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domingo, 27 de junho de 2010

HISTORIA DA FILOSOFIA ANTIGA. SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA: PERÍODO SOCRÁTICO.


SÓCRATES (469-399 a.C.).

Biografia

Nasceu Sócrates quando apenas iniciava a "ilustração grega" e os sofistas já atuavam. Para o final de seus anos, Sócrates influenciou fortemente o pensamento grego, dando origem, no plano filosófico, ao chamado "período socrático".
É evidente de que se trata de todo um processo de fatores confluentes, e que não dependiam de um só homem. Maior do que Sócrates passariam também a ser Platão e Aristóteles. Todavia Sócrates está cronologicamente no início do processo, e o retrata adequadamente, justificando-se a tomada de seu nome para denominar o seu tempo como um todo.
Foi modesto cidadão, filho de escultor e de parteira. No início foi também ele um escultor.
Casou-se primeiramente com Xantipa, de quem teve Lâmpocles, ao qual ensina a paciência e a submissão à mãe, de difícil temperamento.
Sua outra mulher chamava-se Nirton, sendo posterior, ou simultânea, de acordo com uma lei que, diante da escassez de homens, estimulou o repovoamento de Atenas. Foi assim que, de Nirton, nasceram a Sócrates mais dois varões, Sofronisco e Menéxenes.

Participou, como soldado, na guerra do Peloponeso, para finalmente ser vítima do confucionismo político que se deu ao final, com Esparta vitoriosa e influindo exteriormente sobre o regime político de Atenas.
Na primeira fase da guerra (431-421 a.C.), Sócrates tomou parte nas batalhas infelizes de Potidéia e Délium. Já depois da guerra, participou das "façanhas dos dez mil" gregos, quando Ciro (o moço), sátrapa da Lídia, tentou, mas em vão, a sucessão do trono da Pérsia. Sócrates e Xenofonte comandaram a retirada.

Passada a desastrosa guerra do Peloponeso sucederam-se vários regimes em Atenas. O primeiro, de 404-403, o dos Trinta Tiranos, ainda que progressista, era todavia cruel. Sócrates pertenceu ao novo governo, como Senador eleito. Renuncia, em vista do terror, que não podia aprovar. Restaurada a democracia em 403, com apoio de Tebas, onde se refugiavam anteriormente os exilados, piorou a situação de Sócrates.

A demagogia do governo democrático verteu-se contra os propugnadores progressistas e aristocráticos, que tinham por modelo Esparta; esta, apesar de inimiga, parecera provar que tinha melhor sistema, no qual inclusive as mulheres tinham educação nos ginásios.
A exacerbação tradicionalista condenou a Sócrates a pretexto de pervertedor da juventude, contrário aos usos e aos deuses. É este condenado, sendo-lhe imposto beber cicuta. Platão, um jovem aristocrata de 28 anos e seu discípulo, abandonou temporariamente Atenas, em decorrência da situação política, como ele mesmo diz (Carta, 7-a). Em um outro texto, descreve Platão a morte do sábio mestre, em página, que ficou sendo uma das mais comoventes da história da filosofia.

Nada escreveu Sócrates. Seu pensamento foi retransmitido pelos discípulos das escolas socráticas menores, mas sobretudo por Xenofonte (em Dizeres admiráveis de Sócrates), Platão (em sua trintena de Diálogos) e por Aristóteles (nas introduções históricas aos temas de que passava a tratar).

Platão foi o que mais nos transmitiu, havendo usado o diálogo, em que Sócrates surge como interlocutor. Pretende, de outra parte, Platão defender as mesmas doutrinas que seu mestre. Por isso, nem sempre se distingue entre o que é de Sócrates e o que já vai sendo um novo desenvolvimento de Platão. Quando Aristóteles atribui doutrinas diretamente à Sócrates, sabemos que elas não pertencem à Platão. Acontece então que os primeiros livros de Platão expressam com precisão as doutrinas de Sócrates; as novidades dos seguintes, ainda que venham pela boca de Sócrates, se devem atribuir mais a Platão.

Por via de regra, cabem a Sócrates as doutrinas referentes à especificidade da inteligência (contra o sensismo sofista), à substancialidade e espiritualidade da alma (contra o materialismo monista), à preexistência e imortalidade da alma (orfismo herdado de Orfeu e Pitágoras), à existência de Deus e reação ao antropomorfismo (contra a mitologia), à moral natural (contra os sofistas); sendo embora de Sócrates, as defendia também Platão, que nisto foi portanto um seu discípulo.

Cabem especificamente à Platão as doutrinas sobre a reminiscência (que não é contudo impossível no orfismo), mas sobretudo as doutrinas das idéias reais, as quais também era arquétipas com referência à organização do mundo; este campo de idéias de Platão, ele as desenvolveu sob influência pitagórica. A doutrinação sobre uma nova concepção política, se deve também às preocupações específicas de Platão. Neste particular se distinguem mais claramente os dois mestres.

Encaminhou-se novamente Platão ao estudo da natureza, juntamente com as preocupações humanas de Sócrates; enquanto este havia menosprezado a filosofia sobre a natureza dos pré-socráticos, Platão a reanexou ao programa da Academia.
Aristóteles nos informa a este respeito, asseverando que Sócrates fora um filósofo da moral e sugerindo ainda que fora um metafísico, todavia diferente de Platão e que não cuidou da física:
"Sócrates, cujas, preocupações se dirigiam às coisas morais e, de nenhum modo sobre a natureza em conjunto, procurou neste domínio o universal e fixou primeiro o pensamento sobre as definições. Platão aceitou seu ensinamento, mas sua primeira formação o levou a pensar que este universal devia existir em uma outra ordem que as coisas sensíveis" (Metaf. 987b).

"Para Sócrates, porém, os universais e as definições não são entes separados; os que vieram depois dele é que os separaram, chamando de idéias essa classe de entidades" (Metaf. 1078 b 30).

Nestas informações de Aristóteles está claro que certas doutrinas de Platão resultaram de uma evolução posterior, e já podemos nos imaginar que ele as desenvolvera quando, logo após a morte de Sócrates, freqüentou a escola eleaticista de Mégara e visitara aos pitagóricos na Itália.
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