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quinta-feira, 9 de julho de 2015

MITOS: CONHEÇA OS SEUS.


Suely Monteiro

As raízes do mito situam-se nas eras mais distantes. Seus frutos alimentaram as mentes de muitas civilizações e continuam alimentando as nossas, embora com a algumas modificações “genéticas” que dão a impressão de que eles ficaram lá atrás, na companhia dos velhos pajés e outros chefes de tribos.
Dizemos que na infância e na adolescência de nossa civilização, pela necessidade de proteção própria da idade, acreditavámos no divino e viviamos com ele,  uma relação muito mais de termor, do que de amor. Oferecíamos oferendas ao sagrado, que se manifestava através dos mitos. Mas, hoje,  na contemporaneidade, quando a sociedade se diz adulta e, intelectuamente capacitada,o mito perdeu sua força? E o temor ?  Encontramos em Mircea Eliade, pg. 20, a afirmação de que, não somente o temor continua a fazer parte de nosso universo, como a causa desse temor advém da perfeição do sagrado. Vejamos o texto:


“... seja em que domínio for, a perfeição assusta, e é neste valor sagrado ou mágico da perfeição que será necessário procurar a explicação do receio que até a mais civilizada das sociedades manifesta perante o santo ou gênio. A perfeição não pertence a este mundo. É uma coisa diferente deste mundo, embora venha até ele.”


Pensamos como Eliade. O  mito não ficou no passado, não é forma de pensamento primitivo, mas é um modo de nos situarmos diante do novo, do desconhecido .

As buscas pelo divino estão crescendo, mesmo e, apesar, do discurso do materialismo.

As dores, os medos, as catástrofes estão levando as pessoas a repensarem o divino e sua relação com Ele e, isto ocorre de muitas maneiras a depender do grau de compreensão, de maturidade e necessidade do homem em sua sociedade. 

Repito, sempre, uma frase que ouvi a algum tempo atrás, de um desconhecido: “Deus criou várias religiões para atender as diferentes necessidades de seus filhos.” E a Filosofia, na sua função de ajudar o homem a refletir, felizmente, está aberta,  para repensar esta relação com os mitos. Ela reconhece a sua importância para o aprofundamento do conhecimento sobre a sociedade originária;  o seu valor histórico-social em todas as épocas e, como forma, sempre atualizada, de entender  e viver a relação com o sagrado. 
Portano, desvendar nossos mitos pessoais pode ser uma  excelente idéia !
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