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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

HOMENAGEM

Festa de aniversário de Charles em janeiro de 2010.

A alegria se renova a cada ano quando festejamos mais um ano de vida e de convivência .
Certamente não somos uma casal imune aos problemas do relacionamento, como muitos pensam e nos dizem.
O que nos diferencia, possivelmente, é a qualidade do amor  que nutrimos um pelo outro:
Um amor que nos alimenta, nos  fortalece e  conduz nossas  vidas de maneira leve e agradável. 
 Um amor que nos sustenta nos momentos de crise.
Esse amor é nossa fonte inesgotável de todas as substâncias nutrientes que tornam nosso relacionamento saudável .
Por isto, creio, somos muito felizes.
A você querido amor, meus votos de muitas alegrias, muita paz e de uma prolongada vida ao meu lado, claro!
Com amor,
Tilly

CERÂMICA GREGA

SERÁ QUE ÊLE TEM RAZÃO?


"Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. "

"Zombar da filosofia, é na realidade, filosofar"
(Blaise Pascal)
Fonte: Blog Filosofia na Rede

SÊNECA E A IRA - PARTE 2/3


UM CARAVAGGIO PRA VOCÊ

A ARTE DA PRUDÊNCIA




" Muitos dão cem voltas ao redor do mesmo ponto e se perdem num falatório sem fim, cansando a si mesmo e aos outros, sem nunca chegar ao âmago da questão.
Quem procede assim tem pouca clareza de idéias. São pessoas confusas, que desperdiçam tempo e paciência no que não deviam e, depois, ficam sem ambos para o que realmente importa."

(Baltazar Gracián - A Arte da Prudência)


SÊNECA E A IRA - PARTE 3/3.


DEUS, SEGUNDO SPINOZA.

