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domingo, 10 de março de 2013

ROMANTISMO

Suely Monteiro

           Ao voltarmos nosso olhar para o passado, dificilmente, poderemos identificar um período em que o homem esteve totalmente estacionado em todos os aspectos. Criado para a perfeição, ele busca, ao logo dos milênios cumprir sua sina de crescer e ser feliz. A arte, nos seus variados aspectos, tem sido sua companheira de viagem e, como ele, sofreu, ao logo dos tempos, muitas transformações, algumas vezes recebendo influências dos costumes sociais e em outras, reagindo a eles em busca de novos modelos.

           O Romantismo foi um movimento reacionário com características tanto de protesto quanto progressista, surgido na Europa por volta de 1800. Inicialmente, se fez sentir na literatura e Filosofia, para depois expandir-se nas outras variantes da arte, conservando, porém, em todas elas, nos diversos momentos que marcaram o movimento: a) cunho pessoal e subjetivista em detrimento do coletivo; b) liberdade de criação, de expressão; c) nova concepção da natureza; d) crítica social, principalmente na sua ultima fase; e) sentimentalismo: emoção, paixão exagerada, que se desdobram em tendências e temas voltados para o nacionalismo, indianismo, o confessionalismo, o individualismo e o pessimismo exagerados, entre outros, e que são grandemente marcados na literatura, por autores que levam seus personagens mais evidentes a optar pela morte como forma de solucionar suas dores, seus problemas.
        Na literatura europeia, Lorde Byron, Goethe, Schiller, Stendhal, Walter Scott, Victor Hugo, Almeida Garret e Camilo Castelo Branco são importantes representantes de diferentes períodos do Romantismo, tomado aqui, também, como extensão do pré-romantismo, cujas obras influenciaram muitíssimo a literatura romântica brasileira, como por exemplo, o byronismo de Álvares de Azevedo e ultrarromantismo de Casimiro de Abreu, ambos pertencentes à segunda geração de românticos. Na primeira geração, sobressaltam o nacionalismo-indianismo de Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto Alegre.

       Além de Sousândrade e Tobias Barreto, a terceira geração de românticos no Brasil, conta como principal representante o poeta baiano Castro Alves.

       Em relação à música, além de manter as características de valorização da liberdade, da expressão e das emoções, próprias do movimento, não poucas vezes os compositores românticos se inspiraram na literatura e na pintura para se expressarem musicalmente.  Vale lembrar que, historicamente, a Revolução Francesa, recém-ocorrida, havia causado grandes mudanças sociais e que a classe burguesa, em ascensão, tornara-se, portanto, um público ideal, que acorria às salas de concertos, em busca da nova música que incorporava canções populares e instrumentos como o piano e a orquestra, “numa explosão de cores sonoras” (Wikillerato, 2013).
Ainda hoje, nomes como Beethoven, iniciador do Romantismo na Alemanha, Schubert (Sinfonia inacabada); Schulman (Poemas Sinfônicos), Liszt (Rapsódia Húngara), Chopin (Noturnos), fazem muitos corações balançarem emocionados. Wagner, mais tardiamente, encanta Nietzsche. Na ópera, Rossini (O Barbeiro de Sevilha), Verdi (Aída), dentre outros, continuam a ser executados e levam um grande público aos teatros, mesmo em plena época da estonteante música eletrônica.
 
 
Mas, para concluir é preciso vestir a túnica do confessionalismo romântico e dizer que olhar um quadro, como por exemplo, “A Liberdade guiando o povo”, de Eugène Delacroix, a “Maja Nua” ou a “Maja Vestida”, de Francisco Goya, ou mesmo ler uma bela página de Goethe ao som de Tchaikovsky, gera uma sensação de bem estar e plenitude que, são certamente, motivos suficientes para que o Romantismo continue tão atual e justificam, o leigo, chamar de Romântica, toda música erudita de sucesso.


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