Aristóteles a ontologia como o estudo do ente enquanto tal, isto é, do ente, sem as suas particularizações.
"Há uma ciência que investiga o ser como ser e os atributos que lhe são próprios. Ora, esta ciência é diversa de todas as chamadas ciências particulares, pois nenhuma delas trata universalmente do ser" (Metaf., c.4.1003a 20).
De outra parte, a filosofia natural seria o estudo dos entes particularizados, como corpo, vida e espírito, dos quais examinam também os atributos.

Divisão do ser
Explorou Aristóteles meticulosamente a divisão do ser, em existência e essência; depois ainda em causas, bem como em ato e potência.
Pela existência está o ser acima do nada. Pela essência, se torna tal e qual espécie de ser. É, pois a essência nada mais que um modo do existir.
Os elementos constitutivos de um ser são suas causas. Elas são em número de quatro, das quais duas são constitutivas imanentes, - matéria e forma, - duas constitutivos extrínsecos, - causa eficiente e fim. Examinar uma coisa pelas suas causas é obter completo conhecimento da mesma, no entender de Aristóteles.
"Causa significa:
a) Aquilo de que, como material imanente, provém o ser de uma coisa; por exemplo, o bronze é a causa da estátua e a prata, da taça e do mesmo modo todas as classes que incluem estas.
b) A forma ou modelo, isto é, a definição da essência e as classes que incluem esta (v.g., a razão de 2 para 1 e o número em geral são causas da oitava); bem como as partes incluídas na definição.
c) Aquilo de que origina a mutação ou a quietação; por exemplo, o conselheiro é a causa da ação e o pai causa do filho; e, de modo geral, o autor é causa da coisa realizada, e o agente modificador, causa da alteração.
d) O fim, isto é, aquilo que a existência de uma coisa tem em mira; por exemplo, a saúde é a causa do passeio. Efetivamente, à pergunta - por que é que a gente passeia? Respondemos - para ter saúde e ao falar assim julgamos ter apontado a causa. O mesmo vale para todos os meios que se interpõem antes do fim, quando alguma outra coisa deu início ao processo "(Metaf. 1013a 25 -1013b 1).
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