“... Deus é o único ser em que a essência coincide com a existência. Isso não acontece com os outros seres. É a causa última de tudo, e as coisas estão em Deus. Essa é uma noção panteísta. E Deus é perfeito. Conhece a si e a tudo objetivamente. As coisas só tem essências na medida em são atributos de Deus. Spinoza desenvolverá isto no Ética.A parte divina do ser é a essência. A essência, a potência, a existência e a idéia só se diferenciam mas coisas criadas. A existência e a essência, nas criaturas humanas,diferem uma da outra por causa da razão. Spinoza chama de afecções aquilo que Descartes chama de atributos. Os entes são afecções de Deus. Dependem dele. Spinoza queria que víssemos as coisas sob o ponto de vista da eternidade. Devemos considerar o mundo objetivo em si, fora das noções subjetivas. Eternidade é o atributo sob o qual concebemos a existência de Deus, como diz nos Pensamentos metafísicos. Eternidade é a junção de essência e existência. O tempo pertence à razão, é um modo de pensar a pluraridade também, pois tudo é Deus, e ele é Uno.
Como Descartes, Spinoza fala que temos a noção clara do que é verdade, pois ela é certa e suprime toda a dúvida. Spinoza fala que o bem e o mal são pareceres, que só existem nas relações. Mas reconhece como bom e na Ética, diz que certas coisas nos são agradáveis, e nos esforçamos para que elas sejam frequentes. Mas uma coisa tomada em si não nem boa nem má.
Deus é imutável, porque não pode mudar e ser outro Deus. Na natureza tudo são substâncias e seus modos. Deus é simples, a grande substância. Spinoza refuta as distinções do Aristotelismo sobre Deus.
A vida pode ser de dois modos: com uma alma unida ao corpo, e apenas corporal. Tudo está vivo, porque tudo está em Deus e ele é vivo. Spinoza era contra a visão antropocêntrica da divindade. Deus conhece as coisas que criou. Dessa forma conhece os pecados. Mas os pecados só existem na mente humana. Assim, Deus não ama nem odeia os homens. Mas tem seus decretos. É por decreto que ele incita e encoraja os homens.
A onipotência de Deus é dividida em absoluta e ordenada, ordinária e extraordinária. A ordinária é aquela que dá ordem e conserva o mundo. A extraordinária vai contra essa ordem, como no caso dos milagres. Além de ter criado o mundo, Deus o conserva a cada instante.
Apesar de admitir que a potência de Deus também pode destruir, Spinoza afirma que a alma humana é imortal. Pois uma coisa incorpórea não pode destruir-se, nem pode ser destruída por uma coisa criada.
Deus tem muitas leis que estão acima do intelecto humano, e quando esse as vê, parecem milagres. Deus está acima da natureza percebida pela razão. A vontade humana é o seu intelecto.
As riquezas, quando buscadas, absorvem todo o ser do homem, diz Spinoza no Tratado da Correção do Intelecto.O homem gosta de paixão e dos prazeres, mas a eles sobrevém a tristeza. Os prazeres riquezas e honras devem ser um meio, não um fim. Devem existir apenas no necessário para manter a boa saúde.
Spinoza achou quatro tipos de percepção:
A primeira é arbitrária; a segunda vem da experiência; na terceira a essência de uma coisa é tomada pela de outra. Por exemplo, quando se acha que o universal sempre é acompanhado de uma propriedade. Não é adequada. A última percepção é a da essência.
Para o melhor modo de perceber, temos de ver quais os meios para conseguirmos nosso fim .
1º temos de conhecer a natureza das coisa e a nossa, para aperfeiçoá-la.
2º temos de deduzir as diferenças e as concordâncias das coisas.
3º temos de ver o que essas coisas poder sofrer.
4º temos de associar isso com a natureza e a potência das coisas.
Assim Spinoza, com um estilo que lembra o de Bacon, descreve seu método para melhor percebemos. E chega a conclusão que a melhor percepção é a da essência.
Para começar a se corrigir o intelecto precisamos “continuar conforme a norma de alguma idéia existente e verdadeira e investigar segundo suas leis certas.” Devemos saber distinguir a idéia verdadeira dentre as idéias falsas. Durante seus escritos, Spinoza imagina objeções à sua argumentação (que seriam feitas pelos leitores) e responde à elas. Enfrenta o adversário no campo do adversário. Assim é com filósofos e outros teólogos. Também fala contra os ignorantes, que ele chama de vulgo, ou os não-iniciados. O vulgo não consegue entender a filosofia porque não sabe o que lhe sucede, está sujeito às marés das paixões, e por isso cheio de preconceitos.
