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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

E OS FINS?


 Suely Monteiro


“Mas nem todas as coisas edificam”

 Paulo (I Coríntios, 10:23)

 

             Parece-me muito importante, as comemorações de final e início de ano. São ritos mobilizadores de ações em prol de mudanças em nossas vidas. Nessas ocasiões renovamos votos de amar mais, de ser mais generosos; compartilhamos, com os amigos frases que estimulam o bem, que aumentam a confiança; acreditamos que os outros estão mais disponíveis para recomeçar a caminhada de modo mais solidário e que a alteridade será final e definitivamente, eleita como a companheira do homem contemporâneo. Todavia, em geral, as mudanças são tão poucas e ocorrem tão lentamente que quase não se fazem perceptíveis.

               Trabalhamos, estudamos, nos divertimos sem parar para refletir sobre o sentido de nossas vidas.  Dançamos, seguindo a música que sugere que deixemos a vida nos levar. Mas, levar pra onde e para fazer o quê?  

              Emmanuel, num belíssimo texto, comentando sobre a epístola de Paulo (Coríntias 10:20) nos fornece um roteiro de ação capaz de produzir mudanças mais efetivas. Para começar, ele nos concita a analisar o sentido de nossas vidas e nos propõem a partir da análise a formular novas diretrizes com bases no fortalecimento das propostas de renovação com base no aprimoramento espiritual.

            Na verdade, é fato que precisamos estudar, trabalhar e ganhar dinheiro para nos mantermos no mundo em que estagiamos temporariamente. Contudo, mostra-nos ele, que devemos focar nos valores que poderemos levar conosco ao retornar à verdadeira Pátria, o mundo espiritual, de onde saímos com projetos de renovação intimas para ser executado no nosso estágio na matéria. Assim sendo, não basta agirmos como bons cidadão aos moldes do mundo moderno, ou seja, que não pratica o mal; é muito importante praticarmos o bem.  Há, no dizer de Emmanuel,


“Muitas aflições e amarguras nas oficinas do aperfeiçoamento terrestre, porque os seus servidores cuidam, antes de tudo, dos ganhos de ordem material, olvidando os fins a que se destinam. Enquanto isso ocorre, intensificam-se projetos e experimentos, mas falta sempre a edificação justa e necessária"  (Pão Nosso,28).


               O ano de 2014 se apresenta com muitas oportunidades para nós de ajudarmos a construir um mundo melhor e de nos auto modificarmos. É um ano em que nós brasileiros recepcionaremos companheiros de várias partes do mundo para a participação nos jogos olímpicos, ano eleitoral e, portanto, ano para pararmos e pensarmos nas atitudes ponderadas que precisamos ter para que esses eventos ocorram de forma tranquila e que seus fins sejam atendidos a contento. Além disso, as obras sociais nos convidam a colaborar, tanto quanto nos chamam os labores em prol do meio ambiente. Atitudes de mudanças nos hábitos assumindo forma mais modesta de viver compartilhando com os menos favorecidos o que possuímos, dedicar algum tempo às reflexões antes de agir, certamente, são modos de garantir a nossa mudança e atender à finalidade da vida espiritual. Afinal, é sempre bom lembrarmos que não somos seres materiais vivendo temporariamente a vida espiritual, somos seres espirituais em breve jornada na vida material. Assim, a pergunta E os Fins? além de pertinente, é urgente.
 
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