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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA ANTIGA: AS DOUTRINAS DE ARISTÓTELES.

Gnosiologia.

Destacou Aristóteles a correlação entre o conhecimento sensível e o intelectivo. Todo o conhecimento principia pela percepção empírica, de onde se transfere à inteligência. Nada há na inteligência que não tenha vindo dos sentidos.
Mas, as perspectivas são distintas. O objeto dos sentidos é a qualidade sensível. Dentro deste mesmo objeto sensível encontra a inteligência seu objeto específico, quando o apreende como ser. Por exemplo, a cor está para a vistas como qualidade-cor, para a inteligência como ser-cor. Reduziu pois, Aristóteles o objeto da inteligência à intuição do ser sensível. Este fato se refletirá em toda a sua metafísica, a qual será um racionalismo moderado.
Estabeleceu, portanto, Aristóteles um limite para o alcance da inteligência, cujos termos importa frisar. Somente o ser dos dados sensíveis é conhecido como objeto próprio e adequado da inteligência. O ser não sensível, porque alcançado somente através do sensível, fica portanto apreendido inadequadamente, não como é em si, mas apenas analogicamente, enquanto o ser é comum a um e outro.
O ser espiritual não é atingido diretamente em sua especificidade espiritual própria; contudo é conhecido, ainda que inadequadamente, pelas suas analogias com o ser sensível. Consequentemente toda a ontologia do ser em geral e do ser apresenta-se difícil. As idéias sobre o espírito e sobre Deus costumam ser afetadas por antropomorfismos, que a nova antologia procura superar, advertindo para a analogia.
Em consequência, a gnosiologia de Aristóteles é um racionalismo moderado, pois não cuida de um ser alcançado num plano independente da experiência, como acontece na filosofia racionalista da Platão e na dos neoplatônicos (Plotino, Santo Agostinho), nem dos racionalistas cartesianos (o mesmo Descartes, Espinosa, Leibniz, Wolff). Somente o individual é real, - diz Aristóteles contra Platão, - e somente no sensível a inteligência humana intui o ser real, ao qual se abstraem os conceitos universais. Não intui a inteligência universais reais separados, de que fala Platão. Mas concorda com Platão (contra os sofistas e futuros nominalistas e positivistas) que há algo universal, ainda que não se desligue do individual.
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