Spinoza diz que temos mente, em maior parte, idéias verdadeiras (apesar de existirem os entes da Razão, que são falsos). Pois não podemos supor uma idéia falsa como verdadeira. Não devemos considerar como  verdadeiras coisas da imaginação, que estão no intelecto. Spinoza se contrasta a Descartes, dizendo que devemos considerar como verdadeiras as coisas da natureza, pois não existe nenhum Deus enganador.
Spinoza fala da memória, mostrando que separamos as coisas por categorias e que se imaginamos um item dessa categoria em separado, visualizamos bem os detalhes, mas ao misturarmos o que estamos lembrando com outras memórias da mesma categoria, o pensamento se torna confuso. A memória é a “sensação das impressões do cérebro junto com o pensamento de uma determinada duração da sensação”.
O Livro “Ética demonstrada pelo método geométrico” tem uma estrutura clássica, baseado no modelo do matemático Euclides. Dessa forma, temos definição, axioma, preposição demonstração, escólio e corolário. Com esse método, Spinoza queria refutar outros. Esse método por muitos é considerado chato e difícil. Como diz Will Durant, não é para ser lido, mas estudado.
Uma coisa é finita quando podemos limitá-la por outra semelhante. A substância é independente, em si. Há três termos básicos no livro: substância, modo e atributo. O atributo é o que o intelecto percebe da substância. Como vimos, o intelecto precisa ser corrigido para não ser limitante. Deus é absolutamente infinito. Deus é uma substância que não remete a ninguém, exceto à ela mesma é que possui inúmeros atributos. Cada atributo tem infinitos modos.
A liberdade é um estado de ser, quando se existe por si, e necessário quando determinado por outras coisas. A eternidade transcende o tempo, é verdade eterna sem começo nem fim. Essa noção recorre a Platão. Toda causa tem um efeito. Deus é causa primordial que tem inúmeros efeitos. A diversidade de substância é infinita, cada uma é única.
Deus é imanente ao mundo. Para Descartes é transcendente. Existe necessariamente, pois existir é ter potência. E se há potência há alguém para irradiá-la. Na consciência fora de Deus, como Spinoza já expôs nos Pensamentos Metafísicos a existência não envolve a essência. Deus tem intelecto no ato, não em potência. Muitos consideram que Spinoza diz que Deus não tem intelecto, mas Spinoza coloca que o intelecto de Deus são suas ações.
Os homens agem sem conhecer as causas de seus atos. As coisas são atributos e afecções de Deus. O corpo exprime determinadamente parte da essência de Deus, na extensão. A alma é uma coisa pensante (nesse ponto concorda com Descartes, mas ao colocar a alma como substância não). A duração é a continuação da existência. Deus pensa, é extenso, tem idéia da sua essência e do que se segue à ela. As coisas estão compreendidas na essência da idéia infinita de Deus. Ele é a causa de tudo, substância incriada, onipotente e onisciente.
As coisas ficam marcadas na alma, além do intelecto. A memória é uma rede de representações associativas dos objetos. Deus conhece a alma. E a alma conhece à Deus. O pensamento é um atributo divino. A alma não conhece a si mesma, e conhece sem adequação o corpo. A alma não tem vontade nem é livre. Todas as idéias que se referem à Deus são verdadeiras. A mente humana é disposta de tal forma que pode funcionar ordenadamente. Com certo número de imagens, expressando esse número, há “embaralhamento”. Quem tem uma idéia verdadeira, o sabe sem dúvida. Spinoza, desenvolvendo seu lado racionalista diz que a razão percebe a coisa em si e a eternidade, que são comuns à todas as coisas. A mente humana é uma parte do intelecto infinito de Deus. Conhecer Deus eterno e infinito nos ensina a nos conduzirmos perante o dinheiro, coisas fora de nós, suportar a vida, não desprezar, não expor ninguém ao ridículo, não odiar. A moral de Spinoza parte de sua metafísica.
O corpo humano pode ser afetado de diversas maneiras, e sua potência aumentada e diminuída. A alma pode ser passiva ou ativa. As idéias adequadas existem em Deus, são ativas. O corpo humano é mais engenhoso do que as máquinas.
... Spinoza influenciou muito a filosofia posterior. Hume cita-o. Não gozou de muita reputação , mas sim desprezo, até que Lessing afirmou não existir outra filosofia senão a de Spinoza. Junto com Fichte e Kant, foi fundamental para Hegel e Schelliing. Nietzsche admirava-o, apesar de discordar. O spinozismo foi inicialmente rejeitado, mas depois, no século XIX foi reabilitado. Influenciou Marx e Freud, que tinham uma visão naturalista do mundo.”
Fonte:
Consciencia.org.- Filosofia e Ciências Humanas
http://www.consciencia.org/ 
Acesso em 03/01/2012- 15:48h.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ARTE MEDIEVAL

  O rapto das filhas de Leucipo - Rubens, pintor renascentista.

RUSSEL : E por falar em Familia ...


A humanidade transformou-se em uma grande família, tanto que não podemos garantir a nossa própria prosperidade se não garantirmos a prosperidade de todos.
Se você quer ser feliz, precisa resignar-se a ver os outros também felizes.( Bertrand Russel) .

POESIA CONTEMPORANEA

CONVIDO-TE
Charles Fonseca

Convido-te, amiga, às doces paragens
Campestres, ao silêncio dos prados,
Aos ternos murmúrios dos nossos regatos,
Aos roucos sussurros aquém das miragens.

Convido-te comigo a outros olhares,
A outros dizeres dos nossos silêncios,
A outros perfumes a nós como prêmios,
Tocar nossas harpas, frementes, vibrares.

Convido-te, amiga, pra caminhada
A dois pela praia, o mar por fronteira,
As nossas dores escrever na areia,
Do nosso amor gozar, madrugada.

REFRESCANDO A MEMÓRIA ...

As Moiras
 Cloto, Láquesis e Átropos.
A elas o destino humano estava submetido.

FILOSOFIA MEDIEVAL: DISCURSO SOBRE A DIGNIDADE DO HOMEM

Giovanni Pico Della Mirandola
"Ó Adão, não te demos nem um lugar determinado, nem um aspecto que te seja próprio, nem tarefa alguma específica, a fim de que obtenhas e possuas aquele lugar, aquele aspecto, aquela tarefa que tu seguramente desejares, tudo segundo o teu parecer e a tua decisão. A natureza bem definida dos outros seres é refreada por leis por nós prescritas. Tu, pelo contrário, não constrangido por nenhuma limitação, determiná-la-ás para ti, segundo o teu arbítrio, a cujo poder te entreguei.
Coloquei-te no meio do mundo para que daí possas olhar melhor tudo o que há no mundo. Não te fizemos celeste nem terreno, nem mortal nem imortal, a fim de que tu, árbitro e soberano artífice de ti mesmo, te plasmasses e te informasses, na forma que tivesses seguramente escolhido. Poderás degenerar até aos seres que são as bestas, poderás regenerar-te até às realidades superiores que são divinas, por decisão do teu ânimo". Ó suma liberalidade de Deus pai, ó suma e admirável felicidade do homem! ao qual é concedido obter o que deseja, ser aquilo que quer. As bestas, no momento em que nascem, trazem consigo do ventre materno, como diz Lucilio, tudo aquilo que depois terão. Os espíritos superiores ou desde o princípio, ou
pouco depois, foram o que serão eternamente. Ao homem nascente o Pai conferiu sementes de toda a espécie e germes de toda a vida, e segundo a maneira de cada um os cultivar assim estes nele crescerão e darão os seus frutos. Se vegetais, tornar-se-á planta. Se sensíveis, será besta. Se racionais, elevar-se-á a animal celeste. Se intelectuais, será anjo e filho de Deus, e se, não contente com a sorte de nenhuma criatura, se recolher no centro da sua unidade, tornado espírito uno com Deus, na solitária caligem do Pai, aquele que foi posto sobre todas as coisas estará sobre todas as coisas.
Quem não admirará este nosso camaleão? [...]
Blog Pensar:
Acesso em 28/12/2011



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MÚSICA


Para o seu deleite, querido leitor, a beleza da música do grande Joshua Bell tocada por ele, graciosa e anonimamente,  no Metrô de Nova York.



KANT E A PAZ PERPÉTUA

Em 1795, o filósofo Kant lançou um opúsculo que provocou um enorme sucesso junto ao público culto da sua época.
Era um projeto que visava estabelecer uma paz perpétua entre os povos europeus, e depois espalhá-la pelo mundo inteiro.
Tratou-se de um manifesto iluminista a favor do entendimento permanente entre os homens, retomando uma idéia anterior de consegui-la através da formação de uma sociedade das nações, defendida pelo padre Saint-Pierre.

  A Influência da França Revolucionária
Transcorria o verão de 1795 e o setuagenário filósofo Emanuel Kant aguardava ansioso as notícias vindas da França. Seis anos antes, em 1789, os moradores da sua pequena cidade, o porto de Königsberg, capital do Ducado da Prússia Oriental, tomaram conhecimento de que algo espetacular havia ocorrido de uma maneira muito singular.
O velho professor, sempre pontualíssimo nas suas caminhadas cotidianas, num determinado dia, não se contendo, saiu às ruas uma hora antes do habitual.
Foi assim que eles se inteiraram da eclosão da Revolução Francesa.                                   
A Paz de Basiléia

As notícias tardavam mais de semana para aportar naquele rincão remoto das terras alemãs, conquistadas pelos Cavaleiros Teutônicos nos tempos medievais. A fome por novidades deixava Kant enervado e desejoso de atividade. Finalmente elas chegaram. A jovem república francesa não só tinha conseguido sobreviver aos vários ataques das coligações monarquistas vizinhas, como conseguira impor uma paz vantajosa. Assinada em julho de 1795, na Basiléia, a paz forçara os reis da Prússia e da Espanha a aceitar um acordo de convivência com a França revolucionária.                        
A Paz Perpétua
O filósofo exultou. Apesar dos horrores provocados pelo terror jacobino, ele continuava simpatizando com os acontecimentos franceses. Entusiasmado com o armistício de Basiléia, resolveu também dar a sua colaboração para o clima de concórdia que, momentaneamente, a todos enlaçou. Em pouco tempo aprontou um opúsculo denominado de Zum ewigem Frieden (A paz perpétua), que teve um acolhida espetacular. Os seus primeiros 1.500 exemplares esgotados em uma semana .

Fonte: Site Cultura e Pensamento: História por Voltaire e Schilling http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/kant_paz.htm Acesso em 16/12/2011

OBRA DE ARTE

OBRA DE ARTE
Amores na bela Capital Catarinense.